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sexta-feira, outubro 03, 2008

O caso do ferido sentado amarrado.

O acidente ocorrido no dia 4 de Setembro na localidade salvador, onde um doente foi transportado sentado com o colete de extracção, esta se a transformar numa verdadeira novela.
O INEM abriu um inquérito para averiguar o que se passou no local, como o hospital de Santarém abriu outro inquérito para apurar também o sucedido, onde o director do hospital fez as seguintes declarações públicas:

O director das urgências, Sebastião Barba confirmou o inquérito em curso, adiantando desde já que “o clínico da VMER não deu instruções para que o sinistrado fosse transportado naquelas condições”. “Admito que possa ter dado autorização para que fosse dois na mesma ambulância, um deitado na maca e o outro sentado, mas certamente não deu ordem para amarrar o doente à cadeira da ambulância “ explicou.

“ Se a cadeira tinha ou não cinto de segurança ou quem teve a iniciativa de atar o ferido são questões esclarecidas no inquérito”

Fonte: Correio da Manhã

Existem contradições graves entre os Bombeiros e o médico da VMER, e o senhor director das urgências de Santarém desconhece completamente o que é trabalhar no pré-hospitalar e as técnicas usadas. O erro não foi usar ligaduras para prender o doente à cadeira da ambulância, o erro foi do doente ser transportado sentado na cadeira imobilizado com o colete de extracção, porque o que as palavras do director das urgências dá a entender que o doente devia ser transportado naquela posição usando o simples sinto de segurança da cadeira.

Cada vez pior.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Assim vai a nossa emergência médica em Portugal


Em Portugal muita das vezes alem do acidente sofrido, temos que nos prepara para mais três acidentes, o socorro, o transporte e unidade hospitalar, se conseguir sobrevier a um deles é uma pessoa cheia de sorte.

Uma foto tirada a uma vitima de um acidente de viação ocorrido no distrito de Santarém. A vítima foi transportada nesta posição para unidade hospitalar, o mais grave disso tudo, por de traz de tal erro técnico está uma decisão e uma imposição de um médico de uma VMER .

Os Bombeiros foram obrigados a transportar essa vítima neste estado “sentada” á unidade hospitalar, argumentaram com o médico sobre sua decisão, mas o médico contrapôs que era uma decisão sua e que assumia a responsabilidade.

Independente da situação clínica da vítima, como ela foi encontrada, imobilizada e transportada para o banco da ambulância, alguém tentou seguir o protocolo, imobilizou a vítima no colete de extracção, e posteriormente vítima devia estar no plano rijo ou numa uma maca de vácuo, e ser transportada na maca da ambulância para a unidade hospitalar.

A tripulação da ambulância devia ignorar o médico, e actuar mediante o protocolo estabelecido para o transporte correcto da vítima, porque ninguém é obrigado a efectuar um mal socorro ou transporte por uma decisão de outra pessoa, inclusive de um médico.

Já agora gostava de saber como essa vítima retirada desta situação e como deu entrada na unidade hospitalar.

terça-feira, abril 01, 2008

Em Portugal temos um verdadeiro Sistema Integrado de Emergência

Para os menos atentos este artigo foi efectuado no dia das mentiras, como tal não corresponde a realidade de Portugal, ou seja tudo esta invertido em relação ao artigo.

Em Portugal existe um verdadeiro Sistema Integrado de Emergência Médica “SIEM”, onde um cidadão em caso de urgência ou emergência, pode recorrer ao número Europeu de emergência e expor a uma central competente o seu problema, onde o seu pedido será analisado por profissionais altamente competentes, e a sua situação sempre resolvida, podendo ser encaminhado a um serviço de saúde indicado a sua situação, como centro de saúde local, SAP, CATUS ou a uma unidade hospitalar e em caso de necessidade será accionado gratuitamente meio de transporte a condizer com a sua situação clínica ou meios de socorro altamente especializado.

Em Portugal existe um verdadeiro SIEM, onde as entidades são dotadas de recursos financeiros para terem meios humanos e mecânicos permanentemente para entrevirem nas missões de socorro pedidas pelas centrais de socorro, onde existem reuniões nacionais, distritais ou concelhias periodicamente com todos intervenientes, onde se expõem os problemas e se tenta arranjar soluções.

Em Portugal todas as tripulações de ambulância têm formação, competências técnicas e material para poder entrevir em situações críticas, como todos os actos são provisionados por pessoas competentes, as equipas são acompanhadas e apoiadas por entidades que olham pelo seu bem-estar quer a nível de saúde física ou psíquica.

Em Portugal temos cidadãos que conhecem o SIEM e sabem actuar numa situação de emergência e sabem a importância dos meios de socorro e dos serviços de urgência, somente os usam em caso de verdadeira necessidade.

Em Portugal temos um verdadeiro Sistema Integrado de Emergência

sábado, fevereiro 16, 2008

EIP fora da emergência pré hospitalar

O Governo pretende criar, até 2009, 200 Equipas de Intervenção Permanente (EIP), resultantes da congregação de esforços entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), as Câmaras Municipais e as Associações Humanitárias de Bombeiros.

