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terça-feira, abril 22, 2014

Só lhes interessa o dinheiro

O INEM durante os últimos meses tem desenvolvido reuniões com os corpos de bombeiros a nível concelhio ou distrital. Reuniões que tem o simples objectivo de se dar inicio a um diálogo entre as entidades colaboradoras com o SIEM, dialogo que até agora sempre inexistente, num sistema que para funcionar corretamente necessita de um diálogo constante entre as diversas entidades intervenientes.

Mas as primeiras reuniões tem sido um fiasco a nível operacional, porque os senhores bombeiros fizeram-se representar por elementos de comando e diretores, onde os únicos temas abordados são do teor financeiro, verbas trimestrais, valor pago por serviço e quem paga os serviços sem número CODU.

Pelos vistos aos bombeiros somente interessa o problema financeiro, ou seja somente lhes interessa o dinheiro, uma situação que até admirou os representantes do INEM, que por várias vezes tentaram abordar problemas operacionais que afetam o exercício das tripulações diariamente, mas pelos vistos não tiveram qualquer aceitação por parte dos representantes dos bombeiros em abordar esses assuntos, e ficou saliente que o único problema era discutir dinheiros.

Pelos menos numa dessas reuniões acabou de uma forma solene, onde o representante do INEM deu como terminado a reunião dizendo.

-Pelos vistos não existem nenhum problema que seja necessário abordar nesta reunião sobre a nível operacional em relação á assistência às vítimas por parte das tripulações das ambulâncias, assim dou encerrado a reunião.


Mas uma vez os senhores bombeiros deram um tiro nos seus próprios pés… 

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Quem é responsável pelo quê em fazer o quê?


A morte do maestro Correia Martins pela omissão de socorro em Lisboa lança publicamente a dúvida da responsabilidade do socorro geograficamente.

Apos várias chamadas para o INEM o INEM mandou ligar para o Regimento Sapadores de Lisboa, que por sua vez informava que não existiam ambulâncias disponíveis, onde aconselhava novamente os familiares a ligarem para o INEM.

Esse jogo do empurra durou cerca uma hora, tendo o cidadão morrido dentro do seu automóvel quando a família tentava levar o doente pelos seus próprios meios para o hospital.

A lei diz que cabe ao comandante do corpo de Bombeiros local a responsabilidade legal da prestação do socorro na sua área de atuação própria, logo na cidade de Lisboa essa responsabilidade legal é da responsabilidade do comandante do Regimento Sapadores de Lisboa, que não sei o porquê delega o socorro na área do pré-hospitalar ao CODU-INEM de Lisboa, que quando o serviço não interessa manda ligar para o RSB.

O RSB legalmente é o responsável pelo socorro na área do pré-hospitalar na cidade de Lisboa, assim o RSB tem que assumir todo o socorro aos cidadãos dentro da cidade de Lisboa, e se não tem meios disponíveis deve pedir as entidades competentes meios de outras zonas limítrofes, como fazem os outros corpos de bombeiros a nível nacional.

Essa promiscuidade entre o INEM, RSB e ANPC tem que ser resolvida, porque já dura a vários anos, onde todos fazem vista grossa, porque a nível legal as coisas estão muito bem especificadas.

Assim pelos vistos esse caso vai dar que falar, e talvez seja desta vez que vai-se expor o que se anda a passar no socorro em Portugal, porque quando as comadres se zangam descobre-se as carecas, e ai tem coisa cabeluda. 

terça-feira, dezembro 04, 2012


Três profissionais do INEM acusados de homicídio por negligência

Uma médica e dois operadores telefónicos do INEM foram acusados pelo Ministério Público de ‘homicídio negligente com culpa grosseira’ por terem recusado assistência a um homem durante uma hora e meia, acabando este por morrer no hospital devido à falta de intervenção médica atempada, escreve o jornal Público.

Segundo a acusação do MP, o homem começou a sentir-se mal, com fortes dores no peito e vómitos, ficando caído no chão. Foi a sua mulher que ligou para o 112 várias vezes ao longo de uma hora e meia. Só que os assistentes do INEM, com o aval da médica que estava de serviço, deram sempre indicação para que chamassem os bombeiros.

Uma hora depois, sem que o doente tivesse transporte adequado, acabou por ficar inconsciente a caminho do hospital num carro particular. Morreu passado meia hora de ter dado entrada nas urgências do São José, em Lisboa.

