terça-feira, fevereiro 01, 2011

Redução de vencimentos: um texto lúcido do Prof. Luís Menezes Leitão, da Faculdade de Direito de Lisboa

Penso que Marcello Caetano hoje em dia iria sentir uma enorme vergonha, e que não se iria rever nas políticas actuais...

Não foi isto que ele criou para o povo, não foi isto que ele idealizou para o Estado Novo...
Tenta passar a mensagem... se antes fomos, porque não o podemos voltar a ser hoje? Não é impossível... apenas a ganância muda as coisas...

por Luís Menezes LeitãoFico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública.

Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância.De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite.É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas.

É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis.

E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos.

Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina.Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa.No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal".

Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas [...) derrubou o regime fascista".

Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo.Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará".

Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação.

Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim.

Mahatma Gandhi

Trabalhar para aquecer.

As alterações exigidas pelo INEM no curso de Tripulante de Ambulância de Transporte onde é exigido dois formadores, está a criar polémica e dificuldades para realização do respectivo curso e recertificações.

A Escola Nacional de Bombeiros “ENB” informou os formadores da obrigatoriedade da existência de dois formadores nas formações de técnicas de socorrismo, tripulante de ambulância de transporte e recertificações, caso o curso seja suportado inteiramente pela ENB, o valor de 24 euros por hora que a escola paga a cada formador será dividida pelos dois formadores, onde será retirado as contribuições fiscais, o que dará em média cerca de 7 euros por hora.

O único formador existente na minha associação de bombeiros dessa área rescindiu o contrato com a ENB, normalmente dois em dois anos dava um curso renumerado pela ENB, todos os anos formava os elementos do quadro activo gratuitamente (uma norma imposta aos formadores pela ENB meramente curiosa), este ano não será assim, fartou-se de andar a trabalhar para aquecer e a sustentar durante anos um sistema de formação cheio de irregularidades. Em plena reunião para se decidir o plano de formação para este ano, ele simplesmente informou o comando que já não era formador da ENB, o comandante que pedisse á ANPC formadores para dar os respectivos cursos no seu corpo de bombeiro, e como as coisas andam, não deve existir nenhuma formação nessa área nos próximos anos na minha associação de bombeiros.

E pelos visto não é caso único na região, o que mostra o desapontamento dos formadores com a direcção da ENB, é o encaminhar para o cano esgoto do projecto da ENB colocar um formador de cada área em cada associação de bombeiros, curiosamente a trabalhar gratuitamente para ENB ou a serem mal pagos. A direcção da ENB deve andar a querer apanhar abelhas com vinagre.

Será que a direcção da ENB quando contrata algum colaborador também pagam esse colaborador dividindo os seus próprios ordenados?

terça-feira, janeiro 18, 2011

“Fomos traídos pelo Ministério da Saúde”

Duarte Caldeira, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, fala sobre restrições ao transporte de doentes.

Correio da Manhã – Qual a objecção dos bombeiros ao despacho que exige aos doentes não urgentes declaração médica e prova de pobreza para terem transporte de ambulância?

Duarte Caldeira – O despacho não diz como e quem é que declara a insuficiência económica, e isso gerou uma situação anárquica, com cada centro de saúde a interpretar à sua maneira.

– O que vai fazer a Liga?

– Suspendemos o trabalho conjunto com o Ministério da Saúde, porque fomos traídos. Quando estávamos a negociar alterações ao regulamento de transporte de doentes, fomos surpreendidos com este despacho. E vamos reunir em congresso extraordinário para tomar uma posição forte. Vamos promover uma petição a enviar ao Parlamento e pedimos audiências aos grupos parlamentares.

– O Governo diz que gasta 200 milhões de euros em transportes e que há irregularidades.

– Já confrontámos o secretário de Estado Óscar Gaspar e ele alegou que o grosso das irregularidades não se refere aos bombeiros mas a quem usa carro e debita quilómetros, por isso não percebemos.

DN

Fartei-me de avisar e alertar, mas ninguém deu-me ouvidos, agora sentem-se traídos…

Quem sente-se traído deviam ser os Bombeiros, porque nunca tiveram ninguém que os soubesse defender na altura certa e no momento certo, os compadrios e a promiscuidade política na estrutura dos bombeiros portugueses levaram a uma situação dessas.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

A verdade da mentira do DEA em Portugal.

