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terça-feira, maio 12, 2009

Dia mundial do enfermeiro não poupa os doentes portugueses.

Um dia que devia ser de festa, de rasteiros gratuitos, colóquios, exposições etc. Onde se devia mostrar o melhor de uma classe, como qualquer classe profissional que se preze faz na comemoração do seu dia.

Mas em Portugal os senhores Doutores Enfermeiros preferiam escolher o seu dia para mais uma greve geral “terceira somente este ano”, mostrando o pior de uma classe, onde um representante de um sindicato se congratulava-se a divulgar que num determinado hospital centenas de doentes ficaram sem consultas e cirurgias, situação motivada pela greve dos enfermeiro, com agravante de estar a decorrer um processo negocial entre os sindicatos e o Governo, que disse "estar bem encaminhado.

Meus senhores Doutores Enfermeiros, se ainda não perceberam existe uma crise económica Mundial, que afecta a todos, inclusive os senhores, já chega de greves, e tenham algum respeito pelos doentes, porque o vosso dia foi marcado por muita angústias, de doentes que viram os seus problemas de saúde agravar pela falta da vossa comparência nos vossos locais de trabalho

Essas greves são mais políticas do que reivindicativas.

sexta-feira, junho 27, 2008

Multa por homicídio negligente de um jovem

A médica anestesista Manuela Veringer e a enfermeira Madelena Serra, ambas do hospital Egas Moniz, foram hoje condenadas a uma pena de multa por homicídio negligente de um jovem. A vítima morreu asfixiada após uma cirurgia, em 2002.

A juíza dos Juízos Criminais de Lisboa decidiu hoje condenar as duas arguidas a penas de multa. A pena vai dos 240 dias a 22 euros por dia (num total de 5.280 euros) para a médica anestesista, e 220 dias a oito euros por dia (1.760 euros) para a enfermeira, que, no âmbito deste processo, foi reformada compulsivamente. Carlos Mascarenhas morreu no dia que foi operado, a 28 de Agosto de 2002 no Hospital Egas Moniz, em Lisboa. A vítima tinha 30 anos e foi operada a um quisto do canal tiroglosso fistulizado.

Depois de ter feito o recobro da cirurgia e já na enfermaria, o jovem começou a queixar-se às enfermeiras e à família de que não conseguia respirar, acabando por morrer sufocado com um edema de glote.


Esta situação levou a uma investigação da Inspecção-Geral de Saúde em 2002, tendo este organismo apurado "a existência de procedimentos incorrectos merecedores de censura que motivaram a actuação disciplinar" contra a médica e duas enfermeiras.
Nas duas horas que precederam a sua morte, o doente manifestou queixas que, todavia, "não foram objecto de uma leitura correcta por parte do pessoal encarregado da sua vigilância e assistência", referiu na altura o Ministério da Saúde.
Porém, a enfermeira espanhola Mercedes Romero não foi julgada por se desconhecer o seu paradeiro. Hoje, na sentença, a juíza considerou que "as atitudes das duas arguidas foram causadoras da morte" do jovem, tendo sido cometido o crime de homicídio negligente, mas "de forma inconsciente".
A magistrada considerou também que a atitude da médica anestesista, pelo facto de ser clínica, "teve uma intensidade mais expressiva". A pena de multa para as arguidas foi justificada com a idade e com a falta de antecedentes criminais. Admitindo que a decisão não agradasse à família do jovem, a juíza lembrou que "os tribunais fazem justiça e não retaliações".
No final, a irmã de Carlos Mascarenhas mostrou-se inconformada com a decisão, alegando que "a vida de um jovem não vale somente uma multa". "A família sempre quis que as duas arguidas ficassem inibidas de exercer as suas profissões e nem isso aconteceu", lamentou Carla Maria Mascarenhas, acrescentando que tinha esperanças que "pelo menos isso acontecesse". Quanto a um eventual recurso, a irmã de Carlos Mascarenhas disse que admite recorrer mas ainda tem que falar com os pais e saber "se eles têm forças para continuar com o processo", disse.

