terça-feira, fevereiro 01, 2011
Trabalhar para aquecer.
A Escola Nacional de Bombeiros “ENB” informou os formadores da obrigatoriedade da existência de dois formadores nas formações de técnicas de socorrismo, tripulante de ambulância de transporte e recertificações, caso o curso seja suportado inteiramente pela ENB, o valor de 24 euros por hora que a escola paga a cada formador será dividida pelos dois formadores, onde será retirado as contribuições fiscais, o que dará em média cerca de 7 euros por hora.
O único formador existente na minha associação de bombeiros dessa área rescindiu o contrato com a ENB, normalmente dois em dois anos dava um curso renumerado pela ENB, todos os anos formava os elementos do quadro activo gratuitamente (uma norma imposta aos formadores pela ENB meramente curiosa), este ano não será assim, fartou-se de andar a trabalhar para aquecer e a sustentar durante anos um sistema de formação cheio de irregularidades. Em plena reunião para se decidir o plano de formação para este ano, ele simplesmente informou o comando que já não era formador da ENB, o comandante que pedisse á ANPC formadores para dar os respectivos cursos no seu corpo de bombeiro, e como as coisas andam, não deve existir nenhuma formação nessa área nos próximos anos na minha associação de bombeiros.
E pelos visto não é caso único na região, o que mostra o desapontamento dos formadores com a direcção da ENB, é o encaminhar para o cano esgoto do projecto da ENB colocar um formador de cada área em cada associação de bombeiros, curiosamente a trabalhar gratuitamente para ENB ou a serem mal pagos. A direcção da ENB deve andar a querer apanhar abelhas com vinagre.
Será que a direcção da ENB quando contrata algum colaborador também pagam esse colaborador dividindo os seus próprios ordenados?
sábado, outubro 02, 2010
Formação somente para quem tem dinheiro.
È uma atitude lamentável praticada pela Escola Nacional de Bombeiros, pelos vistos consentida e aceite por todos, basta ver os inúmeros cursos dados nesses moldes, onde se prefere pagar do que reedificar, lutar e exigir que a Escola Nacional de Bombeiros cumpra os seus princípios, porque foi criada pelos bombeiros para os bombeiros, e não para ser aquilo que foi transformada actualmente, uma empresa de formação e de recursos humanos de instituições alheias aos bombeiros portugueses.
Se é assim, seria melhor os bombeiros criarem outra instituição para lhe dar formação ou abrir esse sector aos privados, porque com esse lóbi criado em volta da formação dos bombeiros portugueses, formação somente para quem tem dinheiro.
quarta-feira, março 19, 2008
Actualmente, a ENB não consegue acreditar formadores em quantidade suficiente
O futuro modelo da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) deverá incluir equipas de formação em todos os concelhos do País, defendeu ontem o director da instituição, Duarte Caldeira. “Actualmente, a ENB não consegue acreditar formadores em quantidade suficiente para poder fazer uma cobertura de formação certificada nos concelhos do Continente”, reconheceu o responsável, salientando que serão precisas 278 equipas de três elementos, uma para cada concelho.
Correio da manhã 16/03/2008
A escola nacional de bombeiros tem varias centenas de formadores externos parados a vários anos a espera que a ENB lhe mande dar formação aos corpos de Bombeiros, formadores que dão a titulo gratuito formação aos seus corpos de Bombeiros e a muitos outros corpos de Bombeiros por amizade, cursos principalmente de TAT, SD e condução todo terreno, mas ENB se recusa accionar esses formadores para dar formação aos corpos de Bombeiros sem formadores, formação que é paga pela a ENB aos formadores.
- Se o Sr. Duarte Caldeira se diz que a ENB não tem capacidade de creditar mais formadores em quantidade suficiente, como justifica da existência de tantos formadores parados a vários anos a espera de dar formação alem dos seus corpos de Bombeiros?
- Se, se diz toda a formação que passa pela a ENB e comparticipada por fundos da comunidade europeia, onde andam as verbas de centenas de curso dados a titulo gratuitos pelos formadores externos?
- Se a ENB não tem capacidade de formar Bombeiros, talvez o Sr. Duarte caldeira tente justificar como a ENB dá mais formação a empresas privadas e a outras entidades do que aos Bombeiros portugueses?
A vários anos que a formação certificada para os bombeiros portugueses foi reduzia a valores irrisórios e insignificantes para as necessidade, deixando a grande maioria dos Bombeiros Portugueses sem formação ou com formação caducada, e o pior é que existem formadores disponíveis para dar formação. Não se percebe muito bem as afirmações do Sr. Duarte Caldeira, porque a situação vivida actualmente a nível da formação é da responsabilidade dele.