Foi nesse quadro que foi publicada a Portaria n.º 1358/2007, de 15 de Outubro, que regulamenta a organização e a actividade futura das EIP.

Cada uma será composta por cinco bombeiros e terá por principal missão o combate a incêndios e o socorro às populações em casos de acidentes e catástrofes. Mais concretamente, em termos de missões, as EIP visam assegurar, em permanência, o socorro às populações, designadamente nos casos de combate a incêndios florestais, em caso de fogos, inundações, desabamentos, abalroamentos e em todos os acidentes ou catástrofes, e ainda no auxílio a náufragos.

As Equipas deverão ainda prestar socorro complementar, em segunda intervenção, em desencarceramentos ou apoios a sinistrados no âmbito da urgência pré-hospitalar, não podendo, contudo, substituir-se aos acordos com a autoridade nacional de emergência médica.

Fonte Diário de Viseu

Para quem conhece minimamente o sistema de socorro em Portugal, facilmente ira ver esses elementos a fazer um pouco de tudo, consultas, emergências médicas, transferências etc. Menos efectuar serviços para qual foram criados.

Serão usados a 100% a primeira intervenção na área do pré-hospitalar, área que não tem capacidade na primeira intervenção, porque qualquer acordo existente entre o Serviço Nacional Saúde e o Instituto Nacional de Emergência Médica, não contempla equipas em permanência para áreas do pré-hospitalar, nem verbas financeiras para a sua criação, e qualquer serviço que ocorra nessa área será efectuado por esses elementos, porque dificilmente existira outros elementos disponíveis para os efectuar.

Uma situação facilmente detectada se existir fiscalização, mesmo durante o verão muitos elementos afectos ao dispositivo de combate aos incêndios florestais são usados periodicamente para socorrer cidadãos na área do pré-hospitalar, uma realidade que muitas gente teima em esconder.

5 Elementos somente asseguraram 8 horas diárias, quem socorro a população nas outras 16 horas diária?

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Liga quer que Ministério da Saúde defina papel dos bombeiros no socorro pré-hospitalar

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) considera que o Ministério da Saúde tem desvalorizado o papel dos bombeiros na prestação de cuidados de saúde e desafiou hoje a tutela a definir qual vai ser o papel destes profissionais no socorro pré-hospitalar
O presidente da LBP disse, no final de uma audiência com a secretária de Estado Adjunta da Saúde, Cármen Pignatelli, que passou a deter a tutela do INEM, que no actual contexto de reestruturação do sector da saúde, é «indispensável» perceber aquilo que para o Ministério da Saúde é o papel do «parceiro bombeiro» em matéria de socorro pré-hospitalar
Das duas uma, ou o Ministério da Saúde quer criar uma rede de ambulâncias própria e entregá-la ao INEM, prescindindo dos bombeiros, ou ao querer continuar a ter os bombeiros como parceiro, terá de os tratar como tal e ter em consideração as suas opiniões e ter em consideração as suas expectativas e ter em consideração os seus recursos, os seus meios e as suas qualificações», defendeu Duarte Caldeira
papel dos bombeiros no socorro pré-hospitalar ganhou maior relevância com o encerramento de maternidades e serviços de urgência e com o consequente aumento do número de pedidos de transporte e distâncias percorridas
A Liga de Bombeiros entende que os bombeiros têm sido desvalorizados e, nas palavras de Duarte Caldeira, trata-se de "uma situação que os bombeiros não estão dispostos a continuar a aceitar.
«Não aceitamos que seja desvalorizado o papel que - e não fazemos aqui qualquer evocação do património histórico porque esse é evidente - é hoje a intervenção qualificada dos bombeiros no pré-hospitalar (porque) os bombeiros dispõem de tripulantes (de ambulância) tão qualificados como o Instituto Nacional de Emergência Médica, os bombeiros tem uma distribuição geográfica nacional que o INEM não tem e portanto achamos que chegou o momento de o Ministério da Saúde, de uma forma clara, dizer se conta ou não conta com os bombeiros para a rede nacional de ambulâncias de que o país precisa», rematou.
O presidente da LBP admitiu que saiu da reunião satisfeito com a receptividade de Cármen Pignatelli às posições dos bombeiros, tendo ficado acordado que durante a próxima semana a LBP irá entregar à secretária de Estado um memorando com os pontos que os bombeiros consideram essenciais «para que de uma forma muito rápida» sejam alcançadas conclusões que depois possam orientar uma intervenção futura.