Lusa

Uma situação que somente mostra como anda o nosso serviço nacional de saúde e a nossa justiça.

Uma médica e uma enfermeira, que somente mostraram as deficiências na sua formação base, como profissionais e como cidadãos, desrespeitando completamente a vida de um cidadão, que em agonia recorreu a todas as formas de alertar esse “profissionais” da gravidade da sua situação, onde completamente ignorado acabou por morrer de uma morte angustiada e prematura.

A médica foi condenada a pagar 5.280 euros e a enfermeira 1760 euros.

Onde anda a Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros?
Que atitude tiveram com esse dois incompetentes?
Mas eles andam ai a exercer as suas funções, eles e outros, que somente por pertencerem a essas classes são impunes aos olhos da lei.

domingo, abril 27, 2008

Enfermeiros de limpeza ao domicilio


Um novo dilema foi criado com a profissão de enfermagem, as universidades de enfermagens terão que reformular os conteúdos programáticos dos cursos de enfermagem existentes, com um a nova disciplina curricular, “ Limpeza de habitações”, uma disciplina que á muito devia existir, porque a grande maioria dos licenciados que saem das universidades não apresentam conhecimentos de limpeza e de higiene, sendo essa área efectuadas por outras classes profissionais, onde a classe de enfermagem viu nessa área mais uma forma de emprego e se propõem subestimar as empregadas de limpezas existentes que executam essas funções a décadas, por enfermeiros altamente especializados nas técnicas de limpeza de habitações.

Assim dias negros se esperam para as empregadas de limpeza, que iram para o desemprego, perdendo-se décadas de conhecimentos na área de limpeza

sexta-feira, abril 18, 2008

Resposta ao sindicato dos enfermeiros

Em relação a afirmação do Sr. Enfermeiro José Correia de Azevedo de chamar de ignorantes aos Bombeiros Portugueses em matéria de suporte básico de vida, devo informar esse iluminado que devia era se preocupar com a formação da sua classe, porque em Portugal o que é mais fácil de se ver é enfermeiros sem saberem efectuar Suporte Básico de Vida, e os que sabem a grande maioria deles anda desactualizada em relação aos actuais protocolos.

Se existem enfermeiros no desemprego, o problema é vosso, mas o que é mais fácil é ver enfermeiros com vários empregos ou tachos, como depois se anda a forma enfermeiros a martelada, que depois nem servem para serem tripulantes de ambulância.

Em relação a preocupação dos enfermeiros pelo Pré-Hospitalar, em primeiro lugar deviam era ver o regulamento de transporte de doentes e qual a posição dos enfermeiros no Pré-Hospitalar, antes de opinarem as suas difamações.

Já agora se estão mesmo preocupados com o Pré-Hospitalar, podem se inscrever nos Bombeiros, serviços não faltam, somente existe um problema, não existe vencimentos, e a única regalia existente é não pagar taxa moderadora no SNS, tem graça Sr. Azevedo.

sábado, dezembro 22, 2007

Alerta para perigo em helicópteros



A Ordem dos Médicos alerta para o perigo de acontecerem "casos fatais", se forem colocados no terreno helicópteros de emergência a operar sem um médico, como estará previsto pelo Ministério da Saúde।

"Irá inexoravelmente assistir-se a casos fatais", estimou o bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, sublinhando que não se podem transportar doentes graves sem acompanhamento médico.

Em causa, estão os helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) para o interior do país, cuja equipa será constituída por um técnico de emergência e por um enfermeiro. "É um acto criminoso do INEM e do ministro da Saúde", criticou ainda o bastonário em exercício dos médicos.

Para José Manuel Silva é, assim, "totalmente enganadora" a ideia de que "populações que deixam de ter médico disponível estão salvaguardas por essas viaturas".

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Ordem dos Médicos critica ministério


Ordem dos Médicos critica o que está a ser feito a nível da emergência pré-hospitalar e sublinha que as chamadas viaturas de suporte imediato de vida (SIVS) não substituem um médico.

