sábado, maio 02, 2009

Portugueses esperam impacientes o primeiro caso de Gripe Mexicana.

A atitude dos nossos jornalistas, políticos e de algumas organizações tudo apontam que esperam impacientemente o primeiro caso de gripe Mexicana em Portugal. Qualquer caso suspeito, mesmo que ridículo que seja, faz a abertura dos noticiários televisivos, os órgãos de comunicação social ficam histéricos e caem no ridículo.

Julgo que as forças de autoridade deviam ter um plano de contingência para proteger o primeiro cidadão português portador do vírus da gripe Mexicana como da sua família dos órgãos de informação social.

Em alguns países as coisas passaram do limite, obrigando as entidades criarem meios de protecção as famílias dos doentes infectados, como estão a ser investigados pelas serviços de saúde de alguns países como foi possível informação confidencial dos doentes ter chegado aos jornalistas.

Como não existe ainda gripe Mexicana em Portugal, teremos que nos contentar com os casos dos outros países.

quarta-feira, abril 29, 2009


O Serviço Nacional de Saúde tem um plano de contingência para fazer face a epidemia da gripe suína caso se ela atingir Portugal.

Esse plano prevê que um doente com suspeita de ter contraído a gripe suína ligue para a linha saúde 24, uma linha polémica que tem estado na ordem do dia pelas contastes guerras entre os senhores doutores enfermeiros e a administração. Caso se verifique que o doente tenha gripe , a saúde 24 ira ser contactado o INEM que accionara uma ambulância desse instituto para fazer o transporte do cidadão até uma unidade de saúde referenciada.

Uma situação de imparcialidade no sistema nacional de saúde e de socorro, porque basta ver como funcionam os nossos serviços de urgência, estão sempre em plano de continência, pelo seu mau funcionamento constante e crónico, que já habituaram os portugueses a longas filas de espera, onde esta tudo ao molho e fé em deus.

Os doentes com gripe suína são transportados pelo INEM. Um instituto que diariamente recusa accionar ambulâncias para centenas de situações de emergências, poupando milhões de euros, mas esse instituto agora já pode disponibilizar e suportar a despesa do transporte em ambulâncias próprias para levar um doente com uma simplesmente gripe.

Assim vale mais ter gripe do que um acidente de viação, queda ou outra coisa grave, pelo menos sabemos que não necessitamos de pedinchar meios de socorro e iremos para uma unidade de saúde referenciada que nos prestara um serviço condigno para seres humanos.

Portugal no seu melhor.

terça-feira, abril 28, 2009

Bombeiro diz que GIPS o detiveram por fazer contra-fogo autorizado

As novas directivas sobre a legitimidade de executar fogo controlado e contra-fogo não acabaram com o atrito que o assunto tem gerado entre bombeiros e Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR. Na quarta-feira da semana passada, no combate a um incêndio, em Montalegre, os ânimos entre as duas forças exaltaram-se.
As versões do conflito são diferentes. Segundo os bombeiros de Montalegre, um elemento do GIPS exigiu ao soldado da paz que executou uma operação de contra-fogo que lhe exibisse a licença que o acreditava para o efeito. O bombeiro em causa terá dito que estava autorizado para o fazer pelo comandante distrital, conforme dita a nova legislação sobre o assunto. Mas o elemento da GNR terá mantido a posição. A teima terá gerado, inclusivamente, uma discussão azeda e, segundo os bombeiros de Montalegre, os elementos da GNR deram voz de detenção ao jovem bombeiro, quando este quis abandonar o local para continuar a apagar o fogo, que estava controlado, mas não extinto.
A versão dos GIPS é outra. Segundo fonte da GNR, que preferiu não ser identificada, não houve detenção. “Apenas foi pedida uma identificação, não formal, para que ficasse registado no relatório quem procedeu ao contra-fogo. É um procedimento normal”, garantiu a mesma fonte. Confrontado com a situação, o comandante distrital do Centro de Operações e Socorro e Protecção Civil, Carlos Silva, desvalorizou a polémica, alegando que os GIPS estarão ainda a fazer uma “interpretação da anterior legislação”. “Mas a nova legislação é clara. Os bombeiros são quem têm a responsabilidade no combate ao fogo e, por isso, quem decide sobre as técnicas que usam”, explicou Carlos Silva. Esta não é a primeira situação de conflito entre as duas forças na região.
Em Agosto do ano passado, aconteceu uma situação semelhante em Valpaços.
Este ano promete, a relação entre a GNR e os Bombeiros vai de mal a pior.