quinta-feira, outubro 11, 2007
para mim ser Voluntário (Bombeiro)
Mas para mim ser Voluntário (bombeiro) não é nenhum defeito, é sinal de querer dar algum tempo a uma comunidade necessitada, agora não podemos é confundir voluntariado com mão de obra barata, desclassificada e carne para canhão, isso não é voluntariado é no mínimo exploração da condição humana, para não chamar escravatura.Pois ao estar a negar de um modo consciente as devidas condições de actuação e colocar em risco a vida presente e futura dos Voluntários e profissionais para mim é uma conduta criminosa, estando em causa ou não o interesse público!!Como deve ser de conhecimento publico e de certo modo devia ser divulgado nas acções de formação de Higiene e Segurança no Trabalho ( é verdade isto em Portugal não faz parte da formação dos Bombeiros ) ou de outra formação que envolva o Risco, primeiro estamos nós, depois nós, depois nós e depois nós e só lá mesmo no fim estão as vitimas, pois essas em ultimo caso já estavam condenadas á partida!!Um Bombeiro é, ou devia ser, uma "ferramenta altamente especializada e treinada" e de difícil reposição, logo devia ser tratada pelo seu "utilizador" com o devido cuidado, pois a sua "substituição" acarreta um investimento muito significativo tanto técnico como financeiro, logo não nos podemos dar ao luxo de andar todos os dias a "estragar" ferramentas tão caras, como parece que muitos por aqui defendem.Já nem os grupos terroristas colocam em risco os seus melhores operacionais, usam "simpatizantes" para fazer o trabalho sujo com o treino dos seus melhores operacionais.Se existe algum lema que eu defenda neste nosso mundo será sempre: " Voluntários na disponibilidade, Profissionais na acção" !!!!
Autor Wite Eagle “ Bombeiros de Portugal”
segunda-feira, outubro 01, 2007
Limpeza de pavimento
Mas em vez disso para as limpezas de pavimento são accionados os meios de socorro dos Bombeiros, muitas das vezes são empregues os únicos meios de socorro disponíveis, principalmente os meios humanos, que são cada vez mais reduzidos e escassos, pondo em causa o socorro das populações, quer na área do Pré-Hospitalar quer na área do incêndio e resgate, para se fazer limpeza das vias de circulação.
Em Portugal as limpezas de pavimentos resume-se na aplicação de pó de pedra, cimento ou terra nas zonas de derrame ou se usa jactos de água ou varre-se os detritos para as bermas das vias, nada se remove tudo lá fica, uma situação ilegal perante as normas da CEE, porque contamina as linhas de água e os solos envolventes, além de deixar resíduos sólidos e perigosos nas bermas da estrada.
Outra situação das limpezas de pavimento é que ninguém quer assumir os custos existentes, quer as companhias de Seguros, Câmaras Municipais, SNBPC ou o Instituto de Estradas de Portugal, se recusam pagar por este serviço praticado, porque para se cumprir as normas da CEE sobre remoção e limpeza de produtos químicos do meio ambiente, existe a necessidade de se aplicar dissolúveis nos hidrocarbonetos e remover todos os produtos resultantes da operação de limpeza, quer líquido ou sólidos, que devem ser transportados em veículos próprios para centrais de tratamentos e reciclagem, o que faz que esse serviço seja caro e dispendioso.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Bombeiro apanhado a conduzir ambulância com uma taxa de alcoolemia elevada

É de elogiar os Soldados da GNR por terem mandado parar e fiscalizado o condutor de uma ambulância, e de terem apanhado o Bombeiro a violar a lei, e certamente já andaria a violar a lei a algum tempo, abusando da cordialidade existente entre as identidades.
Os agentes de autoridade nacionais devem por de parte a cordialidade entre identidades, e fiscalizarem todos os veículos prioritários existentes, quer dos Bombeiros, CVP, INEM, quando não se apresentem marcha de socorro ou quando detectem algum abuso. Porque se não existir fiscalização por parte das autoridades originara existência de abusos, quer por parte das instituições ou por parte das tripulações, como aconteceu.
domingo, setembro 16, 2007
Uma breve opinião sobre o caso de Torres Novas
O relatório da inspecção-geral das actividades da saúde aponta culpas a serviço de emergência médica e aos Bombeiros nesse caso.
Comunicado o I.G.A.S
Em relação a triagem efectuada pelo operador da central do CODU-INEM, cometeu dois erros consecutivos, não conseguiu recolher a informação que podia definir era uma situação de transporte urgente primário ou transporte urgente secundário e considerou que era secundário, onde em caso de dúvida devia ser sempre considerado uma situação de transporte primário, depois errou novamente, em vez de dar o número de telefone dos Bombeiros de Torres Novas, deu o número dos Bombeiros de Coruche, onde existe também uma localidade com o mesmo nome da origem da chamada de socorro.
Em relação aos Bombeiros, a tripulação da primeira ambulância cometeram o erro de não ter informado imediatamente o CODU quando depararam como uma situação PCR, mas a segunda ambulância informou da situação ao CODU, mas teve como resposta iniciar o transporte das vítimas em suporte básico de vida até a unidade hospitalar, sem acompanhamento médico, porque a VMER estava indisponível, situação que é omissa no comunicado a imprensa do IGAS, que lança duvidas na eficácia das redes de VMERs existentes no país, como são usadas e mantidas quer pelos CODU-INEM quer pelos Hospitais,
Outra situação que não esta clarificada, se os Bombeiros cumpriram o regulamento de transporte de doentes, se foram accionadas ambulâncias de socorro como é informado pelo comandante dos Bombeiros, mesmo sejam ambulância dos Bombeiros, legalmente tem que existir um TAT e um TAS, nunca sendo o TAS o condutor do veículo, o incumprimento dessa norma é uma clara violação a lei e punida criminalmente a identidade de socorro pelo incumprimento do diploma que regulamenta o transporte de doentes.