Segundo a acusação, a vítima morreu «em consequência do período de 1H30 de demora na intervenção médica pedida desde o início com urgência, que impediu a tomada dos procedimentos médico-cirúrgicos adequados, providência que dependia das decisões de cada um dos arguidos e que foram omitidas, contrariamente aos respectivos deveres deontológicos e ao dever de respeito genérico pela vida humana».

SOL

Infelizmente essa situação é comum no INEM, não se aciona meios de socorro, manda-se o cidadão ligar para os bombeiros, assim o cidadão terá que suportar os custos do socorro.

Uma politica que já dura a vários anos, e esporadicamente tem trazido consequências graves para quem necessita de socorro, vamos lá ver se é desta vez que o MP consegue que o INEM mude essa politica.


sábado, novembro 24, 2012

Cultura doentia do INEM.


Depois de ler o manual TAT e TAS do INEM o seu boletim mensal e as inúmeras noticias, uma coisa que foi notória é que o INEM mantem uma ideologia de culto á sua instituição, muitas das vezes onde a verdade é adulterada.

È uma cultura doentia, onde até se tenta tudo por tudo esquecer algum passado histórico do INEM, além do INEM andar a utilizar os manuais técnicos e a sua formação para fazer uma lavagem cerebral aos alunos que frequentam a sua formação, onde a ideologia que o INEM está impor é que tudo que não seja feito ou organizado pelo INEM não é de qualidade, tenta tudo por tudo omitir os seus parceiros diretos, quer os bombeiros e a CVP.

O pior de tudo é que essa ideologia ANEMICA está a trazer problemas complexos á estrutura de socorro, porque a mensagem que o INEM esta a passar está a levar que muita gente já se recusa ser assistida se não aparecer uma viatura do INEM com tripulação amarela, o que interessa atualmente não é o conhecimento mas sim a cor como se apresentam em publico.

sábado, janeiro 07, 2012

INEM não cumpre a lei.


Os senhores dos INEM andam a chumbar a torto e direito as ambulâncias que não estão dentro das especificações regulamentares, basta um pormenor, como uma letra com uns centímetros acima do regulamento, ou a existência de um  autocolante de uma empresa que patrocinou a aquisição da viatura dos bombeiros, motivo para chumbar a inspecção do INEM.
O Decreto-Lei n.o 38/92, de 28 de Março, na sequência do disposto no n.o 2 da base XXIII da Lei n.o 48/90,
de 24 de Agosto diz:

11.7 Nas ambulâncias não é permitida qualquer forma de publicidade, expressões e símbolos de susceptível de dificultar a sua identificação.

Pelos os vistos a lei não é para todos, do estilo faça o que eu te mando não faças aquilo que eu faço.

terça-feira, janeiro 03, 2012

os doentes que necessitam de fazer hemodiálise,que chamem o 112


A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais afirmou hoje que a suspensão do transporte de doentes não urgentes pelos bombeiros de Sintra e Amadora vai pôr em causa a vida dos doentes que necessitam de fazer hemodiálise.

As dez corporações de bombeiros dos concelhos da Amadora e Sintra vão suspender a partir de quarta-feira o serviço de transporte de doentes não urgentes contratado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

O presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), Carlos Silva, disse à agência Lusa que os doentes estão a receber comunicados dos bombeiros dos concelhos de Sintra e Amadora a informar que vão deixar de os transportar.

"Isto vai trazer problemas e estamos preocupados", disse Carlos Silva, adiantando que quase a totalidade dos doentes utiliza as ambulâncias dos bombeiros para fazer os tratamentos.

O responsável disse que as empresas privadas de ambulâncias não são suficientes para transportar os doentes que necessitam de fazer hemodiálise, sugerindo, por isso, que chamem o 112, caso os bombeiros não apareçam para realizar o serviço.

Segundo Carlos Silva, os doentes não têm outra alternativa ao transporte nas ambulâncias dos bombeiros e têm que fazer o tratamento.



sábado, novembro 12, 2011

Bombeiros portugueses em greve geral por tempo indeterminado.

Todos os bombeiros portugueses entrarão em greve geral por tempo indeterminado no dia 24 de Novembro motivado pela falta de financiamento do sector.