segunda-feira, março 16, 2009

Um socorro demasiado lento

A primeira hora após o acidente é de vital importância para sobrevivência de um politraumatizado, quanto mais precocemente a vítima for estabilizada em unidade hospitalar, de preferência numa unidade de trauma, maiores serão as possibilidades de sobrevivência. Algumas estatísticas determinam que por cada minuto perdido a taxa desce 1%.

Assim todos os profissionais do pré-hospitalar sabem da existência da hora de ouro
(the golden hour).

Mas em Portugal anos estamos anos-luz de cumprir conceitos internacionais na área do pré-hospitalar, e o acidente ocorrido Sebolido, em Penafiel, foi um caso de um socorro demasiado lento, andamos de 8 para 80, se a alguns anos era carregar e acelerar para o hospital, actualmente perdemos demasiado tempo a fazer bonitos trabalhos desnecessários para o espectáculo mediático e de protagonismo individual.

As vítimas demoraram cerca de três horas e meia a chegar a uma unidade hospitalar, onde ainda por cima se veio constatar que essa unidade hospitalar não era a mais adequada para a situação clínica das vítimas, demorando mais umas quantas horas para que fossem transferidos para uma unidade hospitalar diferenciada e adequada à situação clínica das vítimas.

Um automóvel com dois meninos de quatro e de sete anos a bordo destravou-se e deslizou de uma altura de cerca de 18 metros para a EN 108, junto ao miradouro de Sebolido, em Penafiel.

Passavam poucos minutos das 13 horas quando o Citroen C4 se destravou e deslizou do pátio, destruindo a vedação da moradia e caindo de uma altura de cerca de 18 metros.

Quando os Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios chegaram ao local, as crianças estavam fora da viatura, e os pais estavam em estado de choque junto às duas crianças gravemente feridas. Os meninos ficaram politraumatizados com a queda.
O mais novo (de quatro anos) encontrava-se em coma, com uma fractura do crânio e teve de ser entubado e ventilado. Ainda segundo informações prestadas pelo INEM.

Face à gravidade dos ferimentos das duas crianças, foi enviado o helicóptero do Hospital de S. João, no Porto, para Sebolido. O aparelho transportou os meninos, acompanhados por um médico e por um enfermeiro, para a Urgência Pediátrica daquela unidade hospitalar. Chegado à Invicta pelas 16.30.horas.

O hospital de São João não tinha capacidade para tratamento das crianças, tendo sido depois transferidas para a unidade pediátrica do hospital de santa Maria em Lisboa durante a noite.

O acidente deu-se cerca das 13 horas tendo as crianças chegado ao hospital somente as 16H30, onde ainda foram transferidas para o hospital de Santa Maria em Lisboa.

domingo, fevereiro 15, 2009

Terrorismo?

Adam Dolnik, perito em prevenção da criminalidade de uma universidade Australiana, admitiu ao Jornal Destak a hipótese de os fogos que têm devastado a Austrália – que vitimaram 181 pessoas – terem sido iniciados por fundamentalistas Islâmicos.

Fonte jornal Destak

Pelos menos é uma hipótese que as entidades Australianas estão a investigar, coisa que as entidades portuguesas não o fizeram correctamente em 2003, onde fizeram vista grossa para centenas de relatos das populações, que por varias vezes viram avionetas (principalmente uma célebre avioneta preta sem matricula) que sobrevoavam as zonas florestais e largavam objectos que explodiam no solo, como as dezenas de artefactos incendiários encontrados pelos bombeiros e populares em zonas florestais e os inúmeros incêndios que eclodiram por causa naturais durante a noite, fenómenos somente existentes em Portugal.