Noticias saídas a públicos nos últimos tempos dão como uso de exclusividade do DAE em Portugal somente nas 37 ambulâncias do INEM, uma informação completamente falsa.

Os primeiros DAE existentes em Portugal foram colocados em algumas ambulâncias dos Bombeiros da zona do concelho da Amadora - Sintra, englobado no projecto Choque para a Vida, criado pelo Hospital da Amadora em 2001.

O INEM somente começou a colocar DAE nas suas ambulâncias em 2004, deixando os parceiros directos do SIEM (Bombeiros e CVP) de fora do seu projecto, somente no ano 2007 o INEM permitiu a entrada dos bombeiros no seu projecto, absorveu unicamente as corporações de Bombeiros do projecto Choque para a VIDA que acabou.

Somente no final de 2010, o INEM começa a englobar no seu projecto DAE os Postos de Emergência Médica existentes nos bombeiros, distribuindo cerca de 30 aparelhos esta semana e prever distribuir cerca de 100 DAE durante 2011, uma situação que somente peca por tardia.
Com a saída da legislação que regulamenta o uso do DAE por não médicos em Portugal, várias empresas do sector privado criaram projectos a nível nacional para o uso do DAE, cumprindo as imposições legais exigidas.

Um negócio que ira movimentar milhões de euros, quer na formação, venda de aparelhos e consumíveis. Empresas geridas normalmente por médicos e enfermeiros, estes últimos retratam os tripulantes como aprendizes de feiticeiros, curiosos e ignorantes, principais impulsionadores no bloqueio da formação dos tripulantes de ambulância, mas para ganhar dinheiro fácil os tripulantes de ambulância já servem.

Muitos corpos de Bombeiros a nível nacional, na falta de respostas da sua tutela sobre esse problema, fizeram acordos individuais com essas empresas, onde permite o uso legalmente do DAE pelos seus tripulantes no socorro às vítimas. Onde actualmente quase meia centena de Associações de Bombeiros tem DAE nas suas ambulâncias, indo contra as noticias saídas a publico, onde se dava a existência exclusiva dos aparelhos DAE somente nas ambulâncias do INEM.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Duarte Caldeira finalmente sai da LBP

O Senhor Duarte Caldeira presidente da Liga de Bombeiros Portugueses disse no jornal LBP que não se iria recandidatar ao cargo de presidente da LBP.

O mesmo discurso fez o senhor Duarte Caldeira a alguns anos atraz, disse que não se recandidataria e depois nos últimos instantes veio apresentar a sua candidatura.

O senhor Duarte Caldeira prepara-se para abandonar o barco onde foi capitão quase vinte anos, um barco que mete água por tudo os lados, onde já há muito tempo perdeu o leme e navega sem rumo, porque nunca teve um capitão digno para comandar um barco com essa envergadura, que agora prepara-se para os abandonar o barco deixando os seus marinheiros a uma morte certa, porque as balsas salva-vidas nunca foram adquiridas por quem de direito.

A comunidade internacional emitiu em 2010 a factura que os portugueses vão ter que pagar pela má gestão governamental praticada durante dezenas de anos por incompetentes, o ano 2011 é quando a factura vence, e posso adiantar que muitos corpos de bombeiros vão falir, vão ser penhorados e vendidos em hasta pública como meras empresas comerciais, porque quem devia apoiar “governo” está na banca rota, que já se anda a vender aos brasileiros, mexicanos, venezuelanos etc.

Já há muito tempo que os bombeiros deviam ter escolhido um líder para os orientar e lutar por eles, não quiseram, quiseram tapar os problemas em vez dos enfrentar e resolve-los como homens, muitos bons líderes se perderam para sempre no enredo dessa novela, iremos ver se finalmente com a saída do senhor Duarte Caldeiras da LBP teremos um bom capitão que consiga levar a um bom porto a carcaça que foi deixada à deriva num mar revolto.

terça-feira, dezembro 21, 2010

Esperou três horas por ambulância

Um corticeiro esperou, ontem, três horas por uma ambulância que o levasse ao hospital, depois de ter caído na rua e vomitado, após o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) ter recusado accionar o transporte, por não considerar urgente.

Mário Mendes Pereira, 43 anos, corticeiro em Santa Maria de Lamas, tinha acabado de sair das instalações da Segurança Social de Aveiro, quando subitamente caiu na rua, ficando um pouco roxo e vomitando. Esteve alguns minutos estendido no chão, acompanhado da sua companheira Maria Oliveira, esperando por socorro.

