Este ano vai ser um ano crítico a nível de incêndios florestais, o Instituto de Metrologia prevê um Verão mais quente que os verões anteriores, aliado ao facto que no ano passado pouco ou nada ardeu, porque São Pedro simplesmente ajudou, estão lançados todas as condições para existência de grandes incêndios em Portugal.
No dispositivo de combate a aos incêndios Florestais atribuído aos Bombeiros pouco ou nada se alterou em relação ao ano passado, este ano em pleno Verão existem:
- Equipas de Combate a Incêndios Florestais ECIN, 751 viaturas com 3.755 Bombeiros
- Equipas Logísticas de Apoio ao Combate ELAC, viaturas 284 com 568 Bombeiros
- Grupos de Reforço (Não constituído a partir das ECIN) 39 viaturas e 6 27 Bombeiros
- Equipas Helitransportadas 16 Helicópteros 170 homens
- Pessoal de Apoio Logístico 176 Bombeiros
- Pessoal de Apoio Meios Aéreos 180 Homens
- Comandantes de Permanência às Operações 111 Comandantes
Soma 1.054 equipas, 5.056 Bombeiros e 1.173 viaturas
Este ano o Governo ira pagar a cada Bombeiro 1,75 a hora a cada Bombeiro para incorporar as guarnições da viaturas que pertencem ao DFCI, sendo as outras guarnições das outras viaturas que não fazem parte do DFCI totalmente gratuitas para o Governo, assim o governo ira gastar nos três meses de Verão só em tripulações cerca de 20 milhões de euros, uma valor insignificante para a quantidade de elementos envolvidos no DFCI.
O valor pago a hora “1.75 euros” a cada elemento, independente da sua formação ou capacidade física, toda a gente recebera o mesmo desde que esteja afectos aos veículos que fazem parte do DFCI, um valor que faz que a maioria dos Bombeiros com formação e capacidades para estarem nesses grupos optam por não darem disponibilidades, cumprem o seu normal serviço voluntário gratuitamente como fazem durante todo o ano e se recusam a dar mais do seu tempo de laser para o DFCI.
Os Grupos ECIN e ELAC são importantes para operacionalidade de um corpo de Bombeiros, mas actualmente um perigo, porque os valores pagos não motiva ninguém para os efectuar, e na falta de elementos referenciados para escalar nesses grupos, muitos comando optam por colocar pessoas sem referências nesses grupos, um problema grave, quer a nível de segurança e de operacionalidade.
O SNBPC tem conhecimento disso, e tira contrapartidas politica disso, investindo noutras identidades, alegando a falta de operacionalidade e eficácia grupos existentes nos Corpos de Bombeiros, situação criada e fundamentada pelo próprio SNBPC.
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quinta-feira, maio 31, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
Um País de Pinheiros e de Cepos
O socorro em Portugal somente existe para o combate aos incêndios florestais. Em pleno verão existirão mais de 1269 equipas de combate, 6.065 homens, 1271 viaturas e quase uma centena de meios aéreos para o combate a incêndios Florestais.
O dispositivo criado somente no Verão que devia existir durante todo o ano, porque em Portugal não existe somente Florestas, existe pessoas, bens pessoais e públicos que necessitam de ser protegidos em caso de algo de anormal ocorrer. Mais de 99% dos corpos de Bombeiros não tem homens em premência 24 horas sobre 24 horas para fazer face a um incêndio urbano ou outra coisa mais complicada. Actualmente somente existem recursos para as primeiras necessidades, e mesmo nessas situações a maioria das vezes os recursos são insuficientes.
O Governo acaba de anunciar a criação de 200 equipas de primeira intervenção até 2009,a serem colocadas nos corpos de Bombeiros com falta de efectivos voluntários, com o único objectivo de estarem disponíveis para o serviço de socorro a população. Somente trabalham das 9h00 as 17H00 de segunda a sexta-feira e esses elementos só efectuaram serviço de voluntário se quiserem, pelas palavras do secretário de estado Ascenso Simões, ser profissional num corpos de Bombeiros não é sinónimo ser voluntário. O que me leva a pensar que depois ou antes dessa hora não existe situações de socorro em Portugal. O mais grave e ver normalmente depois esses elementos subsidiados com o dinheiros públicos andarem a fazer coisas que não deviam fazer, desde consultas, transportes de doentes, etc.
Situação que actualmente afecta os grupos já criados já a alguns anos em dezenas de Corpos de Bombeiros Voluntários, subsidiados a 100% pelas câmaras Municipais, e mais recentemente com os grupos dos Caneirinhos, onde não existe um diploma legal que regulamente essa actividade e nem quem fiscalize o que andam a fazer ou oriente esses profissionais.
Com tais politicas, o socorro em Portugal está somente dependente dos nossos Santos Padroeiros, que a vários anos trabalham arduamente para que nada de anormal ocorra em Portugal, e mesmo que ocorra tudo vai depender da sorte.
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