Em relação ao INEM, tem que definir o que entende por transporte urgente secundário, e quem tem a responsabilidade legal de suportar os custos desse transporte e do efectuar, porque a norma de mandar ligar o cidadão numa situação de transporte urgente secundário para os Bombeiros ou para a CVP é ilegal perante a lei nacional, que necessita de ser clarificada, porque essa situação não leva em conta:
· Se a identidade local prestadora de socorro tem capacidade de fazer esse serviço em tempo útil para a situação clínica do doente?
· Se a pessoa que necessita de ser transportada a uma urgência hospitalar, tem capacidade monetária de suportar a despesa do transporte?
· Que esse serviço não põe em causa o socorro na zona?
· Que tipo de meios que devem ser utilizado para efectuar esse tipo de serviço?
· Qual a unidade de saúde deve ser transportado o doente, Hospital, CATUS, SAP ou centro de saúde local?
São questões que devem ser pensadas antes de tomar decisões em casos de transporte urgentes secundários.
Assim no caso de Torres Novas é mais um problema estrutural do SIEM, onde a indefinição de normas e de procedimentos nas diversas fazes do sistema, levam que os meios humanos cometam erros básicos, fazem que casos idênticos a Torres Novas acontecem frequentemente a nível nacional, onde a grande maioria nunca chega a ser investigada nem denunciada as identidades oficiais.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Alteração nas Tripulações das Ambulâncias de Socorro
Com alteração da portaria em relação as tripulações, vem-se regulamentar uma ilegalidade, passando a ser legal o que era ilegal anteriormente, em vez de se criara condições para que as identidades pudessem cumprir o regulamento de transporte de doentes, alterou-se o regulamento as necessidades das identidades, que prestam socorro em Portugal.
Essa alteração poderá ter consequências graves na prestação nos cuidados de primeiros socorros por parte dessas equipas das ambulâncias, porque a maioria das técnicas existentes, para serem correctamente executadas terão de ser efectuadas no mínimo por 3 elementos com formação, para comprovar basta ver os protocolos de actuação de nos manuais de formação actuais do INEM ou da ENB, onde se ensina os formandos a aplicação das técnicas com três elementos e depois se obriga esses mesmos profissionais a executar as técnicas no terreno somente com dois elementos.
Por de traz disso tudo está novamente o INEM, que dá exemplos de outros Países, onde as tripulações das ambulâncias são constituídas somente por dois elementos, mas se esqueceu de dizer que existe um apoio de outros meios de socorro no local e a maioria dos cidadãos desses países tem cursos de primeiros socorros, uma situação fora da realidade portuguesa, onde as tripulações actuam isoladas, e se chega a ser avô sem nunca ter ouvido falar e praticar actos de primeiros socorros.
Outra realidade do nosso País é que a maioria das identidades que efectuam socorro Pré Hospitalar em Portugal não cumpre o regulamento de transporte de doentes, quer o INEM, Bombeiros ou CVP, é fácil de ver ambulâncias de socorro somente ser tripuladas por TAT em Portugal, uma situação grave de Saúde Pública, situação somente acontece por falta de fiscalização. O incumprimento da lei existe porque as identidades não têm capacidades financeiras para cumprir o actual regulamento de transporte de doentes, motivado pela falta de subsídios ou pelos preços pagos por serviço, somente 40 cêntimos ao quilómetro. O INEM e o SNS sabem disso, e não pode exigir nem fiscalizar aquilo que economicamente é impossível de existir.
terça-feira, agosto 14, 2007
O nosso Serviço Nacional de Saúde e a nossa Justiça no seu melhor

Um caso lamentável, onde se dificilmente se fará justiça algum dia.
Uma punição de 90 dias, para uma médica que no seu horário de trabalho, se ausentou do seu serviço sem motivo prévio e um processo disciplinar a uma enfermeira por violação dos deveres gerais de zelo e lealdade, que viu no final a serem retiradas as acusações por falta de provas.
Uma criança que pagou um preço demasiado alto pela a falta de respeito, que esses profissionais de saúde lidaram com o seu nascimento.
Um sistema de cooperativismo entre essas duas classes, onde dificilmente se faz prova de alguma coisa alguma.
O nosso Serviço Nacional de Saúde e a nossa Justiça no seu melhor.
sábado, julho 21, 2007
« em: Julho 18, 2007, 03:28:44 pm »
LAMENTÁVEL - Tal como já havíamos transmitido ao Senhor Presidente da Republica, aquando da audiência que nos concedeu, Portugal é um País diferente de todos os outros. Há mais de 600 anos que milhares de Homens e Mulheres prestam voluntariamente, com brio e abnegação um serviço à Nação. São BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS!Esses Homens e Mulheres arriscam as suas vidas para a defesa de pessoas e bens, sacrificam as suas vidas familiar, pessoal e profissional e, em contrapartida, são usados e abusados gratuitamente.