Pouco passava das 14.15 horas mas só depois das 17.15 horas uma ambulância dos Bombeiros Novos chegava ao local - o corticeiro foi, entretanto, transferido para o interior das instalações da Segurança Social, queixando-se de dores na coluna. O transporte foi feito depois de diligências de agentes de uma patrulha da PSP que passou pelo local e se inteirou da situação. O CODU, através do 112, alertado para a situação, considerou que não se tratava de um caso urgente, não accionando o transporte do corticeiro para a Urgência hospitalar.

Aquele só poderia ser feito por uma ambulância desde que o transporte fosse pago (10 euros).

"É uma vergonha", disse, ao JN, a companheira do corticeiro. "Ele tem problemas na coluna cervical, as mãos não têm firmeza, quando ele caiu ficou roxo e começou a vomitar", adiantou.

O comandante dos Bombeiros Novos, Ricardo Fradique, disse, ao JN, que o transporte foi feito por conta da corporação.

"Era uma situação que estava a tornar-se insustentável e a pessoa não ia ficar ali", referiu. Para o comandante dos Bombeiros Novos, a recusa do CODU em considerar urgente é um problema nacional.

"Temos tido muitas situações. Ainda no outro dia um familiar de um dirigente nosso teve uma trombose, o CODU não considerou urgente e a pessoa morreu", referiu. O JN tentou, sem sucesso, ouvir a versão do CODU.

Eu já algum tempo venho alertado para essa situação, com as medidas de austeridade existente no INEM, onde recusam socorro para quase tudo com fim economicista, situações dessas serão frequentes.

O ideal é o cidadão sair com umas notas no bolso para pagar uma ambulância em caso de socorro, porque os Bombeiros portugueses não tem nada que andar a financiar o Ministério da Saúde e os seus institutos.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

A revolta das coves.




Em Várzea de Meruge, Seia, Serra da Estrela, a população cansou-se de pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua.

Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos...
...e agradecer ao presidente e ao seu padrinho em S. Bento.
Nunca a frase «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...

Vale a pena ver as imagens.

É ainda curto, mas é um sinal de que o povo está aí, já se ouve ao longe os tambores... Um dia a paciência acaba-se...!





quarta-feira, dezembro 15, 2010

"TAS vs TAE"

Depois de ter escrito o artigo alusivo aos TAE e TAS que deu muita controvérsia, chega-me esse comentário expondo uma situação lamentável de um TAE que não sabe o seu lugar nem a sua função.

Eu sou bombeiro, tenho o curso de TAS desde 1998 tirado na ENB, as únicas diferenças do TAS para o TAE são que os bombeiros durante o curso têm uma semana de desencarceramento, os bombeiros têm de cortar chapa e estabilizar um veiculo enquanto o TAE só aprende a fazer imobilizações num acidente mas de resto é praticamente igual.Enquanto o bombeiro para fazer o curso de TAS já tem que ter o curso básico de socorrismo e experiência de 2 anos, o civil que assine um contracto com o INEM pode ser experiente em batatas porque depois é recebida a formação de TAE.

Num acidente em que estive eu, outros meios dos bombeiros e 1 ambulância do INEM tripulada por TAEs trabalhamos todos bem sem grandes complicações, até que o TAE vem ter comigo e me pede os dados da minha vitima para ele dizer ao CODU, eu só lhe respondi isto:
- Olha para a minha ambulância, estas a ver? é igual à tua!
- Ñ te passo dados da minha vitima, eu é que tenho que passar dados quando achar que deva passar ou que seja necessário.
TAE: Mas eu sou o mais credenciado no local.
Eu: então vai para junto da tua vitima, ñ me conheces de lado nenhum para dizeres que és mais credenciado que eu, mas mesmo assim dou-te os parabéns por dizeres á tua vitima para se deitar no plano em vez de fazeres a imobilização em pé.

Amigos, conheço TAEs e TAEs, 10% são grandes maquinas a trabalhar, muito profissionais, com uma nível de camaradagem acima da media e conheço 90 % de outros que são autentica merdas, mas os bombeiros são iguais, para mim só 10% é que estão bons os outros ñ valem a pena.