Lusa / SOL

PS...Enquanto existirem corpos de Bombeiros que efectuam serviço na área do Pré-Hospitalar sem cumprirem o regulamento de transportes, a LBP não se pode exigir nada nem lutar por nada, os Bombeiros actualmente deviam somente efectuar os serviços para qual tem capacidade de os efectuar cumprindo a lei , é uma questão de principio , as consequências é um problema do SNS e do INEM.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

TAS vs TAE


Em Portugal a nível de emergência existem situações inéditas, no curso de Tripulantes de Ambulância de Socorro administrado pelo INEM os formando que frequentam a mesma acção de formação no final do curso os são designados de duas maneiras diferente, uns são chamados Técnicos de Emergência Médica “ TAE “outro são Tripulantes de Ambulância de Socorro “TAS”.

Uma situação inédita em Portugal e mesmo na Europa, onde para o mesmo tipo de formação dado pela mesma identidade formadora, existem dois perfis saída profissionais no final da acção de formação.

Na pesquisa efectuada, a existência dos Tripulantes de Ambulância de Socorro esta devidamente regulamentada na lei portuguesa, quer a nível da sua formação quer a nível das suas competências, bastando consultar a Portaria nº439/93 de 27 de Abril de 1993ou a Agencia Nacional de Qualificações “ANQ” , somente não esta regulamentada a tabela salarial nem a progressão de carreiras, uma situação estranha.

A situação dos Técnicos de Emergência Médica, a sua existência somente esta dependente da existência de um concurso publico para a contratação de pessoas para tripularem as ambulâncias de socorro do INEM, onde se pede que as pessoas sejam preferencialmente Tripulantes de Ambulância de Socorro, que depois de assinarem contrato com o INEM, passam por artes magicas a Técnicos de Emergência Médica, não existindo lei portuguesa nada que defina a sua formação e competência técnicas, nem existe qualquer referencia a essa actividade profissional em outros organismo publico que regulamentam as actividades profissionais existentes no país, mas o presidente do INEM e o Ministro da saúde no seu Show-Of constante, defendem que esses indevidos são pessoas altamente qualificadas na área da emergência e do socorro, diferencia-los de outros profissionais, mas na verdade não passam de tripulantes de Ambulância de Socorro, idênticos aos que existem nos Bombeiros Portugueses e na Crus Vermelha Portuguesa.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Não ligue 112, leve-o aos Bombeiros.

Uma frase que alguns anos saiu uma notícia num jornal diário, onde um cidadão foi aconselhado pelo 112 levar o seu familiar aos Bombeiros para ser socorrido, porque o 112 se recusou accionar meios de socorro para o local.

Hoje a situação não melhorou em nada, as recusas de accionamento de ambulância são constantes por parte do INEM, e na falta de accionamento muitos cidadãos optam por levar quem necessita de ajuda até aos meios de socorro.

Ontem um cidadão da localidade Peso da Régua preferiu em não ligar 112, optou por levar o seu familiar que necessitava de socorro directamente a ambulância do INEM que estava estacionada a frente de um serviço urgência recentemente encerrado.

Ao contrário do Bombeiros, que numa situação dessas são obrigados por lei de prestar o devido socorro ao cidadão, as tripulações do INEM não se vêm obrigados a isso, nem se designaram ver o doente, mandaram o familiar ligar 112 se quisesse ser socorrido, e assim foi, somente passado 15 minutos essa tripulação foi accionada pelo CODU para ver o doente e prestar o devido socorro e o transporte.

Se os Bombeiros Portugueses fizessem o mesmo, caía o Carmo e a trindade

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Bloco de partos de Chaves encerra na quinta feira

Encerramento confirmado

Bloco de partos de Chaves fecha à meia-noite de quinta-feira

O Bloco de Partos da Maternidade de Chaves encerra esta quinta-feira à meia-noite, confirmou à SIC fonte hospitalar. A partir de sexta-feira, as parturientes de Chaves terão de se deslocar à maternidade de Vila Real.

De acordo com o Ministério da Saúde, o encerramento do bloco de partos ocorre depois de estarem garantidas as condições de acessibilidade a Vila Real, com a conclusão da A24. Foram ainda prometidos serviços Pré-Hospitalar, como a colocação da ambulância de suporte imediato de vida em Montalegre e da ambulância de suporte básico de vida em Chaves.

Se actualmente os CODUs “ INEM”se recusam accionar ambulâncias para parturientes de fim de tremo com contracções, alegando que essas situações não são consideradas serviço de emergência, e as mandam ligar para os Bombeiros e CVP locais, se quiserem ser transportadas de ambulâncias, será que iram accionar essas ambulâncias de socorro recentemente inventadas para transportar todas parturientes?

Actualmente a percentagem de nascimento nas ambulâncias duplicou nos últimos meses, agora duplicarão o nascimento em veículos particulares e públicos, porque com o encerramento das maternidades, os meios de socorro não chegaram para acudir a todas situações existentes, porque o tempo de transporte “Ida e volta” dos meios duplicou ou triplicou em algumas situações, e um meio de socorro ocupado, esta fora de serviço até o doente ser entregue na unidade hospitalar e de ser novamente recolocado dentro de uma área, onde o tempo de chegada desse meio de socorro a uma nova ocorrência esteja dentro do tempo recomendável para um socorro viável.