A APBV tem percorrido um trajecto penoso. São muitos os que nos apelidam de inimigos, que fazem tudo por tudo para denegrirem a nossa imagem e, não menos importante, tentam aniquilar esta Associação. Sempre nos pautamos pela defesa e dignificação dos Bombeiros Voluntários, pelo bom-senso, pelo respeito, pela cordialidade. Preocupamo-nos em discutir os assuntos em sede própria e não deitarmos mais lenha para a fogueira. Contrariamente, alguns que tanto apregoam servir os bombeiros (?), defender os bombeiros (?) desgastam ainda mais a imagem já desgastada, dos Soldados da Paz.
Uma vez que o Estatuto Social do Bombeiro pouco ou nada beneficia os Bombeiros Voluntários, fizemos a recolha de assinaturas para a entrega de uma petição que visava, e visa, a alteração do tão aclamado Estatuto. Foi inqualificável o que se passou! Chegou-se ao cúmulo de se rasgarem páginas já assinadas, afirmando-se que a APBV é contra uma determinada instituição. Quem o fez prejudicou os seus próprios bombeiros e, pior, desrespeitou a vontade dos subscritores.
Em 2006 entregamos, em audiência, ao Senhor Dr. Jaime Gama - Presidente da Assembleia da Republica - a petição. Apesar dos inúmeros entraves, foi subscrita por milhares de Bombeiros. Solicitávamos, e solicitamos, um conjunto de regalias para os Bombeiros Voluntários, seus cônjuges e filhos, bem como para os dirigentes das associações detentoras de corpos de bombeiros.
Solicitamos, por diversas vezes, audiências com o Senhor Ministro da Administração Interna. O mesmo teve sempre a amabilidade de nos responder que havia remetido o pedido de audiência para o seu Secretário de Estado da Administração Interna. Apesar dos vários pedidos de audiência, o Senhor Secretário de Estado nunca nos recebeu, muito menos nos deu qualquer resposta aos nossos pedidos de audiência.
Sempre afirmamos que nós, Bombeiros Voluntários, conhecemos muitas das dificuldades e dos problemas e, como tal, temos a solução para muitos deles. Assim, elaboramos um dossier com um conjunto de propostas com vista a serem contempladas no Regime Jurídico dos Bombeiros. Entregamos uma cópia desse dossier ao Senhor Presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil. O Senhor Secretário de Estado da Administração Interna, uma vez mais, não esteve disponível para nos receber, pelo que fizemos a entrega do dossier ao seu Chefe de Gabinete.
Com a aprovação da nova legislação, os Bombeiros Voluntários são penalizados.
Reduziu-se o tempo de bonificação para efeitos de aposentação de 25 para 15%;
Os bombeiros voluntários só têm direito ao reembolso das propinas e das taxas de inscrição da frequência do ensino superior público;
Questiona-se:Porquê esta redução de 10%?
Por que motivo, aqueles bombeiros que se vêem forçados a ingressar no ensino privado por não terem possibilidades de frequentarem um local de ensino público pela simples razão de a sua localização ser distante, não têm direito a reembolso, mesmo parcial, das propinas e das taxas de inscrição?
Por que razão muitas das nossas propostas não foram contempladas, quando as mesmas visavam dignificar e engrandecer os Bombeiros Voluntários e contribuírem para a resolução de muitos problemas?
Muito se tem falado, e com razão: Os Bombeiros Voluntários estão a atravessar uma situação dramática, senão vejamos:
São inúmeras as queixas que nos chegam de Bombeiros Voluntários;
São muitos os bombeiros sujeitos a processos disciplinares com contornos pouco claros. Muitos deles são punidos injustamente;
Muitos são os bombeiros que se vêem forçados a recorrer aos tribunais e a custearem as despesas;
Vários comandantes e/ou elementos do Comandos são forçados a demitirem-se;
Existem exames de promoção aos postos imediatos que são um autêntico escândalo;
Alguns bombeiros são beneficiados em detrimento de outros;Cada vez existem mais bombeiros a demitirem-se por se sentirem perseguidos e/ou desmotivados;Infelizmente, existem bombeiros que foram vítimas de acidentes e não têm dinheiro para pagarem as despesas de tratamento;Na maioria dos casos os valores para despesas de tratamento são irrisórios;
Existem familiares de bombeiros falecidos ou vítimas de acidentes no cumprimento da sua missão que enviam cartas para os Corpos de Bombeiros a pedirem ajuda financeira;A formação não chega a todos os corpos de bombeiros e quando chega é a conta-gotas;
Existem milhares de bombeiros que compram o seu fardamento e equipamentos de protecção individual;
Muitos Bombeiros Voluntários esperam meses para receberem as verbas que lhe são devidas quando estiveram ao serviço do ECIN ou ELAC;
Dessas mesmas verbas são descontadas as refeições, diminuindo-as substancialmente;Muitos, mas muitos mais casos poderiam ser apontados.Muitas vezes interrogo-me: Será que vale a pena ser Bombeiro Voluntário?