As nossas entidades preferiram apontar para ineficácia dos bombeiros portugueses, que não tinham mãos a medir para fazer face aos inúmeros incêndios que eclodiam, esquecendo-se investigar as causas dos milhares incêndios ocorridos nesta época.

Seria interessante analisar os incêndios ocorridos em 2003 e contrapor até as datas de hoje os sectores da nossa sociedade ganharam e evidenciaram-se depois dos grandes incêndios de 2003.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Clima do alarmismo

A Autoridade Nacional Protecção Civil colocou o continente português em Alerta Laranja e Alerta Vermelho a zona litoral, tudo por causa do mau tempo que dizem que vai atingir o território nacional, mas teima a chegar, somente no mar apresenta uma ondulação elevada, nada que os marinheiros não estejam habituados nesta época.

Na ANPC vive-se o clima do alarmismo, porque com tantos alertas emitidos, muitas das vezes desnecessários, pode originar que os cidadãos deixem de acreditar nos alertas da ANPC, e isso pode sair caro quando for uma situação justificável.

Julgo que existe necessidade de contenção nos alertas por parte da ANPC, bastava simples avisos de prevenção para chuvas intensas e queda de neve e alertar as identidades competentes para ficarem sobreaviso e tomarem as acções necessárias de prevenção, como se fazia anteriormente, não criando um clima de alarmismo na população constantemente.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Uns falam outros trabalham

Os alertas de mau tempo foram devidamente anunciados, mesmo assim o país não estava preparado para fazer frente a neve e ao gelo que fez sentir em várias zonas do país, que originou milhares de condutores ficassem bloqueados nas estradas portugueses durante dezenas de horas sem qualquer ajuda ou assistência.

A Autoridade nacional de Protecção Civil falhou, não preparou antecipadamente toda a estrutura para fazer face a intempérie que atingiu o país. No terreno somente existiram os Bombeiros, alguns agentes de autoridade local, onde a falta de efectivos e meios é sentida todo o ano, que tiveram mais uma vez se desmultiplicar para acudir a pedidos fora do seu âmbito operacional pela ineficácia de certas entidades.

Por outro lado os senhores a ANPC andavam passear nas zonas efectuadas com os seus velos veículos de topo de gama com tracção as quatro rodas, a mostrar as suas belas fardas pretas a condizer com o clima a darem entrevistas para a comunicação social, e os bombeiros e os andavam trabalhar com veículos inapropriados, alguns com amais de 30 anos, como eu vi na TV, onde mais uma vês foram mão-de-obra para tudo, desde andarem a rebocar carros de condutores comodistas e irresponsáveis, a fazerem de transportes públicos, levar refeições etc.

Mais uma vez deu para ver que ANPC gosta muito de falar e mandar, mas trabalhar é coisa somente para os bombeiros, que foram a entidade que se mais evidenciou-se, que trabalham 24 horas por dia e todo o ano, a ainda por cima estiveram que andar a fazer aquilo que é da responsabilidade dos outros, com agravante de ainda poderem ser criticados por falta de capacidade e por alguns erros cometidos.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço.

No alvará para a criação de uma empresa privada de ambulância, ou para outra qualquer entidade, é imposto legalmente que exista parqueamento coberto para as ambulâncias, como exista instalações condignas para as tripulações, com balneários, zonas de lavagem e limpeza de material e zona de armazenamento de material etc.

Esta imagem mostra uma ambulância do INEM no seu habitual parqueamento, não existe qualquer telheiro para a protecção do veículo, uma situação comum pelo país e idêntica a muitas VMERs.

No estado que essa ambulância se apresenta não esta em condições de prestar qualquer tipo de socorro, a temperatura na célula sanitária deve estar negativa, e dificilmente o sistema de aquecimento do veículo aquecerá em tempo útil a célula sanitária, alem dos danos que as temperaturas puderam ter no material existente.