Como eu digo, serviço nacional de saúde no seu melhor.

sábado, dezembro 22, 2007

Alerta para perigo em helicópteros



A Ordem dos Médicos alerta para o perigo de acontecerem "casos fatais", se forem colocados no terreno helicópteros de emergência a operar sem um médico, como estará previsto pelo Ministério da Saúde।

"Irá inexoravelmente assistir-se a casos fatais", estimou o bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, sublinhando que não se podem transportar doentes graves sem acompanhamento médico.

Em causa, estão os helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) para o interior do país, cuja equipa será constituída por um técnico de emergência e por um enfermeiro. "É um acto criminoso do INEM e do ministro da Saúde", criticou ainda o bastonário em exercício dos médicos.

Para José Manuel Silva é, assim, "totalmente enganadora" a ideia de que "populações que deixam de ter médico disponível estão salvaguardas por essas viaturas".

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Ordem dos Médicos critica ministério


Ordem dos Médicos critica o que está a ser feito a nível da emergência pré-hospitalar e sublinha que as chamadas viaturas de suporte imediato de vida (SIVS) não substituem um médico.

José Manuel Silva, da direcção da Ordem, contesta a colocação de SIVS em locais onde vão fechar urgências hospitalares, lembrando que é em situações de emergência que um médico faz mais falta।"É incompreensível que numa situação de rotina o doente vá ao médico e numa situação de urgência o ministro da Saúde queira enviar-lhe um enfermeiro em vez do médico"- sublinhou José Manuel Silva।Outra questão que preocupa os médicos é a consulta aberta que a tutela quer implementar nos hospitais que ficam sem urgência e que já existe nos Centros de Saúde onde os SAP´s ( Serviço de Atendiemnto Permanente ) fecharam. O Conselho Executivo sublinha, em comunicado, que o ministro da Saúde ainda não esclareceu o que entende por consulta aberta e acusa a tutela de ter provocado uma tempestade para deixar tudo na mesma.José Manuel Silva considera que só mudou o nome: "É por isso que o Sr. ministro veio dizer que houve menos 700 mil consultas de SAP, quando elas passaram a ser feitas nessas consultas abertas que continuam a desempenhar a mesma função. Afinal aquilo que não tinha qualidade continua a existir só que com outro rótulo".O Conselho Executivo da Ordem dos Médicos pede ainda ao ministro da Saúde que esclareça o que entende por consulta aberta

segunda-feira, novembro 19, 2007

INEM lança campanha contra as chamadas falsas

O INEM lançou uma campanha contra as chamadas falsas, existem cerca de 24281 chamadas falsas anualmente recebidas nas centrais CODU da responsabilidade do INEM.

As chamadas falsas são um problema grave para o socorro, mas o número em causa está muito inflacionado, 24281 chamadas falsas anualmente recebidas nas centrais do CODUs da responsabilidade do INEM é um número que dificilmente corresponde a realidade, as chamadas efectuadas para o 112 são filtradas inicialmente por agentes de autoridade da PSP com formação e largos anos de experiencia, e somente depois e dependente da situação, é que os agentes passam a respectivas chamadas para os CODUs, talvez o problema seja o critério que o INEM utiliza para dominar o que é uma chamada de socorro como chamada falsa, porque esse mesmo instituto deve andar a contabilizar as chamadas de socorro dos serviços de transporte de emergência secundários como chamadas falsas, chamadas de socorros que devem ser contabilizados como de chamadas de emergência e devem ser tratadas como tal, situação que o mesmo instituto se recusa a fazer e a clarificar a situação.

Actualmente é fácil de identificar e localizar o autor de uma chamada falsa, porque o número do telefone de quem liga fica memorizada, quer na central PSP quer nas centrais do CODUs da responsabilidade do INEM, o problema é que ninguém acciona os mecanismos legais contra os infractores, porque o código penal Português penaliza quem efectua uma chamada falsa.

A campanha é de louvar e recomenda-se, mas o número 112 é da responsabilidade o MAI, Ministérios da Administração Interna, e não do Ministério da saúde muito menos do INEM, instituto que a alguns anos vem dado como sua a linha 112, que no meu aspecto funciona de uma forma ortodoxa e que necessita urgentemente ser alvo de uma reformulação por parte do MAI.

sexta-feira, novembro 09, 2007

FAP cobra 13 mil euros por socorrer pescador


FAP cobra 13 mil euros por socorrer pescadores doentes
A Força Aérea Portuguesa (FAP) reclama o pagamento de uma operação de socorro a um pescador no alto-mar, que obrigou à utilização de um helicóptero Puma durante quatro horas. O armador recusa-se a pagar.

Uma situação que lança a duvida se o socorro e o transporte em Portugal é gratuito ou não?

Os meios de socorro acarretam um custo elevado para as identidades que os detêm, existe necessidade de ter equipamento, instalações, homens formados disponíveis para as missões de socorro que possam ocorrer a nível nacional.