José Manuel Silva, da direcção da Ordem, contesta a colocação de SIVS em locais onde vão fechar urgências hospitalares, lembrando que é em situações de emergência que um médico faz mais falta।"É incompreensível que numa situação de rotina o doente vá ao médico e numa situação de urgência o ministro da Saúde queira enviar-lhe um enfermeiro em vez do médico"- sublinhou José Manuel Silva।Outra questão que preocupa os médicos é a consulta aberta que a tutela quer implementar nos hospitais que ficam sem urgência e que já existe nos Centros de Saúde onde os SAP´s ( Serviço de Atendiemnto Permanente ) fecharam. O Conselho Executivo sublinha, em comunicado, que o ministro da Saúde ainda não esclareceu o que entende por consulta aberta e acusa a tutela de ter provocado uma tempestade para deixar tudo na mesma.José Manuel Silva considera que só mudou o nome: "É por isso que o Sr. ministro veio dizer que houve menos 700 mil consultas de SAP, quando elas passaram a ser feitas nessas consultas abertas que continuam a desempenhar a mesma função. Afinal aquilo que não tinha qualidade continua a existir só que com outro rótulo".O Conselho Executivo da Ordem dos Médicos pede ainda ao ministro da Saúde que esclareça o que entende por consulta aberta

quinta-feira, maio 24, 2007

Ambulância de Suporte Imediato de Vida

O ministro António Fernando Correia de Campos , veio inventar um novo tipo de ambulância, “Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) ”, um tipo de ambulância que nem existe no decreto-lei que rege o transporte de doentes. As tripulações SIV serão constituídas somente por um Enfermeiro e um TAE, técnico de emergência médica, reconhecido legalmente por TAS, Tripulante de Ambulância de Socorro.

Essa viatura ira custar cerca de 7000 mil euros mensalmente aos contribuintes, somente em ordenados, fora os subsídios, consumíveis, veiculo etc. Iram ser criadas onde o Ministro andou a fechar Urgências, uma maneira inteligente para calar o povo, mas nas Cidades de Lisboa, Porto e Coimbra também foram contempladas com esse tipo de viaturas, o que mostra alguns interesses pessoais, políticos e de organizações por de traz do projecto das SIV, porque nestas cidades não existem falta de meios de socorro nem de unidades de saúdes.

As SIV não passam de uma simples ambulância de socorro, iguais a muitas outras existentes pelo país fora, porque para qualquer profissional entendido na matéria no Pré-Hospitalar, reconhece que um TAS e ou Enfermeiro são insuficientes tecnicamente nas maiorias das situações de emergência, toda a gente sabe disso, até o Ministro Ferreira Campos sabe disso, para se proteger adicionou no projecto das SIV umas linhas interessantes: … As ambulâncias SIV são mais um meio disponível que poderá ser usado em conjunto com as ambulâncias de socorro….

Eu como Tripulante de Ambulância de Socorro, me recusarei a sair com uma ambulância de socorro para dar apoio a uma SIV, porque as ambulâncias de socorro são para socorrer, e não servem para serem usadas como veículo de apoio das SIV, me recusarei a ser usado somente para ajudar na evacuação do doente para a SIV, não faz parte das minhas competências como TAS ser usado somente para transportar ou carregar o doente, transportar sim, doentes avaliados, socorridos e estabilizados e transportados por mim e pela minha tripulação ou com o apoio de uma VMER, para a ambulância onde eu presto serviço e não para uma SIV.

Se os senhores Enfermeiros se por acaso pensaram um dia em usarem os Tripulantes de Ambulância de Socorro como “maqueiros” e enganam-se redondamente, porque iram ter uma forte oposição e problemas graves no terreno. Os enfermeiros verão brevemente como é difícil ser Tripulantes de Ambulância, terão de socorrer e transportar os doentes, muitos deles com mais de 100 quilos, e o peso será dividido somente por dois, e eram contrair calos nas mãos, hérnia discais, lombalgias, etc. Esses e outros problemas iram ser comuns, problemas que normalmente não existem dentro dos Hospitais ou nos Centros de Saúde, onde os enfermeiros quase têm o estatuto de Senhores Doutores.

terça-feira, janeiro 30, 2007

As mortes ocorridas em Odmira




As duas mortes ocorridas em Odemira no espaço de duas semanas vem lançar uma polémica da falta da assistência médica em certas zonas de Portugal.