A grave crise financeira que esta a afectar o sector dos bombeiros portugueses, que esta a levar ao despedimento de centenas de bombeiros, dívidas astronómicas e onde muitos bombeiros já não tem dinheiro para pagar combustíveis e ordenados, fez que a Liga dos Bombeiros Portugueses marcasse uma paralisação geral por tempo indeterminado partir do dia 24 de Novembro de 2011.

Durante esse tempo o socorro somente será assegurado pelo INEM, FEB, GIPS e as Forças Armadas, até que o governo defina o problema de financiamento dos bombeiros portugueses.

Isso somente é uma mentira, mas…

Uma notícia que somente peca por tardia, e que levaria os governantes temer se realmente se viesse a realizar em Portugal, mas é aquilo que os nossos governantes mereciam pelo actual estado em que o sector dos bombeiros vive actualmente, onde em muitas zonas do país nem os serviços mínimos actualmente estão assegurados.

Agora é preciso que exista coragem no sector dos bombeiros para tal paralisação se realizasse, porque já chega de sermos usados como bonecos de palha pelos nossos governantes, e actualmente todos os sectores da sociedade se manifestam contra as medidas governamentais, menos os BOMBEIROS.

Durante alguns meses tenho mantido calado sobre o que se passa a nível nacional, mas ultimamente as coisas ultrapassaram o limite do aceitável.

terça-feira, outubro 19, 2010

O INEM vai pagar

Nos próximos dias, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai pagar os 5,5 milhões de euros de dívidas aos Bombeiros e Cruz Vermelha. Segundo o novo presidente do INEM, Miguel Soares Oliveira, em declarações à Lusa, a Instituição quer honrar os compromissos e tratar... com respeito os parceiros na emergência médica.

Finalmente um novo rumo.

sábado, setembro 25, 2010

Transporte de ambulância gratuito, somente quando o INEM acciona.

O transporte de doentes de urgência gratuitamente no futuro, somente com numero CODU (INEM), todos os outros irião ser pago pelos utentes.

O Hospital Amadora-Sintra num folheto informativo dirigido aos utentes do estabelecimento, com o conhecimento das associações de bombeiros dos concelhos de Sintra e Amadora, assume com excepção com os pedidos de transporte validados pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), o transporte efectuados pelas corporações de bombeiros ou pela Cruz Vermelha Portuguesa a pedido directo do utente serão da sua inteira responsabilidade.

Assim por magia o hospital Amadora – Sintra e muitos outros hospitais deste país, aplicam uma nova doutrina, acabaram o acordo existente entre a Direcção Geral da Saúde e a Liga dos Bombeiros Portugueses, onde está estabelecido pela triagem Manchester, determina que, “situação for considerada emergente (cor vermelha, muito urgente (cor laranja) e urgente (cor amarela), a responsabilidade do pagamento recai sobre a entidade receptora”.

E agora?

Sabendo as deficiências existentes no CODUs, onde impera uma política economicista, tudo serve de pretexto para não accionar meios e fugir á responsabilidade do pagamento dos transportes de emergência, passando muitas das vezes a responsabilidade do pagamento para os hospitais. Com essa nova atitude de muitos hospitais em também fugirem ao pagamento, ou os cidadãos tem dinheiro para pagar ou ficam em casa à espera que a sua situação se saúde se agrave, para ter direito a um transporte gratuito para o hospital.

Com os graves problemas sociais e económicos existente no país, onde muita gente não tem dinheiro para comer e todos os cêntimos são importantes, como é que eles puderam suportar uma despesa do transporte numa situação de doença súbita ou acidente?

Mesmo que liguem para os bombeiros quando não conseguem ceder ao CODU ou que o CODU não assuma a responsabilidade de suportar financeiramente o socorro, quem tem dinheiro tem certamente o socorro garantido, quem não tem vai se transformar numa bola de pingue-pongue, entre organismos.
Dias difíceis e complicados se avizinham

sexta-feira, setembro 03, 2010

Os bombeiros portugueses devem obrigar o estado a pagar juros de demora.

A lei que obriga o estado a pagar juros de mora nos pagamentos das suas dívidas entrou em vigor.