As identidades muitas das vezes são obrigadas a prestar um serviço sem receberem qualquer verba financeira para o prestar ou para o manter, muitas das vezes esse serviço é conseguido com o desvio de recursos financeiros, meios humanos e materiais de outras áreas primordiais da sua competência e existência.

Se as FAP procederam a uma evacuação de um doente vítima de doença súbita por ordem do INEM, a FAP deve ser reembolsada pelo serviço prestado, e esse serviço deve ser pago pelo INEM ou pelo Ministério da Saúde, porque cabe a essas duas identidades suportarem os custos do socorro e transporte dos cidadãos, quer em terra quer no mar, principalmente de vitimas doenças súbita, porque em situação de acidente de trabalho cabe as companhias de seguros suportarem a despesa do socorro e do transporte, onde a grande maioria também não o faz.

Mas como em terra ninguém quer pagar, no mar esta a acontecer o mesmo, é fácil de dizer que o socorro e o transporte é gratuito, mas que seja gratuito para o cidadão, mas não implica que as identidades que prestam esses tipos serviços o façam gratuitamente, porque tudo tem custos elevados, ou as identidades governamentais suportam o real valor para a existência desse serviço, ou alguém vai ter de pagar, porque tudo tem custos.

quinta-feira, outubro 25, 2007

LBP critica o SNS

A liga dos Bombeiros Portugueses acusou o Ministério da saúde de estar a montar uma rede paralela de ambulâncias de cada vez que encerra um serviço de urgência ou atendimento.
As críticas efectuadas pela LBP tem fundamento, mas a LBP a muito tempo anda a praticar um acto de vassalagem ao serviço nacional de saúde avarias décadas, como um servo aceita tudo que é imposto pelo ministério da saúde, mesmo sabendo logo a partida que não tem capacidade de efectuar com o que se esta a comprometer por falta de meios financeiros.

O Sr. Presidente da liga alega que os Bombeiros Portugueses têm 2000 ambulâncias de socorro, 3500 ambulâncias de transporte e 800 veículos de transporte múltiplos, mas o Sr. Presidente da LBP se esqueceu de informar que muitos desses veículos andam a dever alguns anos aos sucateiros nacionais, e andam a funcionar a margem da lei, como:

Ø Em Portugal a grande maioria das ambulâncias de socorro dos Bombeiros não tem TAS, somente são tripuladas por TAT, e algumas vezes nem isso têm, uma clara violação da lei que rege o transporte de doentes com consequências impreteríveis para os cidadãos.

Ø Em Portugal facilmente se vê as ambulâncias de socorro dos Bombeiros a efectuar consultas, tratamentos, altas e transportes de cadáveres, algumas vezes com TAS nas suas tripulações, e depois se vê o mesmo corpo de Bombeiros a fazer serviço de emergência com ambulâncias de socorro com TAT como elementos integral da sua tripulação.

Ø Em Portugal os Bombeiros andam a fazer concorrência com os TÁXIS, utilizando os seus poucos recursos mecânicos e humanos a fazer serviços que em nada dignificam o nome dos Bombeiros, mesmo para que isso se ponha diariamente em causa o socorro a população por ocupação indevida dos meios de socorro.

Ø Em Portugal os corpos de Bombeiros não recebem qualquer ajuda da LNB ou do SNBPC para aquisição de Ambulâncias ou para terem equipas em permanência para sair, existindo somente 200 ambulâncias de socorro do INEM em corpos de Bombeiros que recebem a respectiva ambulância e 1100 euros por mês e 40 cêntimos ao quilometro por serviço, para se manterem operacionais.

A LNB devia impor normas aos corpos de Bombeiros e não permitir que eles se transformem em meras empresas de prestações de serviços, e obrigar os seus dirigentes e os mandantes a cumpri o regulamento de transporte de doentes, mesmo que para isso origine a recusa de efectuar serviços de socorro quando não existam condições legais de os efectuar, e lembra-los que um Bombeiro é uma ferramenta altamente especializada e treinada e de difícil reposição, logo devia ser tratada com o devido cuidado e respeito, pois a sua substituição acarreta um investimento muito significativo, tanto técnico como financeiro, e os senhores dirigentes e mandantes não devem dar ao luxo de andar todos os dias a “estragar” ferramentas tão caras a efectuar serviços fora da área do socorro.

Alertar o Serviço Nacional de Saúde que trate e igual forma o serviço pré-hospitalar dos Bombeiros, e que cumpra o que foi acordado, porque senão em muito em breve terá que assegurar com a sua recente rede de ambulâncias a totalidade dos serviços existentes, urgentes primários, urgentes secundários e não urgentes em todo território nacional, até ao Portugal profundo, assegurando de igual forma todo o serviço pré-hospitalar a qualquer cidadão e assumindo integralmente os problemas dai resultantes, quer institucionais, judicias e políticos.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Nova rede de ambulâncias de socorro

Ainda a pouco anos o presidente do INEM reconhecia numa Jornada Nacional de emergência, “sistema pré-hospitalar em Portugal somente existia pela boa vontade dos Bombeiros Portugueses e da mão-de-obra voluntária, e que o INEM não podia melhorar os prémios pagos por cada serviço de socorro efectuado por não ter capacidade financeira para o fazer” , onde deixava a sensação que melhores dias virião.