Em relação ao DAE, um curso que por muito estúpido que seja, pois o INEM só me vai certificar por saber carregar num botão a verdade é essa, o engraçado é que já existem centenas nos centros comerciais e nas ambulâncias dos bombeiros nem um, enquanto um segurança já tem o curso para operar um DAE e ñ tem pratica de reanimação mesmo tendo formação básica de socorrismo, os bombeiros que já estou habituados a reanimações ñ têm a merda de um curso que é uma mais valia para o INEM, quantas e quantas vezes o medico do VMER já me perguntou se ñ tínhamos DAE? o que espera o INEM???

Amigos e colegas eu ñ tenho o curso de DAE mas já utilizei mais que uma vez o dito aparelho, continuo sem perceber que curso é que querem dar, vão-me ensinar a rapar o peito da vitima, colocar as pás e ensinar a ouvir as instruções que são dadas por uma maquina para estúpidos?Ñ tem lógica.
Mas isto claro é a minha opinião.

autor Anónimo

É pena não existirem mais bombeiros como esse.

Abaixo os organismos de cúpula, vivam os orgasmos de cópula

Por Daniel Oliveira.

Um episódio está a aquecer o Parlamento. Nada tem a ver com os deputados.

A semana passada um colaborador do grupo parlamentar do PSD foi apanhado em flagrante delito, às sete da manhã, em pleno acto com uma amiga que não trabalha na Assembleia. A coisa pode parecer apenas interessante contada assim. Mas é muito mais do que isso. O acto aconteceu na sala do plenário. Infelizmente, a interrupção não terá permitido ao arrojado casal levar a fantasia até ao fim. Há sempre um empata.

Antes que a coisa saia na imprensa e comecem as condenações morais, quero deixar clara a minha admiração pelos pecadores. Porque respeito quem faz tudo para cumprir uma fantasia. Porque deram um contributo para a dessacralização do poder, aproximando assim aquele órgão de soberania das verdadeiras preocupações dos cidadãos. E porque, por uma vez, aconteceu qualquer coisa realmente interessante naquela sala (infelizmente não consegui saber qual foi a bancada escolhida).

Só lamento que, como de costume, quando realmente alguma coisa de construtiva começa ali a ser feita, seja deixada a meio. O meu abraço aos dois. Próxima aventura: Palácio de Belém?Parabéns ao intrépido casal porque:

a) Por uma vez que seja, a AR foi verdadeira e matematicamente paritária;
b) Demonstrou cabalmente que neste País a política é fodida. E que de deputado a de putedo pode ir, literalmente, um pintelho, pese embora não ter sido esse aparentemente o elenco desta (des)feita;
c) Às sete da matina já exibiam um ritmo e um grau de actividade que os mais dos deputados habitualmente nem às sete da tarde atingem;
d) Demonstraram que poder é bom enquanto dura, mas há que saber sair de cima quando o tempo de outrem sobrevém ao nosso;
e) Depois de lhes reprovarem o acto na generalidade, tiveram a decência e o bom-senso de passar à especialidade em sede mais recatada;
f) Forneceram o exemplo acabado de como, em Democracia, quaisquer coitados podem aceder sem restrições ao órgão máximo da representação popular (Coito dos Santos novamente na Educação, já!);
g) Demonstraram ainda, para gáudio de uns e vexame de outros, que naquela vetusta sala continua a haver quem use mudar de posição conforme as conveniências do momento.Tenho dito.

Autor Daniel Oliveira

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Armas há venda no portal OLX em Portugal.

Quando se fala na falta de insegurança em Portugal, já quem venda armas no Portal OLX em Portugal.

Um indevido de Setúbal está a vender uma pistola como se vendesse outro artigo qualquer

sábado, novembro 13, 2010

Para quando uma resposta do presidente da LBP.

Dia 24 de Novembro está marcada uma greve geral, onde todos os sindicatos e organizações portuguesas irão se manifestar contra as políticas de austeridades impostas pelo governo.

Uma greve que ira abranger todos os sectores da sociedade portuguesa, onde terá algumas consequências para a população, mas é uma forma de se tentar lutar para que as coisas melhorem.

Mas nem todos ainda se pronunciaram, principalmente a Liga dos Bombeiros Portugueses, que ainda não emitiu nenhum comunicado se irá aderir há greve ou iria tomar alguma forma de luta contra as medidas de austeridade impostas pelo governo, que irá levar aos bombeiros portugueses a uma perda operacionalidade deixando-os á beira ataque de nervos.