A grande maioria dos corpos de bombeiros nacionais está a passar por dificuldades financeiras porque os hospitais e o INEM não pagam o que devem. São muitos milhões de euros por receber, resultantes de atrasos consecutivos pelo pagamento dos serviços de transporte de doentes efectuados pelas associações de bombeiros, que esperam e desesperam por verem liquidadas essas dívidas.

O dinheiro cobrado por quilómetro por serviço não cobre as despesas, e ainda por cima tem que esperar vários meses para serem reembolsados pelo serviço efectuado, muitas das vezes o tempo de espera ultrapassa mais que um ano, e tudo serve de pretexto para não se pagar, ou falta uma credencial, uma assinatura ou um carimbo para o serviço vir para traz.

Mas por outro lado é ver esses organismos públicos adquirirem equipamentos, contratação de pessoal e investirem no que não devem. Mostrando desenvolvimento e austeridade, criticando muitas das vezes os seus credores que não cumprem as normas legais, como exemplo algumas noticias que tem saído sobre o transporte de doentes, mas por outros lados são eles que são os principais culpados de tais situações que dão a origem a essas irregularidades.

O presidente da LBP Duarte Caldeira já devia ter arregaçado as mangas e mandado um murro em cima da mesa, e exigir os organismos governamentais liquidem as dívidas em trinta dias, ou sujeitam-se ao pagamento de juros de mora.

segunda-feira, junho 14, 2010

A crise chegou ao INEM

A crise chegou ao INEM, cerca de 25 ambulâncias, dois helicópteros e uma VMER irão ser encerradas no próximo mês de Julho pela administração do INEM, e muitos meios somente irão trabalhar parcialmente, ou seja durante a noite vão ficar inoperacionais, como existe o boato que todo os meios de apoio psicológico recente montado também vai ser extinto.

E pelo que sei as coisas não vão ficar somente por aqui, ou o governo injecta dinheiro no INEM ou num futuro próximo existirão mais cortes de meios.

Outra situação que poderá estar para estourar é o encerramento de muitas VMERs hospitalares, onde as administrações dos hospitais não conseguem esticar os seus orçamentos para mater em funcionamento nas actuais condições essas VMERs.

O mais grave de tudo é que com ascensão do INEM em colocar meios em todo o lado motivado pela política do SNS, em substituir maternidades e serviços de urgências por meios do INEM, originou que muitos corpos de bombeiros reduzissem meios na área do pré-hospitalar, e agora nem ambulâncias nem pessoas existe nos bombeiros para colmatar a falta desses meios do INEM, e se analisarmos o que SNS e o INEM paga e dá, dificilmente existira capacidade de resposta para todas as situações.

A tanta fartura deu nisso.

Paulo Ferreira

domingo, maio 10, 2009

Ordens contraditórias terão retido doente em ambulância do INEM

Terá havido uma falha grave no protocolo de transporte de um doente suspeito de Gripe A. Ao início da noite de ontem um homem de 82 anos terá esperado cerca de duas horas num parque do INEM em Gaia até ser transferido para outra ambulância e transportado ao Hospital de São João no Porto. Trata-se de um emigrante que regressou há 2 dias dos Estados Unidos.

Às 21h50 de sábado, na base do INEM de Gaia, junto ao hospital Santos Silva, terminava a desinfecção da ambulância que terá recolhido um homem de 82 anos em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos. O idoso regressou sexta-feira dos Estados Unidos onde esteve emigrado 36 anos e apresenta suspeitas de contágio com o vírus da gripe A, garantiu à SIC uma fonte do Ministério da Saúde. O alerta terá chegado pouco depois das 18h00 à central do INEM no Porto.

De imediato, terá saído para a residência do doente em Santa Cruz do Bispo a ambulância que estava a ser desinfectada. Porque havia suspeitas de gripe A, a tripulação do INEM terá respeitado o protocolo em vigor e recolhido o idoso com fatos de protecção vestidos e máscaras colocadas. De acordo com a mesma fonte do Ministério da Saúde, já depois de comunicar à central a primeira avaliação do doente, a equipa do INEM terá recebido ordens para desactivar o protocolo e seguir para o Hospital Pedro Hispano, o hospital da área de residência do emigrante.

No entanto, garante a nossa fonte, durante a viagem até Matosinhos, terá sido emitida nova ordem e contrária à anterior. De repente, já voltava a valer a pena manter as suspeitas de gripe A e levar o doente para o Hospital de São João, o hospital de referência para estes casos no Porto.

