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terça-feira, janeiro 03, 2012

os doentes que necessitam de fazer hemodiálise,que chamem o 112


A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais afirmou hoje que a suspensão do transporte de doentes não urgentes pelos bombeiros de Sintra e Amadora vai pôr em causa a vida dos doentes que necessitam de fazer hemodiálise.

As dez corporações de bombeiros dos concelhos da Amadora e Sintra vão suspender a partir de quarta-feira o serviço de transporte de doentes não urgentes contratado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

O presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), Carlos Silva, disse à agência Lusa que os doentes estão a receber comunicados dos bombeiros dos concelhos de Sintra e Amadora a informar que vão deixar de os transportar.

"Isto vai trazer problemas e estamos preocupados", disse Carlos Silva, adiantando que quase a totalidade dos doentes utiliza as ambulâncias dos bombeiros para fazer os tratamentos.

O responsável disse que as empresas privadas de ambulâncias não são suficientes para transportar os doentes que necessitam de fazer hemodiálise, sugerindo, por isso, que chamem o 112, caso os bombeiros não apareçam para realizar o serviço.

Segundo Carlos Silva, os doentes não têm outra alternativa ao transporte nas ambulâncias dos bombeiros e têm que fazer o tratamento.



segunda-feira, outubro 06, 2008

Obrigado, Sra. Ministra da Saúde! Pela Vergonha, que eu presenciei!

Gostaria de dar conhecimento, de uma situação repugnante, digna de um pais de 3º mundo, a que eu hoje assisti, infelizmente não era num país de 3º mundo, mas sim no país em que eu vivo, Portugal, mais precisamente, ao pé da Santa Casa da Misericórdia, no Poço do Bispo, em Lisboa.

Hoje dia 04/10/2008, presenciei já perto das 11.00 Hr, uma senhora que se encontrava, na parte exterior desse edifício, prostrada no chão e a gritar imenso com dores violentas, junto dessa Sra. encontravam-se algumas pessoas, que lhe tentavam prestar a ajuda possível.

Foi-me informado, que já tinha sido efectuados 3 telefonemas para o INEM, desde as 10.00 H, da manhã e que tinha sido recusado a prestação de auxilio médico a essa pessoa, que contactassem os bombeiros mais próximos, que eram eles que efectuavam esse serviço!

Mesmo assim, foram contactados os Bombeiros Voluntários do Beato e de Cabo Ruivo, uns não tinham ambulâncias disponíveis e os outros a troco de 30 euros, efectuavam o serviço!
Eram 11.30 Hr, quando apareceu uma ambulância com a matricula 01-48-XP do INEM, os mesmos que se tinham recusado a prestar o serviço desde as 10.00 H, e finalmente essa senhora foi socorrida ao fim de 1 hora e 30 minutos!

Quem é o responsável por esta situação? Não sei qual o desfecho da situação clínica da pessoa em questão, mas alguém deve ser responsabilizado, pelo sofrimento que essa pessoa teve, sem qualquer assistência médica, ou será que vai ser este o futuro em Portugal, de quem adoece em plena via publica?

Durou 90 minutos o sofrimento de uma pessoa, com a falta de assistência de um um serviço que devia ser um exemplo, mas que desta vez foi um serviço de irresponsabilidade e deplorável.
Autor: Jorge Ribeiro

http://trasfosforos.wordpress.com

sábado, fevereiro 16, 2008

EIP fora da emergência pré hospitalar

O Governo pretende criar, até 2009, 200 Equipas de Intervenção Permanente (EIP), resultantes da congregação de esforços entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), as Câmaras Municipais e as Associações Humanitárias de Bombeiros.

Foi nesse quadro que foi publicada a Portaria n.º 1358/2007, de 15 de Outubro, que regulamenta a organização e a actividade futura das EIP.

Cada uma será composta por cinco bombeiros e terá por principal missão o combate a incêndios e o socorro às populações em casos de acidentes e catástrofes. Mais concretamente, em termos de missões, as EIP visam assegurar, em permanência, o socorro às populações, designadamente nos casos de combate a incêndios florestais, em caso de fogos, inundações, desabamentos, abalroamentos e em todos os acidentes ou catástrofes, e ainda no auxílio a náufragos.