É de estranhar que em pouco anos o mesmo instituto crie uma rede de ambulâncias própria e invista milhões em mais meios de socorro próprios de nova geração, ignorando por completo as identidades que a várias décadas fizeram um sacrifício orçamental em manter um socorro digno na área do Pré-hospitalar a população. Para assegura esse serviço muitos corpos de Bombeiros endividaram-se a banca para conseguir comprar ambulâncias e equipamento, esperando que um dia o INEM reconhecesse o sacrifício efectuado em prol do SIEM, sistema que é da responsabilidade legal do INEM, quer a nível de fiscalização quer a nível financeiro.

Os Bombeiros portugueses foram enganados, e bem enganados, por culpa dos seus dirigentes que nunca souberam se impor perante o que estava a suceder, e foram avisados atempadamente para mudarem de políticas e atitudes em relação ao INEM e ao SNS, não quiseram, agora são usados para efectuar os serviços que o INEM simplesmente se recusa a fazer e assumir os custos, obrigando os Bombeiros a suportarem os custos ou a cobrar a quem necessita de socorro e foi negado.

O que o SNS e o INEM queriam actualmente era que os Bombeiros Portugueses suspendessem qualquer tipo de socorro na área do Pré-hospitalar durante 24 horas, para ver se o Ministro da saúde diziam “ Venham ver, venham ver a Lisboa o excelente serviço que temos”

domingo, setembro 16, 2007

Uma breve opinião sobre o caso de Torres Novas

Um homem de 69 anos e o filho de 41 morreram de paragem cardio respiratória no passado mês de Maio, na Lamarosa. O socorro terá chegado tarde demais devido a um encadeamento de erros do INEM e dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas. É a conclusão de um relatório da Inspecção-geral das Actividades de Saúde
O relatório da inspecção-geral das actividades da saúde aponta culpas a serviço de emergência médica e aos Bombeiros nesse caso.
Comunicado o I.G.A.S


Em relação a triagem efectuada pelo operador da central do CODU-INEM, cometeu dois erros consecutivos, não conseguiu recolher a informação que podia definir era uma situação de transporte urgente primário ou transporte urgente secundário e considerou que era secundário, onde em caso de dúvida devia ser sempre considerado uma situação de transporte primário, depois errou novamente, em vez de dar o número de telefone dos Bombeiros de Torres Novas, deu o número dos Bombeiros de Coruche, onde existe também uma localidade com o mesmo nome da origem da chamada de socorro.

Em relação aos Bombeiros, a tripulação da primeira ambulância cometeram o erro de não ter informado imediatamente o CODU quando depararam como uma situação PCR, mas a segunda ambulância informou da situação ao CODU, mas teve como resposta iniciar o transporte das vítimas em suporte básico de vida até a unidade hospitalar, sem acompanhamento médico, porque a VMER estava indisponível, situação que é omissa no comunicado a imprensa do IGAS, que lança duvidas na eficácia das redes de VMERs existentes no país, como são usadas e mantidas quer pelos CODU-INEM quer pelos Hospitais,
Outra situação que não esta clarificada, se os Bombeiros cumpriram o regulamento de transporte de doentes, se foram accionadas ambulâncias de socorro como é informado pelo comandante dos Bombeiros, mesmo sejam ambulância dos Bombeiros, legalmente tem que existir um TAT e um TAS, nunca sendo o TAS o condutor do veículo, o incumprimento dessa norma é uma clara violação a lei e punida criminalmente a identidade de socorro pelo incumprimento do diploma que regulamenta o transporte de doentes.

Em relação ao INEM, tem que definir o que entende por transporte urgente secundário, e quem tem a responsabilidade legal de suportar os custos desse transporte e do efectuar, porque a norma de mandar ligar o cidadão numa situação de transporte urgente secundário para os Bombeiros ou para a CVP é ilegal perante a lei nacional, que necessita de ser clarificada, porque essa situação não leva em conta:

· Se a identidade local prestadora de socorro tem capacidade de fazer esse serviço em tempo útil para a situação clínica do doente?
· Se a pessoa que necessita de ser transportada a uma urgência hospitalar, tem capacidade monetária de suportar a despesa do transporte?
· Que esse serviço não põe em causa o socorro na zona?
· Que tipo de meios que devem ser utilizado para efectuar esse tipo de serviço?
· Qual a unidade de saúde deve ser transportado o doente, Hospital, CATUS, SAP ou centro de saúde local?