Valerá a pena os bravos Soldados da Paz serem sujeitos a tantas injustiças quando prestam um serviço ao Estado e à sociedade, sem nada receberem em troca?
O que aconteceria se num determinado dia todos os Bombeiros Voluntários decidissem dedicar esse mesmo dia às suas famílias?
Certamente que o socorro ficaria extremamente debilitado.Os Bombeiros Voluntários são disciplinados, prestaram um juramento, são um exemplo a ser apontado. São Homens e Mulheres que amam o próximo, que sentem uma enorme paixão e orgulho por desempenharem tão nobre missão. Como tal, os Bombeiros Voluntários têm de ser dignificados e, acima de tudo, merecem ser respeitados;
Concluo que não há interesse em que os Bombeiros Voluntários sejam ouvidos.
Esta crise que está a afectar os Bombeiros Voluntários, não honra a memória de todos aqueles que serviram esta causa ao longo de mais de seis séculos, muito menos, a memória dos Bombeiros que tombaram no cumprimento da sua missão.
Ao contrário de outros, nenhum dirigente desta Associação é remunerado;Os dirigentes desta Associação são Bombeiros Voluntários;Esta Associação não recebe quaisquer subsídios ou benesses;
Deslocamo-nos nas nossas viaturas;Não temos motoristas particulares;
Não temos cartões de crédito;
Custeamos muitas das despesas da Associação.
Sempre dizemos e reafirmamos:Queremos estar…
Por Bem!
Por Todos!
Existimos para Unir e não para dividir!
Somos Bombeiros Voluntários!
Paulo JesusPresidente da Direcção da APBV - Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários
domingo, junho 24, 2007
A nova urgência do Hospital de São José reabriu
A nova urgência abrira com a introdução da triagem Manchester, uma tentativa de acabar com as falsas urgências, que atingem cerca de 100 a 120 das 500 urgências que esse hospital recebe diariamente.
As situações não urgentes iram ser encaminhadas para os sistemas públicos de saúde, ficando somente no hospital os doentes graves.
O que acontecer ira ser uma grande revulsão nos serviços de urgência da Capital, onde os Hospitais se vêem obrigados a receber e tratar qualquer doente da sua área, onde raramente se recusam a entrada de um doente por vários motivos éticos e económicos.
Com o tempo riremos ver se realmente as coisas iram mudar no Hospital, iremos ver se a triagem funciona e os doentes não emergentes se iram para o sistema publico de saúde, porque se nos outros hospitais nada funciona.
domingo, junho 10, 2007
Quites de Combate a Incêndios Florestais
Em Portugal nos últimos anos qualquer pessoa pode combater incêndios florestais, uma actividade que alguns anos eram da competência dos Bombeiros e das identidades oficiais que estavam directamente ligadas a protecção e defesa floresta, começou a ser dispersa por varias identidades alheias ao socorro e ao combate a incêndios, chegando ao ponto de se gastar milhões de euros em quites de combate a incêndios Florestais para serem distribuídos pelas juntas de freguesia.
A distribuição dos quites de incêndios pelas juntas de freguesia é um risco, quer a nível operacional quer a nível da segurança, descurou-se completamente a formação dos elementos que iram operar com os respectivo equipamentos, serão operados por simples funcionários das Juntas das freguesia, sem qualquer formação nem competências a nível do socorro, iram trabalhar isolados por contra própria fora de qualquer sistema de comando operacional, iram certamente por a sua vida em risco e de quem depois tem o dever de os ir salvar, situação que ira originar um aumento da mortalidade provocada pelos incêndios florestais, que ano a pós ano tem aumentado com mais incidência a nível dos civis.
Actualmente a defesa e o combate aos incêndios florestais ou o socorro as populações em Portugal esta se a tornar uma anarquia total, onde cada um faz o que quer e como quer, tenta-se contornar os problemas em vez de tentar os resolver os problemas definitivamente, assim se gastam milhões de euros com medidas e projectos sem qualquer viabilidade técnica, verbas que deviam ser investidas nas identidades que foram criadas para esses objectivos.
quinta-feira, maio 31, 2007
Dispositivo de Combate Incêndios Florestais
No dispositivo de combate a aos incêndios Florestais atribuído aos Bombeiros pouco ou nada se alterou em relação ao ano passado, este ano em pleno Verão existem:
- Equipas de Combate a Incêndios Florestais ECIN, 751 viaturas com 3.755 Bombeiros
- Equipas Logísticas de Apoio ao Combate ELAC, viaturas 284 com 568 Bombeiros
- Grupos de Reforço (Não constituído a partir das ECIN) 39 viaturas e 6 27 Bombeiros
- Equipas Helitransportadas 16 Helicópteros 170 homens
- Pessoal de Apoio Logístico 176 Bombeiros
- Pessoal de Apoio Meios Aéreos 180 Homens
- Comandantes de Permanência às Operações 111 Comandantes
Soma 1.054 equipas, 5.056 Bombeiros e 1.173 viaturas
Este ano o Governo ira pagar a cada Bombeiro 1,75 a hora a cada Bombeiro para incorporar as guarnições da viaturas que pertencem ao DFCI, sendo as outras guarnições das outras viaturas que não fazem parte do DFCI totalmente gratuitas para o Governo, assim o governo ira gastar nos três meses de Verão só em tripulações cerca de 20 milhões de euros, uma valor insignificante para a quantidade de elementos envolvidos no DFCI.
