Com as dificuldades financeiras que atravessa, a corporação não pode adquirir os
aparelhos. O comandante José Nascimento garante, em declarações à
Renascença, que se trata de “uma peça que faz falta”, embora
reconheça que, até ao momento, os bombeiros nunca se depararam com uma situação
em que a falta de um desfibrilhador se tivesse revelado fatal.
Facilmente se percebe que esse comandante não tem nenhuma formação de socorrismo, porque se tivesse formação nunca tinha dito o que disse.
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quinta-feira, dezembro 29, 2011
quarta-feira, janeiro 05, 2011
A verdade da mentira do DEA em Portugal.
Noticias saídas a públicos nos últimos tempos dão como uso de exclusividade do DAE em Portugal somente nas 37 ambulâncias do INEM, uma informação completamente falsa.
Os primeiros DAE existentes em Portugal foram colocados em algumas ambulâncias dos Bombeiros da zona do concelho da Amadora - Sintra, englobado no projecto Choque para a Vida, criado pelo Hospital da Amadora em 2001.
O INEM somente começou a colocar DAE nas suas ambulâncias em 2004, deixando os parceiros directos do SIEM (Bombeiros e CVP) de fora do seu projecto, somente no ano 2007 o INEM permitiu a entrada dos bombeiros no seu projecto, absorveu unicamente as corporações de Bombeiros do projecto Choque para a VIDA que acabou.
Somente no final de 2010, o INEM começa a englobar no seu projecto DAE os Postos de Emergência Médica existentes nos bombeiros, distribuindo cerca de 30 aparelhos esta semana e prever distribuir cerca de 100 DAE durante 2011, uma situação que somente peca por tardia.
Com a saída da legislação que regulamenta o uso do DAE por não médicos em Portugal, várias empresas do sector privado criaram projectos a nível nacional para o uso do DAE, cumprindo as imposições legais exigidas.
Um negócio que ira movimentar milhões de euros, quer na formação, venda de aparelhos e consumíveis. Empresas geridas normalmente por médicos e enfermeiros, estes últimos retratam os tripulantes como aprendizes de feiticeiros, curiosos e ignorantes, principais impulsionadores no bloqueio da formação dos tripulantes de ambulância, mas para ganhar dinheiro fácil os tripulantes de ambulância já servem.
Muitos corpos de Bombeiros a nível nacional, na falta de respostas da sua tutela sobre esse problema, fizeram acordos individuais com essas empresas, onde permite o uso legalmente do DAE pelos seus tripulantes no socorro às vítimas. Onde actualmente quase meia centena de Associações de Bombeiros tem DAE nas suas ambulâncias, indo contra as noticias saídas a publico, onde se dava a existência exclusiva dos aparelhos DAE somente nas ambulâncias do INEM.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
DAE

Cardiologista aplaude a iniciativa da Sonae e diz que os bombeiros deviam poder usar os aparelhos de reanimação. «O INEM está a precisar de uma limpeza», acusa«Qualquer cidadão que tenha formação tem competência para usar um desfibrilhador, porque agora esses aparelhos são automáticos», defende Carlos Ramalhão, antigo presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
Recorde-se que os bombeiros estão impedidos pelo INEM de utilizar cem desfibrilhadores, comprados desde 2004, altura da morte do jogador Fehér. No entanto, os seguranças dos hipermercados da Sonae, por onde passam semanalmente dois milhões de portugueses, já utilizam estes aparelhos de reanimação cardiorespiratória há cerca de quatro anos.
O cardiologista considera que «o INEM está a precisar de uma limpeza», porque não permite que os bombeiros utilizem os aparelhos, mesmo tendo formação.
Contactado pelo Portugal Diário sobre esta situação, o INEM apenas diz: «Preferimos não comentar», disse fonte do gabinete Luís Cunha Ribeiro.
Segundo o cardiologista Carlos Ramalhão, o funcionamento do desfibrilhador automático é simples. «Basta colocar o desfibrilhador na vítima que ele faz a avaliação do corpo e efectua a descarga eléctrica».
O aparelho devia existir «em qualquer lado que se junte gente, como estádios, centros comerciais», defende. Os desfibrilhadores já são vulgares nos Estados Unidos. «Em Nova Iorque, no aeroporto Kennedy, há um desfibrilhador à entrada de cada uma das mangas para os aviões», recorda.
Usar o desfibrilhador é um dever de cidadania, quem o faz está a salvar uma vida», acrescentou.
Como são feitos os cursos?
A responsável pela Associação Salva-Vidas que ministrou o curso de reanimação na Sonae confirmou ao Portugal Diário que apenas os seguranças da empresa tiveram formação para a Desfibrilhação Automática Externa (DAE). «Foi apenas aos seguranças», vincou a directora e médica Cristina Granja. As caixas e outros funcionários destas grandes superfícies não possuem essa formação. Os cursos são dados por «formadores creditados e profissionais da Saúde», esclareceu.
Bombeiros têm formação semelhante, os bombeiros voluntários fazem formação em hospitais públicos. Este curso para DAE pode ser ministrado no Hospital Amadora-Sintra e no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, segundo informações prestadas pelo Comandante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Fernando Vilaça.
Estes cursos são continuados, ou seja, os formadores fazem um acompanhamento periódico dos formandos, recebendo relatórios do seu uso dos desfibrilhadores. No entanto, os bombeiros ainda não tiveram possibilidade de salvar vidas com os cursos que têm tido.
quinta-feira, abril 19, 2007
Desfibrilhação Automatica Externa
O Instituto Português de Cardiologia, a associação enfermeiros e dos Bombeiros, vem defender que devia ser obrigatório a existência de desfibrilhadores automáticos externos, mais conhecidos por DAE, em todos recintos públicos com grande concentração de pessoas.
O tema dos DAE é polémico e controverso, actualmente 99% das ambulâncias de socorro existente no País não possuem esse equipamento, estamos a falar de meios de intervenção de socorro que tem uma grande probabilidade encontrar situações de RCP, onde a aplicação do DAE é um elo importante na cadeia do RCP. O equipamento não existe porque a lei Portuguesa diz que aplicação do DAE é um acto médico, logo os socorristas não o podem aplicar mesmo que ele exista na ambulância.
Alteração a lei sobre aplicação do DAE, por pessoas não médicos, implica a existência de credenciação aos elementos que o iram aplicar o DAE, como tem que existir uma motorização de qualidade como um médico responsável pelo projecto. Situação torna esse projecto inviável financeiramente, motivado pelo o custo do equipamento e dos consumíveis.
È de estranhar que tais associações queiram que o DAE seja aplicado por leigos, se ainda não foi possível ultrapassar o impasse da aplicação do DAE pelas tripulações das ambulâncias de socorro, que são pessoas formadas e credenciadas na área do socorro Pré-Hospitalar.
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