Uma atitude negativa de um instituto que devia dar o exemplo e ser referencia no socorro a nível nacional.
Imagem do blogue formasocorro

segunda-feira, novembro 17, 2008

Diferentes porquê?

Exmo. Sr. Director do nova Odivelas,Venho por este meio dar-lhe conhecimento de uma situação que se passou comigo no dia 22 de Setembro de 2008 e que pela sua gravidade penso dever ser denunciada publicamente.
Sou residente na Freguesia de Famões há cerca de 6 anos e pela primeira vez na noitede dia 22 de Setembro passado, pelas 00h30 precisei de uma ambulância para me transportar ao hospital devido a uma crise de contracções e dores abdominais fortes eincapacitantes.
Com a ajuda do meu companheiro ligámos 112 cujo operador nos remete para os Bombeiros de Odivelas dizendo que estes casos são resolvidos pelos bombeiros, o que fizemos de imediato, tendo obtido a insólita resposta: «Para efectuar o transporte, nãosendo sócio da corporação, terão de pagar no acto 30,00€. Ou como não se trata de um caso grave poderá chamar um táxi»…
Por dificuldades económicas não dispunha na altura desse valor, facto que alegueiao bombeiro que me atendeu mas sem resultado pois só me prestariam socorro caso pagasse os 30 euros.
Na aflição e sem outro recurso o meu companheiro foi bater à porta de vários amigos até conseguir o valor em questão, facto que conseguiu perto da 1 hora da manhã.Em acto continuo o meu companheiro ligou pela 3ª vez para os bombeiros de Odivelas dizendo que já tinha o dinheiro e que precisava que me levassem para Santa Mariacom urgência.
A ambulância chegou finalmente e dei entrada em Santa Maria pela 01h30 tendo ficado internada 4 dias com diagnóstico de uma oclusão intestinal grave que segundo os médicos a demorar mais tempo teria perigado a minha vida.Ora deixo aqui algumas dúvidas que gostaria de ver esclarecidas por quem de direito.Pergunto: Será que tenho de mudar de Freguesia para ter acesso aos cuidados básicosde Saúde gratuitos mencionados na constituição da república?
Sim porque já falei com muita gente e todos me dizem que isso só se passa com os Bombeiros de Odivelas?
Então e os de Caneças e da Pontinha quem paga?
O Estado? Então e os subsídios que recebem do Estado são iguais para todos?!
Esqueci-me de lhes perguntar se o reciboque me passaram serve para o IRS, sim porque com certeza devem pagar impostos do dinheiro que recebem nestes casos, ou não?Senhor Director do nova Odivelas, considerando que o vosso jornal é um fórum de informação importante do concelho de Odivelas e se tem pautado pela denúncia pública de situações inacreditáveis agradeço uma investigação sobre este assunto e disponibilizo-me desde já para lhe prestar todas as informações que desejar.

Fonte :www.novaodivelas.pt

Se um instituto público se recusa accionar uma ambulância por achar que a situação não digna de ser considerada uma situação de emergência, não posso criticar os BV de Odivelas pela sua atitude.

Aconselho todos os cidadãos desse país andarem com 30 a 50 euros na carteira para as situações de emergência súbita.

quinta-feira, novembro 06, 2008

A montanha pariu um rato


O operador do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que, em Fevereiro, enviou uma ambulância de Almeirim para assistir uma vítima de ataque cardíaco que estava a 400 metros do quartel de bombeiros de Samora Correia teve «comportamento negligente», escreve a Lusa.

A conclusão do processo de averiguação instaurado pelo INEM foi divulgada segunda-feira na reunião da Câmara Municipal de Benavente, através de um ofício do gabinete do secretário de Estado da Saúde em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela autarquia a 12 de Março
A vítima era cirurgião e auditor no Hospital de Vila Franca de Xira onde trabalhava há mais de 20 anos depois de ter sido médico de família nos postos de saúde de Samora Correia, Porto Alto e Barrosa.