O valor pago a hora “1.75 euros” a cada elemento, independente da sua formação ou capacidade física, toda a gente recebera o mesmo desde que esteja afectos aos veículos que fazem parte do DFCI, um valor que faz que a maioria dos Bombeiros com formação e capacidades para estarem nesses grupos optam por não darem disponibilidades, cumprem o seu normal serviço voluntário gratuitamente como fazem durante todo o ano e se recusam a dar mais do seu tempo de laser para o DFCI.
Os Grupos ECIN e ELAC são importantes para operacionalidade de um corpo de Bombeiros, mas actualmente um perigo, porque os valores pagos não motiva ninguém para os efectuar, e na falta de elementos referenciados para escalar nesses grupos, muitos comando optam por colocar pessoas sem referências nesses grupos, um problema grave, quer a nível de segurança e de operacionalidade.
O SNBPC tem conhecimento disso, e tira contrapartidas politica disso, investindo noutras identidades, alegando a falta de operacionalidade e eficácia grupos existentes nos Corpos de Bombeiros, situação criada e fundamentada pelo próprio SNBPC.
quinta-feira, maio 24, 2007
Ambulância de Suporte Imediato de Vida
Essa viatura ira custar cerca de 7000 mil euros mensalmente aos contribuintes, somente em ordenados, fora os subsídios, consumíveis, veiculo etc. Iram ser criadas onde o Ministro andou a fechar Urgências, uma maneira inteligente para calar o povo, mas nas Cidades de Lisboa, Porto e Coimbra também foram contempladas com esse tipo de viaturas, o que mostra alguns interesses pessoais, políticos e de organizações por de traz do projecto das SIV, porque nestas cidades não existem falta de meios de socorro nem de unidades de saúdes.
As SIV não passam de uma simples ambulância de socorro, iguais a muitas outras existentes pelo país fora, porque para qualquer profissional entendido na matéria no Pré-Hospitalar, reconhece que um TAS e ou Enfermeiro são insuficientes tecnicamente nas maiorias das situações de emergência, toda a gente sabe disso, até o Ministro Ferreira Campos sabe disso, para se proteger adicionou no projecto das SIV umas linhas interessantes: … As ambulâncias SIV são mais um meio disponível que poderá ser usado em conjunto com as ambulâncias de socorro….
Eu como Tripulante de Ambulância de Socorro, me recusarei a sair com uma ambulância de socorro para dar apoio a uma SIV, porque as ambulâncias de socorro são para socorrer, e não servem para serem usadas como veículo de apoio das SIV, me recusarei a ser usado somente para ajudar na evacuação do doente para a SIV, não faz parte das minhas competências como TAS ser usado somente para transportar ou carregar o doente, transportar sim, doentes avaliados, socorridos e estabilizados e transportados por mim e pela minha tripulação ou com o apoio de uma VMER, para a ambulância onde eu presto serviço e não para uma SIV.
Se os senhores Enfermeiros se por acaso pensaram um dia em usarem os Tripulantes de Ambulância de Socorro como “maqueiros” e enganam-se redondamente, porque iram ter uma forte oposição e problemas graves no terreno. Os enfermeiros verão brevemente como é difícil ser Tripulantes de Ambulância, terão de socorrer e transportar os doentes, muitos deles com mais de 100 quilos, e o peso será dividido somente por dois, e eram contrair calos nas mãos, hérnia discais, lombalgias, etc. Esses e outros problemas iram ser comuns, problemas que normalmente não existem dentro dos Hospitais ou nos Centros de Saúde, onde os enfermeiros quase têm o estatuto de Senhores Doutores.
terça-feira, maio 22, 2007
Bombeiros cobram o dobro ao estado pelos serviços de ambulância
È verdade que alguns corpos de Bombeiros cabram o dobro por serviço, muitos deles cabram o transporte a ARS e se por acaso tiverem numero de INEM, o que é raro hoje em dia, cabram o mesmo serviço ao INEM, duplicando assim o valor recebido. Uma situação ilegal e reprovável perante os acordos existentes, mas é uma situação rara e pontual no país.