No meu ponto de vista a alegada da falta da assistência médica como resultado das mortes ocorridas em Odemira são falsas e sem qualquer fundamento.

O centro de saúde de Odemira tem serviço de emergência e de urgência e esta aberto 24 horas, para isso tem um quadro de pessoal quer médicos, enfermeiros auxiliares e administrativos permanentemente, para poderem receber situações emergentes e não emergentes ocorridas dentro do concelho de Odemira, que são socorridas pelos os Bombeiros locais e transportadas para esse centro de saúde, a mando do Ministério da Saúde.

A nível do socorro Pré hospitalar em Odemira é da responsabilidade dos Bombeiros Voluntários de Odemira, que são accionados através da central de Emergência de Lisboa ou das chamadas efectuadas directamente para o seu quartel, em ambas situações fazem sair os seus próprios meios de socorro, com finalidade de fazerem avaliação das vítimas e efectuar os procedimentos de socorro adequados a situação e transportar a vitima a unidade de saúde de Odemira. Onde os socorristas passaram a informação recolhida no local, avaliação e os actos de socorro praticados ao médico de serviço. Em situações mais graves terão apoio da VMER do Hospital de Beja, o que muitas das vezes não acontece, porque o tempo de transporte da vítima até ao centro de saúde de Odemira é menos do que a chegada da VMER do Hospital de Beja ao local da ocorrência.

A final o que falhou?

No meu entender o problema esta dentro das quatro paredes do centro de saúde de Odemira, se esse centro tem ou não tem capacidade em receber situações emergentes ou seja doentes graves do exterior?
Se tem capacidade, devia ter estabilizado os doentes e depois dar o seguimento a transferência dos respectivos doentes para uma unidade hospitalar referenciada.
Porquê é que não o fez?
Na primeira situação existiu certamente uma negligência grave, 6 horas para se preparar uma transferência de um doente crítico é muito tempo, na segunda situação talvez não existiu capacidade de estabilizar o doente, morreu antes de ser evacuado, porque os enfartes matam, e os médicos não fazem milagres.
Outra questão é se os médicos e enfermeiros do centro de saúde tem formação na área da emergência para receber esses doentes, estatiza-los e prepara-los para evacuarem para outra unidade hospitalar, como fazem as equipas da VMERs no Pré-Hospitalar.
Se o centro de saúde não tem equipas com formação e equipamento, porque é que recebe doentes graves, sabendo que não tem capacidade para os receber?
Será que não estaremos perante de um problema Nacional grave? Onde a maioria dos Centros de Saúde, SAP, CATUS, e Hospitais existente no País com urgências abertas aos cidadãos diariamente e que recebem situações graves não tem equipamento nem formação técnica para receber doentes emergentes.

O ministro, quer criara mais VMERs e inventar outro apoio, unidade rápidas intermédias de suporte de vida, constituídas por enfermeiros e tripulantes de ambulância, para quê?
O que falhou foi a estabilização do doente no centro de saúde e o apoio do centro de saúde na evacuação do doente para outra unidade hospitalar. Seria mais económico reforçar o quadro de pessoal dos centros de saúde com serviço de urgência e lhe dar formação a condizer com a sua função, para poderem estabilizar os doentes que recebem nos seus centros de saúde

Neste momento é difícil de arranjar médicos e enfermeiros para as unidades hospitalar fora dos grandes centros urbanos, dificilmente ira arranjar médicos e enfermeiros para aquilo que quer criar, e se já é difícil manter o que já existe, basta ver as centenas de horas por mês que as VMERs estão inoperacionais por falta de tripulação e de equipamento a nível nacional, principalmente a que existe em Beja.

Mais uma vez estamos a tentar remediar o sistema em vez de resolver o problema pela raiz.