Mas como a equipa do INEM já teria despido os fatos de protecção e retirado as máscaras, terá sido desviada para a base do INEM em Gaia para aguardar por nova ambulância com nova tripulação devidamente protegida.Essa espera terá durado cerca de duas horas.

A transferência do idoso para a nova ambulância terá acontecido já perto das 21h00, a equipa do INEM que recolheu o doente em Santa Cruz do Bispo terá sido descontaminada e enviada para casa de quarentena até serem conhecidos os resultados das análises ao homem de 82 anos. Fonte do Hospital de São João confirmou à SIC a entrada do doente com suspeitas de gripe A.

Foi admitido na urgência às 21h19 de sábado. Está agora isolado na ala das doenças infecto-contagiosas do hospital. A mesma fonte do Hospital de São João garantiu também à SIC que vão seguir amostras para o Instituto Ricardo Jorge em Lisboa, com o objectivo de despistar a infecção pelo vírus H1N1.

Fonte SIC

O nosso plano de contingência no seu melhor

quarta-feira, abril 29, 2009


O Serviço Nacional de Saúde tem um plano de contingência para fazer face a epidemia da gripe suína caso se ela atingir Portugal.

Esse plano prevê que um doente com suspeita de ter contraído a gripe suína ligue para a linha saúde 24, uma linha polémica que tem estado na ordem do dia pelas contastes guerras entre os senhores doutores enfermeiros e a administração. Caso se verifique que o doente tenha gripe , a saúde 24 ira ser contactado o INEM que accionara uma ambulância desse instituto para fazer o transporte do cidadão até uma unidade de saúde referenciada.

Uma situação de imparcialidade no sistema nacional de saúde e de socorro, porque basta ver como funcionam os nossos serviços de urgência, estão sempre em plano de continência, pelo seu mau funcionamento constante e crónico, que já habituaram os portugueses a longas filas de espera, onde esta tudo ao molho e fé em deus.

Os doentes com gripe suína são transportados pelo INEM. Um instituto que diariamente recusa accionar ambulâncias para centenas de situações de emergências, poupando milhões de euros, mas esse instituto agora já pode disponibilizar e suportar a despesa do transporte em ambulâncias próprias para levar um doente com uma simplesmente gripe.

Assim vale mais ter gripe do que um acidente de viação, queda ou outra coisa grave, pelo menos sabemos que não necessitamos de pedinchar meios de socorro e iremos para uma unidade de saúde referenciada que nos prestara um serviço condigno para seres humanos.

Portugal no seu melhor.

segunda-feira, março 16, 2009

Um socorro demasiado lento

A primeira hora após o acidente é de vital importância para sobrevivência de um politraumatizado, quanto mais precocemente a vítima for estabilizada em unidade hospitalar, de preferência numa unidade de trauma, maiores serão as possibilidades de sobrevivência. Algumas estatísticas determinam que por cada minuto perdido a taxa desce 1%.

Assim todos os profissionais do pré-hospitalar sabem da existência da hora de ouro
(the golden hour).

Mas em Portugal anos estamos anos-luz de cumprir conceitos internacionais na área do pré-hospitalar, e o acidente ocorrido Sebolido, em Penafiel, foi um caso de um socorro demasiado lento, andamos de 8 para 80, se a alguns anos era carregar e acelerar para o hospital, actualmente perdemos demasiado tempo a fazer bonitos trabalhos desnecessários para o espectáculo mediático e de protagonismo individual.

As vítimas demoraram cerca de três horas e meia a chegar a uma unidade hospitalar, onde ainda por cima se veio constatar que essa unidade hospitalar não era a mais adequada para a situação clínica das vítimas, demorando mais umas quantas horas para que fossem transferidos para uma unidade hospitalar diferenciada e adequada à situação clínica das vítimas.

Um automóvel com dois meninos de quatro e de sete anos a bordo destravou-se e deslizou de uma altura de cerca de 18 metros para a EN 108, junto ao miradouro de Sebolido, em Penafiel.

Passavam poucos minutos das 13 horas quando o Citroen C4 se destravou e deslizou do pátio, destruindo a vedação da moradia e caindo de uma altura de cerca de 18 metros.