São questões que devem ser pensadas antes de tomar decisões em casos de transporte urgentes secundários.
Assim no caso de Torres Novas é mais um problema estrutural do SIEM, onde a indefinição de normas e de procedimentos nas diversas fazes do sistema, levam que os meios humanos cometam erros básicos, fazem que casos idênticos a Torres Novas acontecem frequentemente a nível nacional, onde a grande maioria nunca chega a ser investigada nem denunciada as identidades oficiais.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Alteração nas Tripulações das Ambulâncias de Socorro

A portaria nº402 de 10 de Abril 2007, vem alterar a constituição das tripulações das ambulâncias de socorro. Anteriormente as ambulâncias de socorro eram tripuladas por 3 elementos, 2 elementos com os cursos de tripulante de ambulância de transporte TAT e um elemento com o curso de ambulância de socorro TAS, nunca podendo o elemento TAS ser o condutor da viatura, onde a actual portaria alterou as tripulações somente para dois elementos, um elemento com o curso de TAT e outro com o curso TAS nunca podendo ser o TAS o condutor da viatura.

Com alteração da portaria em relação as tripulações, vem-se regulamentar uma ilegalidade, passando a ser legal o que era ilegal anteriormente, em vez de se criara condições para que as identidades pudessem cumprir o regulamento de transporte de doentes, alterou-se o regulamento as necessidades das identidades, que prestam socorro em Portugal.

Essa alteração poderá ter consequências graves na prestação nos cuidados de primeiros socorros por parte dessas equipas das ambulâncias, porque a maioria das técnicas existentes, para serem correctamente executadas terão de ser efectuadas no mínimo por 3 elementos com formação, para comprovar basta ver os protocolos de actuação de nos manuais de formação actuais do INEM ou da ENB, onde se ensina os formandos a aplicação das técnicas com três elementos e depois se obriga esses mesmos profissionais a executar as técnicas no terreno somente com dois elementos.

Por de traz disso tudo está novamente o INEM, que dá exemplos de outros Países, onde as tripulações das ambulâncias são constituídas somente por dois elementos, mas se esqueceu de dizer que existe um apoio de outros meios de socorro no local e a maioria dos cidadãos desses países tem cursos de primeiros socorros, uma situação fora da realidade portuguesa, onde as tripulações actuam isoladas, e se chega a ser avô sem nunca ter ouvido falar e praticar actos de primeiros socorros.

Outra realidade do nosso País é que a maioria das identidades que efectuam socorro Pré Hospitalar em Portugal não cumpre o regulamento de transporte de doentes, quer o INEM, Bombeiros ou CVP, é fácil de ver ambulâncias de socorro somente ser tripuladas por TAT em Portugal, uma situação grave de Saúde Pública, situação somente acontece por falta de fiscalização. O incumprimento da lei existe porque as identidades não têm capacidades financeiras para cumprir o actual regulamento de transporte de doentes, motivado pela falta de subsídios ou pelos preços pagos por serviço, somente 40 cêntimos ao quilómetro. O INEM e o SNS sabem disso, e não pode exigir nem fiscalizar aquilo que economicamente é impossível de existir.

domingo, junho 24, 2007

A nova urgência do Hospital de São José reabriu

Custou cerca de dois milhões de euros, levou quase dois nos a remodelar a urgência do Hospital de São José, que levou durante esse tempo doentes e pessoal técnico de saúde trabalhassem num anexo dentro dos Hospital, com poucas ou nenhumas condições.

A nova urgência abrira com a introdução da triagem Manchester, uma tentativa de acabar com as falsas urgências, que atingem cerca de 100 a 120 das 500 urgências que esse hospital recebe diariamente.
As situações não urgentes iram ser encaminhadas para os sistemas públicos de saúde, ficando somente no hospital os doentes graves.

O que acontecer ira ser uma grande revulsão nos serviços de urgência da Capital, onde os Hospitais se vêem obrigados a receber e tratar qualquer doente da sua área, onde raramente se recusam a entrada de um doente por vários motivos éticos e económicos.

Com o tempo riremos ver se realmente as coisas iram mudar no Hospital, iremos ver se a triagem funciona e os doentes não emergentes se iram para o sistema publico de saúde, porque se nos outros hospitais nada funciona.

quinta-feira, maio 24, 2007

Ambulância de Suporte Imediato de Vida

O ministro António Fernando Correia de Campos , veio inventar um novo tipo de ambulância, “Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) ”, um tipo de ambulância que nem existe no decreto-lei que rege o transporte de doentes. As tripulações SIV serão constituídas somente por um Enfermeiro e um TAE, técnico de emergência médica, reconhecido legalmente por TAS, Tripulante de Ambulância de Socorro.

Essa viatura ira custar cerca de 7000 mil euros mensalmente aos contribuintes, somente em ordenados, fora os subsídios, consumíveis, veiculo etc. Iram ser criadas onde o Ministro andou a fechar Urgências, uma maneira inteligente para calar o povo, mas nas Cidades de Lisboa, Porto e Coimbra também foram contempladas com esse tipo de viaturas, o que mostra alguns interesses pessoais, políticos e de organizações por de traz do projecto das SIV, porque nestas cidades não existem falta de meios de socorro nem de unidades de saúdes.