Um processo de averiguação que penaliza unicamente o operador do INEM, sem no entanto penalizar os outros intervenientes do SIEM.

É de salientar que a chamada de socorro dentro das centrais CODU passa no mínimo por três pessoas, o OPCEM a pessoas que recebe a chamada, o Médico regulador que visiona e valida a chamada e o operador da central rádio que despacha os meios.

Como foi possível somente existir um culpado?

Afinal qual o papel dos médicos reguladores das centrais CODU?

Os Bombeiros de Almeirim estão isentos de culpa?

Como é possível os bombeiros de Almeirim receberem uma chamada para fora de zona e não alertarem para a existência de um quartel de bombeiros mais próximo do local da ocorrência?

A montanha pariu um rato assim ditou um processo de averiguações com muitas irregularidades, que somente culpou uma só pessoas, deixando os outros impunes.

terça-feira, novembro 04, 2008

As garras da Fénix

O actual presidente da LBP finalmente mostrou as garras da sua Fénix, que a algumas décadas somente tem sido uma figura submissa aos órgãos da tutela, onde somente piou baixinho submetendo-se a tudo a todos, sem nunca mostradas as suas garras.

O presidente da LBP durante o congresso fez declarações polémicas e desafiadoras contra aos órgãos da tutela, como se aliou-se á federação do Bombeiros do distrito de Lisboa, que não se representara este ano no encerramento do DFCI deste ano em Lisboa.

Iremos ver se a atitude é para manter ou se é sol de pouca duração, porque se realmente o senhor Duarte Caldeira levar as suas revindicações até ao fim, os bombeiros portugueses terão que estar preparados para formas de lutas mais duras e duradouras, com sequências nefastas para a população civil, se realmente quiserem que o MAI e o SNS cedam as reivindicações exigidas que puderam ditar a sobrevivência dos corpos de Bombeiros portugueses.

quinta-feira, outubro 30, 2008

A prepotência do INEM

Muitas vezes insurjo contra este instituto público como o modo trata as chamadas de socorro e as entidades envolventes no SIEM.

E cada vez tenho mais razão no que escrevo, basta por isso ler as notícias que saem diariamente sobre esse instituto, onde cidadãos morrem a espera de socorro ou são transformados em armas de arremesso entre as entidades envolvidas no sistema.

O recente caso de Santarém e as chamadas de socorro não atendidas, mostrou a realidade diária do que se anda a passar, realidade pintada de maneira diferente da realidade, onde uma simples chamada de socorro é transformada num verdadeiro inferno para quem necessita de ajuda.

Tudo isso somente acontece pela prepotência no INEM, que faz da linha 112 uma autêntica mercearia de bairro, onde escolhe o que quer, como quer, e se o produto não lhe agrada tenta o despachar para os outros parceiros, parceiros que depois têm que fazer aquilo que agrada ao INEM como o que não agrada ao INEM, com agravante de muitas das vezes suportarem os custos dos serviços ou cobrarem o serviço prestado a quem necessite a de ajuda.

Até quando é que iremos fechar os olhos e compactuar com essa situação?

Esta na altura de se proceder a criação de verdadeiras centrais de socorro ou de emergência como lhe queira chamar, centrais idênticas aos dos países civilizados, onde qualquer pedido de socorro é tratado de uma forma profissional por pessoas competentes, que gerem todos os meios de socorro disponíveis das diversas entidades pertencentes ao sistema, onde uma simples chamada de socorro é recebida e resolvida internamente e gratuitamente, não existindo outra forma de se obter meios de socorro além dos accionados por essa central.

Em quanto isso não acontecer, o socorro em Portugal será sempre uma incógnita, porque ninguém sabe que meios estão disponíveis nem o que andam a fazer.

sábado, outubro 25, 2008

Senhores Bombeiros tenham dignidade.