As Equipas deverão ainda prestar socorro complementar, em segunda intervenção, em desencarceramentos ou apoios a sinistrados no âmbito da urgência pré-hospitalar, não podendo, contudo, substituir-se aos acordos com a autoridade nacional de emergência médica.

Fonte Diário de Viseu

Para quem conhece minimamente o sistema de socorro em Portugal, facilmente ira ver esses elementos a fazer um pouco de tudo, consultas, emergências médicas, transferências etc. Menos efectuar serviços para qual foram criados.

Serão usados a 100% a primeira intervenção na área do pré-hospitalar, área que não tem capacidade na primeira intervenção, porque qualquer acordo existente entre o Serviço Nacional Saúde e o Instituto Nacional de Emergência Médica, não contempla equipas em permanência para áreas do pré-hospitalar, nem verbas financeiras para a sua criação, e qualquer serviço que ocorra nessa área será efectuado por esses elementos, porque dificilmente existira outros elementos disponíveis para os efectuar.

Uma situação facilmente detectada se existir fiscalização, mesmo durante o verão muitos elementos afectos ao dispositivo de combate aos incêndios florestais são usados periodicamente para socorrer cidadãos na área do pré-hospitalar, uma realidade que muitas gente teima em esconder.

5 Elementos somente asseguraram 8 horas diárias, quem socorro a população nas outras 16 horas diária?

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Bloco de partos de Chaves encerra na quinta feira

Encerramento confirmado

Bloco de partos de Chaves fecha à meia-noite de quinta-feira

O Bloco de Partos da Maternidade de Chaves encerra esta quinta-feira à meia-noite, confirmou à SIC fonte hospitalar. A partir de sexta-feira, as parturientes de Chaves terão de se deslocar à maternidade de Vila Real.

De acordo com o Ministério da Saúde, o encerramento do bloco de partos ocorre depois de estarem garantidas as condições de acessibilidade a Vila Real, com a conclusão da A24. Foram ainda prometidos serviços Pré-Hospitalar, como a colocação da ambulância de suporte imediato de vida em Montalegre e da ambulância de suporte básico de vida em Chaves.

Se actualmente os CODUs “ INEM”se recusam accionar ambulâncias para parturientes de fim de tremo com contracções, alegando que essas situações não são consideradas serviço de emergência, e as mandam ligar para os Bombeiros e CVP locais, se quiserem ser transportadas de ambulâncias, será que iram accionar essas ambulâncias de socorro recentemente inventadas para transportar todas parturientes?

Actualmente a percentagem de nascimento nas ambulâncias duplicou nos últimos meses, agora duplicarão o nascimento em veículos particulares e públicos, porque com o encerramento das maternidades, os meios de socorro não chegaram para acudir a todas situações existentes, porque o tempo de transporte “Ida e volta” dos meios duplicou ou triplicou em algumas situações, e um meio de socorro ocupado, esta fora de serviço até o doente ser entregue na unidade hospitalar e de ser novamente recolocado dentro de uma área, onde o tempo de chegada desse meio de socorro a uma nova ocorrência esteja dentro do tempo recomendável para um socorro viável.

Como eu digo, serviço nacional de saúde no seu melhor.

sábado, dezembro 22, 2007

Alerta para perigo em helicópteros



A Ordem dos Médicos alerta para o perigo de acontecerem "casos fatais", se forem colocados no terreno helicópteros de emergência a operar sem um médico, como estará previsto pelo Ministério da Saúde।

"Irá inexoravelmente assistir-se a casos fatais", estimou o bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, sublinhando que não se podem transportar doentes graves sem acompanhamento médico.

Em causa, estão os helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) para o interior do país, cuja equipa será constituída por um técnico de emergência e por um enfermeiro. "É um acto criminoso do INEM e do ministro da Saúde", criticou ainda o bastonário em exercício dos médicos.