È a própria LBP que diz que partir de Janeiro de 2011 algumas associações de bombeiros puderam suspender o serviço de transporte de doentes por falta de capacidade financeira para suportar as despesas existentes, tudo devido aos cortes e á falta de pagamento das instituições ligadas aos Ministério da Saúde, uma situação que poderá por em causa o serviço de socorro as populações e irá mandar para o desemprego milhares de bombeiros.

Outra situação é o corte do reembolso do IVA às instituição de solidariedade social, uma situação que ira afectar os bombeiros portugueses gravemente, ira ser a uma machadada mortal às débeis finanças das associações de bombeiros, levando muitas a decretar falência técnica.

Entre essas e muitas outras situações a LBP ainda não se pronunciou, até parece que é o que está se a passar é normal, e a atitude da LBP é de um cordeiro, que espera uma morte certa sem tentar agir nem lutar pela sua existência.

terça-feira, novembro 09, 2010

A promiscuidade entre ANPC e os Bombeiros dá origem a suspeita de fraude.

A situação de promiscuidade entre algumas associações de Bombeiros com a ANPC não é de agora, o problema já vem do extinto SNB, onde algumas associações de bombeiros servem como entidades prestadoras de serviço, até como empresas de trabalho temporário para ANPC.

O esquema é fácil, ANPC contratavam elementos para os diversos serviços, mas esses elementos são obrigados assinar contrato com essas associações de bombeiros, onde depois a ANPC transfere as verbas para essas associações para efectuar os pagamentos a esses funcionários, tudo devidamente tratado pela existência de um protocolo entre algumas associações de bombeiros e a ANPC. Uma situação conhecida e aceite por todos, porque serve para alimentar o monstrosinho da ANPC.

Mas pelos vistos esse esquema era usado por algumas pessoas para desviar verbas para as suas contas pessoais e compra de bens pessoais.

Pelas denúncias públicas na comunicação social, existiam vários elementos escalados que deviam estar de serviço nos centros de operações da ANPC e não compareciam, mas eram, pagos como se estivessem, e os valores pagos a esses operadores virtuais iam para as associações de bombeiros, que depois procediam ao pagamento indevido a altas patentes da ANPC.

Uma situação demasiado grave, principalmente quando muitos operadores se queixaram de falta de efectivos nos centros de operações e estavam proibidos de fazer horas extraordinárias.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Afinal o 13º mês nunca existiu.

Os Ingleses recebem os ordenados à semana e claro, administrativamente ñ deixa de ser uma seca!

Mas ... há sempre uma razão para as coisas - e os "beefs" NÃO FAZEM NADA POR ACASO !!! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constroi mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar!

Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês.
Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.
Perguntarão porquê.

Respondo: Porque o 13º mês não existe.

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores. Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.
€ 700*12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.€ 8.400,00 + 13º Mês = € 9.100,00€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.
Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas que aprendeu no 1º Ciclo:

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)
O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00.

€ 700,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês

Surpresa, surpresa? Onde está portanto o 13º Mês?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.
Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês.
O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surripiou do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Ministério da Saúde não recebeu bombeiros, apesar de haver reunião marcada


Duarte Caldeira abandonou o Ministério depois de 40 minutos sem interlocutor.

Ao fim de 40 minutos de espera, a Liga dos Bombeiros abandonou esta tarde o Ministério da Saúde por falta de interlocutor. O Ministério quer reduzir os gastos com o transporte de doentes. Seria esse um dos temas da reunião entre o secretário de Estado, Manuel Pizarro, e o presidente da Liga de Bombeiros, Duarte Caldeira. A reunião deveria ter começado às 14h30. Acontece que a comitiva da Liga esperou durante 40 minutos nas instalações do Ministério, mas ninguém apareceu: nem o secretário de Estado, nem alguém a justificar a sua ausência, pelo que Duarte Caldeira decidiu abandonar o edifício.
Ainda acreditam que a palavra do ministério da saúde vale alguma coisa?
Andam a gozar com os bombeiros portugueses há décadas, e depois ainda têm atitudes dessas, o indicado seria a LBP aderir a greve geral marcada para 24 de Novembro.

Será que o senhor Duarte Caldeira tem coragem para isso?

terça-feira, outubro 19, 2010

O INEM vai pagar

Nos próximos dias, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai pagar os 5,5 milhões de euros de dívidas aos Bombeiros e Cruz Vermelha. Segundo o novo presidente do INEM, Miguel Soares Oliveira, em declarações à Lusa, a Instituição quer honrar os compromissos e tratar... com respeito os parceiros na emergência médica.