As SIV não passam de uma simples ambulância de socorro, iguais a muitas outras existentes pelo país fora, porque para qualquer profissional entendido na matéria no Pré-Hospitalar, reconhece que um TAS e ou Enfermeiro são insuficientes tecnicamente nas maiorias das situações de emergência, toda a gente sabe disso, até o Ministro Ferreira Campos sabe disso, para se proteger adicionou no projecto das SIV umas linhas interessantes: … As ambulâncias SIV são mais um meio disponível que poderá ser usado em conjunto com as ambulâncias de socorro….

Eu como Tripulante de Ambulância de Socorro, me recusarei a sair com uma ambulância de socorro para dar apoio a uma SIV, porque as ambulâncias de socorro são para socorrer, e não servem para serem usadas como veículo de apoio das SIV, me recusarei a ser usado somente para ajudar na evacuação do doente para a SIV, não faz parte das minhas competências como TAS ser usado somente para transportar ou carregar o doente, transportar sim, doentes avaliados, socorridos e estabilizados e transportados por mim e pela minha tripulação ou com o apoio de uma VMER, para a ambulância onde eu presto serviço e não para uma SIV.

Se os senhores Enfermeiros se por acaso pensaram um dia em usarem os Tripulantes de Ambulância de Socorro como “maqueiros” e enganam-se redondamente, porque iram ter uma forte oposição e problemas graves no terreno. Os enfermeiros verão brevemente como é difícil ser Tripulantes de Ambulância, terão de socorrer e transportar os doentes, muitos deles com mais de 100 quilos, e o peso será dividido somente por dois, e eram contrair calos nas mãos, hérnia discais, lombalgias, etc. Esses e outros problemas iram ser comuns, problemas que normalmente não existem dentro dos Hospitais ou nos Centros de Saúde, onde os enfermeiros quase têm o estatuto de Senhores Doutores.

quarta-feira, março 28, 2007

O lado Negro da emergência em Portugal


Muitas das vezes o cidadão desconhece completamente com funciona a estrutura de socorro de emergência pré-hospitalar em Portugal, muitas das vezes somente queremos ser socorridos quando algo de anormal nos acontece, mas desconhecemos completamente o que esta por detrás do socorro.
Quem coordena?
Quem deve fazer o quê?
Como é financiada a estrutura?

Em Portugal o INEM é responsável pela coordenação e financiamento do sistema, coordena os serviços através das centrais CODU, onde são recebidas as chamadas de socorro vias linha 112.

O INEM ao receber as chamadas de socorro acciona os meios de socorro a condizer com a situação desde meios próprios, dos Bombeiros ou da CVP.

Actualmente o INEM tem 182 ambulâncias distribuídas pelos corpos de Bombeiros e tem cerca de 37 ambulâncias próprias. O INEM paga uma verba mensal aos corpos de Bombeiros, que da em média cerca de 34 euros diários por ambulância, mas esse mesmo instituto gasta diariamente cerca de 311 euros diariamente com cada ambulância própria.

Uma verba de 34 euros por dia não dá para manter uma equipa de 3 homens 24 sobre 24 horas todo ano, assim o sistema vive somente a custa de mão obra voluntária, que ano a pós ano é cada vez mais reduzida, onde o INEM sabe do real custo de se ter uma ambulância ao serviço, 311 euros por dia, mesmo assim dificilmente cumpre o regulamento de transporte de doentes elaborado por esse instituto

Fora desse financiamento ficam mais de 200 corpos de Bombeiros e mais de uma dezena de núcleos da CVP, que não tem qualquer ambulância cedida pelo INEM nem recebem qualquer verba, como de mais de 1000 ambulâncias existentes em Portugal, que não recebem qualquer financiamento para estarem disponíveis para INEM ou para o socorro dos cidadãos, que o INEM e a população diariamente usam ao seu bem dispor.

Uma situação complexa, porque alem desse subsídio insignificante dado pelo o INEM a alguns corpos de Bombeiros, não existe outro subsídio de outra instituição governamental para manter esse serviço, um serviço essencial a população, onde muitas das vezes para manter a operacionalidade desses meios as identidades vêm obrigadas de rentabilizar esses meios, fazendo serviços fora do âmbito do socorro, ficando muito meios e tripulações indisponíveis para o socorro.

Com um método de gestão assim, provavelmente menos de 1% das ambulâncias existentes em Portugal terão equipas permanentes para poderem sair ao minuto para situações de socorro, ficando as restantes ambulâncias parqueadas sem tripulações, onde a sua saída não é fiável, é flutuante, dependente do serviço de voluntário, onde em muitas zonas é reduzido ou inexistente, onde muitas das vezes essas pessoas não tem formação nem qualificações regulamentares para poderem actuar.