Para José Manuel Silva é, assim, "totalmente enganadora" a ideia de que "populações que deixam de ter médico disponível estão salvaguardas por essas viaturas".

quinta-feira, agosto 30, 2007

Alteração nas Tripulações das Ambulâncias de Socorro

A portaria nº402 de 10 de Abril 2007, vem alterar a constituição das tripulações das ambulâncias de socorro. Anteriormente as ambulâncias de socorro eram tripuladas por 3 elementos, 2 elementos com os cursos de tripulante de ambulância de transporte TAT e um elemento com o curso de ambulância de socorro TAS, nunca podendo o elemento TAS ser o condutor da viatura, onde a actual portaria alterou as tripulações somente para dois elementos, um elemento com o curso de TAT e outro com o curso TAS nunca podendo ser o TAS o condutor da viatura.

Com alteração da portaria em relação as tripulações, vem-se regulamentar uma ilegalidade, passando a ser legal o que era ilegal anteriormente, em vez de se criara condições para que as identidades pudessem cumprir o regulamento de transporte de doentes, alterou-se o regulamento as necessidades das identidades, que prestam socorro em Portugal.

Essa alteração poderá ter consequências graves na prestação nos cuidados de primeiros socorros por parte dessas equipas das ambulâncias, porque a maioria das técnicas existentes, para serem correctamente executadas terão de ser efectuadas no mínimo por 3 elementos com formação, para comprovar basta ver os protocolos de actuação de nos manuais de formação actuais do INEM ou da ENB, onde se ensina os formandos a aplicação das técnicas com três elementos e depois se obriga esses mesmos profissionais a executar as técnicas no terreno somente com dois elementos.

Por de traz disso tudo está novamente o INEM, que dá exemplos de outros Países, onde as tripulações das ambulâncias são constituídas somente por dois elementos, mas se esqueceu de dizer que existe um apoio de outros meios de socorro no local e a maioria dos cidadãos desses países tem cursos de primeiros socorros, uma situação fora da realidade portuguesa, onde as tripulações actuam isoladas, e se chega a ser avô sem nunca ter ouvido falar e praticar actos de primeiros socorros.

Outra realidade do nosso País é que a maioria das identidades que efectuam socorro Pré Hospitalar em Portugal não cumpre o regulamento de transporte de doentes, quer o INEM, Bombeiros ou CVP, é fácil de ver ambulâncias de socorro somente ser tripuladas por TAT em Portugal, uma situação grave de Saúde Pública, situação somente acontece por falta de fiscalização. O incumprimento da lei existe porque as identidades não têm capacidades financeiras para cumprir o actual regulamento de transporte de doentes, motivado pela falta de subsídios ou pelos preços pagos por serviço, somente 40 cêntimos ao quilómetro. O INEM e o SNS sabem disso, e não pode exigir nem fiscalizar aquilo que economicamente é impossível de existir.

domingo, junho 24, 2007

A nova urgência do Hospital de São José reabriu

Custou cerca de dois milhões de euros, levou quase dois nos a remodelar a urgência do Hospital de São José, que levou durante esse tempo doentes e pessoal técnico de saúde trabalhassem num anexo dentro dos Hospital, com poucas ou nenhumas condições.

A nova urgência abrira com a introdução da triagem Manchester, uma tentativa de acabar com as falsas urgências, que atingem cerca de 100 a 120 das 500 urgências que esse hospital recebe diariamente.
As situações não urgentes iram ser encaminhadas para os sistemas públicos de saúde, ficando somente no hospital os doentes graves.

O que acontecer ira ser uma grande revulsão nos serviços de urgência da Capital, onde os Hospitais se vêem obrigados a receber e tratar qualquer doente da sua área, onde raramente se recusam a entrada de um doente por vários motivos éticos e económicos.

Com o tempo riremos ver se realmente as coisas iram mudar no Hospital, iremos ver se a triagem funciona e os doentes não emergentes se iram para o sistema publico de saúde, porque se nos outros hospitais nada funciona.