Quando os Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios chegaram ao local, as crianças estavam fora da viatura, e os pais estavam em estado de choque junto às duas crianças gravemente feridas. Os meninos ficaram politraumatizados com a queda.
O mais novo (de quatro anos) encontrava-se em coma, com uma fractura do crânio e teve de ser entubado e ventilado. Ainda segundo informações prestadas pelo INEM.

Face à gravidade dos ferimentos das duas crianças, foi enviado o helicóptero do Hospital de S. João, no Porto, para Sebolido. O aparelho transportou os meninos, acompanhados por um médico e por um enfermeiro, para a Urgência Pediátrica daquela unidade hospitalar. Chegado à Invicta pelas 16.30.horas.

O hospital de São João não tinha capacidade para tratamento das crianças, tendo sido depois transferidas para a unidade pediátrica do hospital de santa Maria em Lisboa durante a noite.

O acidente deu-se cerca das 13 horas tendo as crianças chegado ao hospital somente as 16H30, onde ainda foram transferidas para o hospital de Santa Maria em Lisboa.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço.

No alvará para a criação de uma empresa privada de ambulância, ou para outra qualquer entidade, é imposto legalmente que exista parqueamento coberto para as ambulâncias, como exista instalações condignas para as tripulações, com balneários, zonas de lavagem e limpeza de material e zona de armazenamento de material etc.

Esta imagem mostra uma ambulância do INEM no seu habitual parqueamento, não existe qualquer telheiro para a protecção do veículo, uma situação comum pelo país e idêntica a muitas VMERs.

No estado que essa ambulância se apresenta não esta em condições de prestar qualquer tipo de socorro, a temperatura na célula sanitária deve estar negativa, e dificilmente o sistema de aquecimento do veículo aquecerá em tempo útil a célula sanitária, alem dos danos que as temperaturas puderam ter no material existente.

Uma atitude negativa de um instituto que devia dar o exemplo e ser referencia no socorro a nível nacional.
Imagem do blogue formasocorro

segunda-feira, novembro 17, 2008

Diferentes porquê?

Exmo. Sr. Director do nova Odivelas,Venho por este meio dar-lhe conhecimento de uma situação que se passou comigo no dia 22 de Setembro de 2008 e que pela sua gravidade penso dever ser denunciada publicamente.
Sou residente na Freguesia de Famões há cerca de 6 anos e pela primeira vez na noitede dia 22 de Setembro passado, pelas 00h30 precisei de uma ambulância para me transportar ao hospital devido a uma crise de contracções e dores abdominais fortes eincapacitantes.
Com a ajuda do meu companheiro ligámos 112 cujo operador nos remete para os Bombeiros de Odivelas dizendo que estes casos são resolvidos pelos bombeiros, o que fizemos de imediato, tendo obtido a insólita resposta: «Para efectuar o transporte, nãosendo sócio da corporação, terão de pagar no acto 30,00€. Ou como não se trata de um caso grave poderá chamar um táxi»…
Por dificuldades económicas não dispunha na altura desse valor, facto que alegueiao bombeiro que me atendeu mas sem resultado pois só me prestariam socorro caso pagasse os 30 euros.
Na aflição e sem outro recurso o meu companheiro foi bater à porta de vários amigos até conseguir o valor em questão, facto que conseguiu perto da 1 hora da manhã.Em acto continuo o meu companheiro ligou pela 3ª vez para os bombeiros de Odivelas dizendo que já tinha o dinheiro e que precisava que me levassem para Santa Mariacom urgência.
A ambulância chegou finalmente e dei entrada em Santa Maria pela 01h30 tendo ficado internada 4 dias com diagnóstico de uma oclusão intestinal grave que segundo os médicos a demorar mais tempo teria perigado a minha vida.Ora deixo aqui algumas dúvidas que gostaria de ver esclarecidas por quem de direito.Pergunto: Será que tenho de mudar de Freguesia para ter acesso aos cuidados básicosde Saúde gratuitos mencionados na constituição da república?
Sim porque já falei com muita gente e todos me dizem que isso só se passa com os Bombeiros de Odivelas?
Então e os de Caneças e da Pontinha quem paga?
O Estado? Então e os subsídios que recebem do Estado são iguais para todos?!
Esqueci-me de lhes perguntar se o reciboque me passaram serve para o IRS, sim porque com certeza devem pagar impostos do dinheiro que recebem nestes casos, ou não?Senhor Director do nova Odivelas, considerando que o vosso jornal é um fórum de informação importante do concelho de Odivelas e se tem pautado pela denúncia pública de situações inacreditáveis agradeço uma investigação sobre este assunto e disponibilizo-me desde já para lhe prestar todas as informações que desejar.