Finalmente um novo rumo.

domingo, outubro 17, 2010

Como se engana os tolos.

O senhor presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses Duarte caldeira pediu esclarecimentos ao Ministério da Saúde sobre as medidas de contenção na área do transporte de doentes, que tem originado uma redução significativa de transporte de doentes, como quis saber da situação da liquidação das dívidas que o Ministério da Saúde aos bombeiros portugueses, que ascende em mais de 20 milhões de euros.

A resposta do Ministério da Saúde será sempre satisfatória, mas tudo não passara de uma estratégia para enganar os tolos, porque é assim a mais de 20 anos, diz-se uma coisa e depois faz-se outra.

O presidente da LBP devia era informar o Ministério da Saúde que os bombeiros iriam exigir juros de demora sobre a divida que o Ministério da Saúde lhe deve, e como devia exigir que o Ministério da Saúde cumprisse o novo regulamento de transporte de doentes, celebrado em Agosto de 2009, e que trata-se de publicar em diário da república a nova tabela de pagamentos acordada na área dos transportes de doentes, onde o preço difere do tipo de ambulância e de serviço, em detrimento do actual sistema de pagamento, onde é pago 47 cêntimos por quilómetros para qualquer tipo de transporte de ambulância ou seja o mesmo preço para qualquer bitola.

O ultimato devia ser esse, ou se cumpre ou tem uma paralisação por tempo indeterminado, e durante o tempo de paralisação o MS trata-se de dar resposta aos pedidos das populações com os seus próprios meios, onde ano após ano tem vindo a gastar milhões de euros, quer no INEM quer na rede de hospitais, com aquisição de viaturas e tripulações para o transporte de doentes, denunciando que num futuro próximo, que os bombeiros somente efectuaram aquilo que organismos do ministério da Saúde não quiserem fazer.

sábado, outubro 02, 2010

Formação somente para quem tem dinheiro.

A escola Nacional de Bombeiros já há muito tempo que tem negligenciado a formação dos bombeiros portugueses, preocupa-se mais a dar formação a empresas que aos próprios bombeiros e ainda por cima se transformou-se num centro de recursos humanos da ANPC.
Nos seus quadros de pessoal foram metidos os elementos da FEB, operadores e muitos outros elementos oriundos da ANPC, que nada têm com a ver com os princípios básicos da Escola Nacional de Bombeiros, que é dar formação de forma gratuita aos bombeiros portugueses.

È lamentável que a Escola Nacional de Bombeiros, além de não dar formação aos bombeiros, está a ver os bombeiros como uma boa fonte de recursos financeiros, porque é essa mesma instituição, tem amabilidade de cobrar as associações de bombeiros cerca de 400 euros por formando que frequente um curso de 21 horas na área do combate a incêndios urbanos e industriais nos seus centros de formação, onde ainda se tem que levar todo equipamento, desde viaturas a equipamento de protecção individual.

È uma atitude lamentável praticada pela Escola Nacional de Bombeiros, pelos vistos consentida e aceite por todos, basta ver os inúmeros cursos dados nesses moldes, onde se prefere pagar do que reedificar, lutar e exigir que a Escola Nacional de Bombeiros cumpra os seus princípios, porque foi criada pelos bombeiros para os bombeiros, e não para ser aquilo que foi transformada actualmente, uma empresa de formação e de recursos humanos de instituições alheias aos bombeiros portugueses.

Se é assim, seria melhor os bombeiros criarem outra instituição para lhe dar formação ou abrir esse sector aos privados, porque com esse lóbi criado em volta da formação dos bombeiros portugueses, formação somente para quem tem dinheiro.

sábado, setembro 25, 2010

Transporte de ambulância gratuito, somente quando o INEM acciona.

O transporte de doentes de urgência gratuitamente no futuro, somente com numero CODU (INEM), todos os outros irião ser pago pelos utentes.

O Hospital Amadora-Sintra num folheto informativo dirigido aos utentes do estabelecimento, com o conhecimento das associações de bombeiros dos concelhos de Sintra e Amadora, assume com excepção com os pedidos de transporte validados pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), o transporte efectuados pelas corporações de bombeiros ou pela Cruz Vermelha Portuguesa a pedido directo do utente serão da sua inteira responsabilidade.