Mas o jornalista não aprofundou o tema, fez uma redundância sobre os motivos que algumas associações de Bombeiros optam por fazer tal ilegalidade. Actualmente o valor pago por qualquer transporte de ambulância, seja serviço de consulta, urgência ou emergência é pago a 40 cêntimos por quilómetro, quer pela ARS quer pelo o INEM, onde o INEM em alguns caso tem acordo com algumas associações de Bombeiros, coloca um veículo e responsabiliza-se pela sua manutenção e dá um subsídio de 1300 euros por mês, como mais um euro por serviço efectuado com numero INEM, para gastos com o material. Mais de 75% dos corpos de Bombeiros existentes a nível nacional, não tem acordo com o INEM, nem recebem mais qualquer verba alem do que recebem por serviço efectuado com as suas próprias ambulâncias.
Assim talvez o Sr. jornalista tenha a bondade de explicar no futuro, como se consegue executar um serviço de socorro ou manter uma tripulação de uma ambulância com 40 cêntimos por quilómetro, cumprindo as imposições legais do regulamento de transporte de doentes.
domingo, maio 20, 2007
Formação dos Bombeiros Portugueses

A Escola Nacional de Bombeiros “ENB ”é uma associação privada sem fins lucrativos, tendo como associados fundadores o ex. Serviço Nacional de Bombeiros “ SNB” e a liga Nacional de Bombeiros.
Reconhecida como de utilidade pública, a ENB concretiza diariamente uma parceria entre o estado e a sociedade civil, tendo como objectivo a formação e desenvolvimento e aperfeiçoamento dos Bombeiros de todo o País.
Nos últimos dois anos a ENB tem reduzido progressivamente a formação dos Bombeiros Portugueses em todas as vertentes formativas, em 2003 administrou 1686 cursos de diversas áreas, em 2004 administrou 870 cursos, sendo o ano de 2006 e 2007 piores que os anos anteriores, onde a formação em certas árias é inexistente ou insignificante para as necessidades reais dos Bombeiros Portugueses.
A ENB actualmente esta a falhar na formação dos Bombeiros Portugueses, anda a administrar formação a empresas e com a agravante ainda de ser obrigada a dar formação aos GIPS da GNR, Caneirinhos, Sapadores florestais, EPI, que levou a esgotar a capacidade de formação durante os próximos anos em determinadas áreas.
Situação que esta dignar os Bombeiros a nível Nacionais, que se vêem privados de receber formação credenciada nos núcleos formativos da ENB, núcleos esses frequentemente usados para formação de outras identidades menos pelos os Bombeiros Portugueses.
sexta-feira, maio 18, 2007
Ministro António Costa
Uma situação de pura negligencia politica, porque o MAI é um ministério vital para a segurança interna dos cidadãos, envolvendo os serviços de segurança pública e os serviços de protecção civil. Serviços que estão a ser alvo de reestruturações complexas e polémicas por parte do MAI, onde se espera aprovação de vários diplomas legais por parte da assembleia da república, onde o Sr. Ministro devia esclarecer os deputados os diplomas apresentados pelo seu Ministério.
Este ano se espera um Verão quente e problemático a nível dos incêndios florestais, onde se esperava uma estabilidade politica no MAI, e se esperava para ver os resultados no terreno das novas medidas na defesa da floresta. Mas o Sr. António Costa não quis ficar até ao Verão para ver os resultados das suas politica, não quis ficar queimado politicamente como Portugal ficara queimado de norte a sul.
quinta-feira, abril 26, 2007
Equipas de Primeira Intervenção EPI
O Governo e as Câmaras Municipais vão pagar em partes iguais 16 milhões de euros para terem prontas, até 2009, 200 Equipas de Primeira Intervenção (EPI) em situações de socorro e emergência, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.
Cada equipa é formada por cinco elementos, sendo que quatro elementos terão de ser recrutados no universo de bombeiros do quadro activo e o quinto do universo dos chefes ou sub-chefes do quadro activo ou quadro de comando.
Estes bombeiros terão de ter formação específica, a cargo da Escola Nacional de Bombeiros.
Em cada corpo de bombeiros terá de existir uma bolsa de bombeiros voluntários devidamente formados e articulados, disponíveis para uma eventual substituição.
Dificilmente se entende quais são as verdadeiras intenções do governo nessa matéria, porque não regulamenta nada para o que esta a se propor a criar, nem regulamentam nada para o que já foi criado. Porque actualmente existem dezenas de equipas EPI de Norte a Sul do país financiadas a 100% pelas Câmaras Municipais. EPI criadas através de protocolos com as associações de Bombeiros, constituídas por Bombeiros provenientes do quadro activo e auxiliar, que se vão juntar a uma dezena de milhares de profissionais, que são contratadas e suportados financeiramente pelas associações de Bombeiros, para exercerem profissionalmente actividade em diversas área do socorro, pessoas com formação especializadas a condizer com a função que ocupam. São profissionais na área do socorro, que aguardam a dezenas de anos um por diploma legal que regulamente as suas actividades profissionais.
A criação de mais de 200 EPI constituídas por 5 elementos é sempre melhor do que nada, mas são tecnicamente insuficientes para suprimir as maiorias das ocorrências existentes, levando a que não exista padrões de seguranças mínimas. Serão mais de 1000 Bombeiros com contrato precário a juntar aos quase uma dezena de milhar existentes em Portugal, e depois nada garante que esses elementos estarão afectos unicamente ao serviço de socorro, porque a maioria deles andaram a fazer tudo, menos serviço de socorro.