Fonte :www.novaodivelas.pt

Se um instituto público se recusa accionar uma ambulância por achar que a situação não digna de ser considerada uma situação de emergência, não posso criticar os BV de Odivelas pela sua atitude.

Aconselho todos os cidadãos desse país andarem com 30 a 50 euros na carteira para as situações de emergência súbita.

quinta-feira, novembro 06, 2008

A montanha pariu um rato


O operador do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que, em Fevereiro, enviou uma ambulância de Almeirim para assistir uma vítima de ataque cardíaco que estava a 400 metros do quartel de bombeiros de Samora Correia teve «comportamento negligente», escreve a Lusa.

A conclusão do processo de averiguação instaurado pelo INEM foi divulgada segunda-feira na reunião da Câmara Municipal de Benavente, através de um ofício do gabinete do secretário de Estado da Saúde em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela autarquia a 12 de Março
A vítima era cirurgião e auditor no Hospital de Vila Franca de Xira onde trabalhava há mais de 20 anos depois de ter sido médico de família nos postos de saúde de Samora Correia, Porto Alto e Barrosa.

Um processo de averiguação que penaliza unicamente o operador do INEM, sem no entanto penalizar os outros intervenientes do SIEM.

É de salientar que a chamada de socorro dentro das centrais CODU passa no mínimo por três pessoas, o OPCEM a pessoas que recebe a chamada, o Médico regulador que visiona e valida a chamada e o operador da central rádio que despacha os meios.

Como foi possível somente existir um culpado?

Afinal qual o papel dos médicos reguladores das centrais CODU?

Os Bombeiros de Almeirim estão isentos de culpa?

Como é possível os bombeiros de Almeirim receberem uma chamada para fora de zona e não alertarem para a existência de um quartel de bombeiros mais próximo do local da ocorrência?

A montanha pariu um rato assim ditou um processo de averiguações com muitas irregularidades, que somente culpou uma só pessoas, deixando os outros impunes.

quinta-feira, outubro 30, 2008

A prepotência do INEM

Muitas vezes insurjo contra este instituto público como o modo trata as chamadas de socorro e as entidades envolventes no SIEM.

E cada vez tenho mais razão no que escrevo, basta por isso ler as notícias que saem diariamente sobre esse instituto, onde cidadãos morrem a espera de socorro ou são transformados em armas de arremesso entre as entidades envolvidas no sistema.

O recente caso de Santarém e as chamadas de socorro não atendidas, mostrou a realidade diária do que se anda a passar, realidade pintada de maneira diferente da realidade, onde uma simples chamada de socorro é transformada num verdadeiro inferno para quem necessita de ajuda.

Tudo isso somente acontece pela prepotência no INEM, que faz da linha 112 uma autêntica mercearia de bairro, onde escolhe o que quer, como quer, e se o produto não lhe agrada tenta o despachar para os outros parceiros, parceiros que depois têm que fazer aquilo que agrada ao INEM como o que não agrada ao INEM, com agravante de muitas das vezes suportarem os custos dos serviços ou cobrarem o serviço prestado a quem necessite a de ajuda.

Até quando é que iremos fechar os olhos e compactuar com essa situação?

Esta na altura de se proceder a criação de verdadeiras centrais de socorro ou de emergência como lhe queira chamar, centrais idênticas aos dos países civilizados, onde qualquer pedido de socorro é tratado de uma forma profissional por pessoas competentes, que gerem todos os meios de socorro disponíveis das diversas entidades pertencentes ao sistema, onde uma simples chamada de socorro é recebida e resolvida internamente e gratuitamente, não existindo outra forma de se obter meios de socorro além dos accionados por essa central.

Em quanto isso não acontecer, o socorro em Portugal será sempre uma incógnita, porque ninguém sabe que meios estão disponíveis nem o que andam a fazer.

sábado, outubro 25, 2008

Senhores Bombeiros tenham dignidade.

Os Bombeiros de Mirandela accionaram uma ambulância para o transporte de um cadáver, que se encontrava dentro de uma ambulância do INEM. Somente porque esse instituto público se recusa a transportar o cadáver para a morgue local.