Assim por magia o hospital Amadora – Sintra e muitos outros hospitais deste país, aplicam uma nova doutrina, acabaram o acordo existente entre a Direcção Geral da Saúde e a Liga dos Bombeiros Portugueses, onde está estabelecido pela triagem Manchester, determina que, “situação for considerada emergente (cor vermelha, muito urgente (cor laranja) e urgente (cor amarela), a responsabilidade do pagamento recai sobre a entidade receptora”.

E agora?

Sabendo as deficiências existentes no CODUs, onde impera uma política economicista, tudo serve de pretexto para não accionar meios e fugir á responsabilidade do pagamento dos transportes de emergência, passando muitas das vezes a responsabilidade do pagamento para os hospitais. Com essa nova atitude de muitos hospitais em também fugirem ao pagamento, ou os cidadãos tem dinheiro para pagar ou ficam em casa à espera que a sua situação se saúde se agrave, para ter direito a um transporte gratuito para o hospital.

Com os graves problemas sociais e económicos existente no país, onde muita gente não tem dinheiro para comer e todos os cêntimos são importantes, como é que eles puderam suportar uma despesa do transporte numa situação de doença súbita ou acidente?

Mesmo que liguem para os bombeiros quando não conseguem ceder ao CODU ou que o CODU não assuma a responsabilidade de suportar financeiramente o socorro, quem tem dinheiro tem certamente o socorro garantido, quem não tem vai se transformar numa bola de pingue-pongue, entre organismos.
Dias difíceis e complicados se avizinham

sábado, setembro 18, 2010

Novas regras para os Tripulantes de Ambulância de Transporte.

A partir do dia um de Outubro de 2010, o curso de Tripulante de Ambulância de Transporte tem novas regras imposta pelo INEM. Para ser TAT passa a ser obrigatório o 9 ano, o que antevê um problema grave para muitos bombeiros profissionais, sem 9º ano não podem ser TAT, nem fazer a reciclagens, o que originara muitos despedimentos por justa causa por perda de competências nos bombeiros.

O curso de Técnicas de Socorrismo com 50 horas de formação, dado aos estagiários, quem tiver 50% na nota final, passa no curso TS, mas para que esse curso seja reconhecido como TAT pelo INEM, os estagiários tem que ter mais de 75% na nota final. Isso quer dizer que o TAT deixou de ser obrigatório para quem quer ser bombeiro, mas esses elemento não podem fazer serviço pré-hospitalar nem um simples serviço de consulta, e para ir a SD, basta ter uma nota final de 50% no TS.

Os TAT para poderem fazer a recertificação de TAT de 14 horas, tem que fazer a recertificação no primeiros seis meses depois de o curso ter caducado, acima dos seis meses o bombeiro têm que fazer o curso de TAT de 35 horas.

Também passou a fazer parte do conteúdo programático do curso de TAT o RCP pediátrico, extracção imediata e imobilização em plano com a vítima na vertical.

Os corpos de bombeiros serão informados atempadamente dessas alterações pela ENB.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Os bombeiros portugueses devem obrigar o estado a pagar juros de demora.

A lei que obriga o estado a pagar juros de mora nos pagamentos das suas dívidas entrou em vigor.

A grande maioria dos corpos de bombeiros nacionais está a passar por dificuldades financeiras porque os hospitais e o INEM não pagam o que devem. São muitos milhões de euros por receber, resultantes de atrasos consecutivos pelo pagamento dos serviços de transporte de doentes efectuados pelas associações de bombeiros, que esperam e desesperam por verem liquidadas essas dívidas.

O dinheiro cobrado por quilómetro por serviço não cobre as despesas, e ainda por cima tem que esperar vários meses para serem reembolsados pelo serviço efectuado, muitas das vezes o tempo de espera ultrapassa mais que um ano, e tudo serve de pretexto para não se pagar, ou falta uma credencial, uma assinatura ou um carimbo para o serviço vir para traz.

Mas por outro lado é ver esses organismos públicos adquirirem equipamentos, contratação de pessoal e investirem no que não devem. Mostrando desenvolvimento e austeridade, criticando muitas das vezes os seus credores que não cumprem as normas legais, como exemplo algumas noticias que tem saído sobre o transporte de doentes, mas por outros lados são eles que são os principais culpados de tais situações que dão a origem a essas irregularidades.

O presidente da LBP Duarte Caldeira já devia ter arregaçado as mangas e mandado um murro em cima da mesa, e exigir os organismos governamentais liquidem as dívidas em trinta dias, ou sujeitam-se ao pagamento de juros de mora.