Outra coisa é a possibilidade se inserir elementos de Comando nesses grupos, serão Comandantes sem tropas, e por ordens superiores os Comandantes não podem ser chefes de equipas de veículos de combate, assim nas melhores hipóteses a única operacionalidade desses grupos, ficara circunscrita a tripulação de uma ambulância de socorro ou de transporte, tudo vai depender da formação desses elementos.
Outra particularidade interessante foi na forma encontrada para a substituição dos elementos desses grupos quando forem de ferias, licença, baixa ou em formação “Em cada corpo de bombeiros terá de existir uma bolsa de bombeiros voluntários devidamente formados e articulados, disponíveis para uma eventual substituição” espero que esses elementos não sejam pagos com valores idênticos ao ECIN e os ELAC, porque assim as melhores hipóteses é lá ter somente bombeiros de 3 classe, se não forem cadetes e aspirantes. Em relação a formação dos elementos de substituição, é supostamente os Bombeiros Portugueses tenham formação a condizer com o seu posto e funções, porque se não for assim não deviam ser Bombeiros, porque serão eles que iram assegurar o socorro depois do horário do funcionamento dos grupos de profissionais, se assim não for, algo muito grave se passa com a formação dos Bombeiros em Portugal.
terça-feira, abril 24, 2007
Um País de Pinheiros e de Cepos
O socorro em Portugal somente existe para o combate aos incêndios florestais. Em pleno verão existirão mais de 1269 equipas de combate, 6.065 homens, 1271 viaturas e quase uma centena de meios aéreos para o combate a incêndios Florestais.
O dispositivo criado somente no Verão que devia existir durante todo o ano, porque em Portugal não existe somente Florestas, existe pessoas, bens pessoais e públicos que necessitam de ser protegidos em caso de algo de anormal ocorrer. Mais de 99% dos corpos de Bombeiros não tem homens em premência 24 horas sobre 24 horas para fazer face a um incêndio urbano ou outra coisa mais complicada. Actualmente somente existem recursos para as primeiras necessidades, e mesmo nessas situações a maioria das vezes os recursos são insuficientes.
O Governo acaba de anunciar a criação de 200 equipas de primeira intervenção até 2009,a serem colocadas nos corpos de Bombeiros com falta de efectivos voluntários, com o único objectivo de estarem disponíveis para o serviço de socorro a população. Somente trabalham das 9h00 as 17H00 de segunda a sexta-feira e esses elementos só efectuaram serviço de voluntário se quiserem, pelas palavras do secretário de estado Ascenso Simões, ser profissional num corpos de Bombeiros não é sinónimo ser voluntário. O que me leva a pensar que depois ou antes dessa hora não existe situações de socorro em Portugal. O mais grave e ver normalmente depois esses elementos subsidiados com o dinheiros públicos andarem a fazer coisas que não deviam fazer, desde consultas, transportes de doentes, etc.
Situação que actualmente afecta os grupos já criados já a alguns anos em dezenas de Corpos de Bombeiros Voluntários, subsidiados a 100% pelas câmaras Municipais, e mais recentemente com os grupos dos Caneirinhos, onde não existe um diploma legal que regulamente essa actividade e nem quem fiscalize o que andam a fazer ou oriente esses profissionais.
Com tais politicas, o socorro em Portugal está somente dependente dos nossos Santos Padroeiros, que a vários anos trabalham arduamente para que nada de anormal ocorra em Portugal, e mesmo que ocorra tudo vai depender da sorte.
quinta-feira, abril 19, 2007
Desfibrilhação Automatica Externa
O Instituto Português de Cardiologia, a associação enfermeiros e dos Bombeiros, vem defender que devia ser obrigatório a existência de desfibrilhadores automáticos externos, mais conhecidos por DAE, em todos recintos públicos com grande concentração de pessoas.
O tema dos DAE é polémico e controverso, actualmente 99% das ambulâncias de socorro existente no País não possuem esse equipamento, estamos a falar de meios de intervenção de socorro que tem uma grande probabilidade encontrar situações de RCP, onde a aplicação do DAE é um elo importante na cadeia do RCP. O equipamento não existe porque a lei Portuguesa diz que aplicação do DAE é um acto médico, logo os socorristas não o podem aplicar mesmo que ele exista na ambulância.
Alteração a lei sobre aplicação do DAE, por pessoas não médicos, implica a existência de credenciação aos elementos que o iram aplicar o DAE, como tem que existir uma motorização de qualidade como um médico responsável pelo projecto. Situação torna esse projecto inviável financeiramente, motivado pelo o custo do equipamento e dos consumíveis.
È de estranhar que tais associações queiram que o DAE seja aplicado por leigos, se ainda não foi possível ultrapassar o impasse da aplicação do DAE pelas tripulações das ambulâncias de socorro, que são pessoas formadas e credenciadas na área do socorro Pré-Hospitalar.