Se não é da função do INEM transportara o cadáver muito menos dos Bombeiros, o INEM que crie veículos para esse tipo de transporte ou que faça acordos com as agências funerárias.


O corpo de um doente que faleça numa ambulância a caminho do hospital pode ter de esperar horas parado numa estrada por um transporte alternativo porque formalmente não pode seguir viagem na mesma viatura·

Aconteceu quinta-feira no distrito de Bragança, quando uma vítima de AVC, vulgarmente conhecido como trombose, faleceu a meio caminho entre Torre de Moncorvo e Bragança, na zona de Caravelas, próximo de Bornes.Segundo várias entidades envolvidas na operação e ouvidas pela Lusa, o corpo da vítima esperou mais de uma hora na estrada nacional 102 até estarem concluídos os procedimentos para ser transportada para a morgue de Bragança.

De acordo com o primeiro-sargento Camilo, da GNR Mirandela, aquela força de segurança foi chamada ao local por volta das 17h20.Segundo contou, uma ambulância do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) estava a transportar o doente, tendo vindo ao seu encontro a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação).

O doente não resistiu a um AVC, acabando por falecer a meio dos cerca de 100 quilómetros que separam Torre de Moncorvo de Bragança, tendo o óbito sido declarado pelo médico da VMER.A partir do momento em que é confirmado o óbito, o INEM cessa a sua função e a ambulância pára, segundo disse Lusa fonte do Instituto sublinhando que «não é missão do INEM transportar cadáveres».Segundo explicou, quando ocorre o óbito é accionada a autoridade mais próxima, neste caso a GNR, que fica no local junto ao corpo até chegar o transporte alternativo.

A finalidade, de acordo com a fonte é «libertar os meios de emergência, nomeadamente as ambulâncias para a sua missão de socorro».Porém neste caso, a VMER ficou imediatamente disponível, mas a ambulância do INEM que transportava o doente falecido manteve-se no local até chegar uma outra ambulância dos bombeiros de Mirandela que fez o transporte para a morgue de Bragança, onde chegou por volta das 19h30.

Os intervenientes admitem que este processo possa parecer «chocante», mas dizem que são as regras, de que discorda o delegado distrital de Saúde de Bragança.

Victor Lourenço defende que «a ambulância em transporte do doente urgente deve seguir para a morgue», e não encontra qualquer justificação de saúde para este procedimento.Para o delegado de saúde, a forma de resolver este tipo de situações e agilizar e libertar realmente os meios de socorro seria licenciar em Portugal os carros de transporte de cadáveres, à semelhança do que já acontece em outros países da União Europeia, nomeadamente na vizinha Espanha.

terça-feira, outubro 07, 2008

Mais três ambulâncias de socorro no distrito da guarda.


Três ambulâncias de socorro, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entraram em funcionamento no distrito da guarda, nos concelhos de Trancoso, Figueira do Castelo Rodrigo e Sabugal.

O INEM passa assim a contar com 59 nove ambulâncias de socorro operada directamente por funcionários desse instituto.

Em Janeiro de 2008 a Liga dos Bombeiros Portugueses em reunião com à secretaria de estado Adjunta e da Saúde, Carmem Pgnatelli, foi proposto a criação de 50 postos PEM nos corpos de Bombeiros como a formação de 200 tripulantes de ambulância de socorro.

Mas até a data somente foi criado um posto PEM nos Bombeiros Portugueses, nos Bombeiros da Lourinha, e formação nem vela, mas em contrapartida o INEM cria PEM em zonas onde já existem meios de socorro, que depois faz concorrência desleal com os Bombeiros locais, accionando somente as suas ambulâncias e despejando nos Bombeiros os serviços que não lhe apetece efectuar ou que não tenham capacidade de os efectuar. Aos Bombeiro fica a obrigação e a imposição de efectuar esses serviços sem terem sustentação económica para terem elementos e meios para os efectuar, como ainda têm suportar os encargos do socorro ou exigirem o pagamento aos cidadãos pelos serviços efectuados, dando a origem a situações descritas no artigo anterior deste blogue.

Um jogo de pingue-pongue cada vez mais frequente, que ira se estender de norte a sul do país, um jogo imposto pelo sistema com sequências bastante conhecidas.