Os Bombeiros de Mirandela accionaram uma ambulância para o transporte de um cadáver, que se encontrava dentro de uma ambulância do INEM. Somente porque esse instituto público se recusa a transportar o cadáver para a morgue local.

Se não é da função do INEM transportara o cadáver muito menos dos Bombeiros, o INEM que crie veículos para esse tipo de transporte ou que faça acordos com as agências funerárias.


O corpo de um doente que faleça numa ambulância a caminho do hospital pode ter de esperar horas parado numa estrada por um transporte alternativo porque formalmente não pode seguir viagem na mesma viatura·

Aconteceu quinta-feira no distrito de Bragança, quando uma vítima de AVC, vulgarmente conhecido como trombose, faleceu a meio caminho entre Torre de Moncorvo e Bragança, na zona de Caravelas, próximo de Bornes.Segundo várias entidades envolvidas na operação e ouvidas pela Lusa, o corpo da vítima esperou mais de uma hora na estrada nacional 102 até estarem concluídos os procedimentos para ser transportada para a morgue de Bragança.

De acordo com o primeiro-sargento Camilo, da GNR Mirandela, aquela força de segurança foi chamada ao local por volta das 17h20.Segundo contou, uma ambulância do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) estava a transportar o doente, tendo vindo ao seu encontro a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação).

O doente não resistiu a um AVC, acabando por falecer a meio dos cerca de 100 quilómetros que separam Torre de Moncorvo de Bragança, tendo o óbito sido declarado pelo médico da VMER.A partir do momento em que é confirmado o óbito, o INEM cessa a sua função e a ambulância pára, segundo disse Lusa fonte do Instituto sublinhando que «não é missão do INEM transportar cadáveres».Segundo explicou, quando ocorre o óbito é accionada a autoridade mais próxima, neste caso a GNR, que fica no local junto ao corpo até chegar o transporte alternativo.

A finalidade, de acordo com a fonte é «libertar os meios de emergência, nomeadamente as ambulâncias para a sua missão de socorro».Porém neste caso, a VMER ficou imediatamente disponível, mas a ambulância do INEM que transportava o doente falecido manteve-se no local até chegar uma outra ambulância dos bombeiros de Mirandela que fez o transporte para a morgue de Bragança, onde chegou por volta das 19h30.

Os intervenientes admitem que este processo possa parecer «chocante», mas dizem que são as regras, de que discorda o delegado distrital de Saúde de Bragança.

Victor Lourenço defende que «a ambulância em transporte do doente urgente deve seguir para a morgue», e não encontra qualquer justificação de saúde para este procedimento.Para o delegado de saúde, a forma de resolver este tipo de situações e agilizar e libertar realmente os meios de socorro seria licenciar em Portugal os carros de transporte de cadáveres, à semelhança do que já acontece em outros países da União Europeia, nomeadamente na vizinha Espanha.

sexta-feira, outubro 24, 2008

TAS VS TAE parte II

Ser Bombeiro não obriga que sejamos tripulante de ambulância de socorro TAS, obrigatoriamente tem que ser Tripulante de Ambulância de Transporte, mas como é sabido que para ser TAT ou TAS nos Bombeiros portugueses obriga legalmente fazer a formação inicial de bombeiro.

Assim também é verdade se prestar serviço para o INEM não seremos obrigatoriamente TAE, o que realmente é estranho que o INEM chame as seus funcionários com a categoria profissional “TAS” de TAE, somente por esses trabalharem para aquela instituição. Na Agencia Nacional para Qualificação, não exista qualquer referência a TAE, somente TAS, ou será que o INEM também muda os nomes as categoria profissional aos médicos, enfermeiros ou a outras classes profissionais que prestam serviço nesse instituto?

Esse instituto público teve a audácia de mudar o nome dos Tripulantes de Ambulância de Socorro, com formação e competências reconhecidas legalmente e passou-lhe a chamar Técnico de Ambulância de Emergência, somente para tirar algum proveito de imagem perante a opinião pública, e evidenciar-se das outras entidades prestadoras do mesmo serviço em Portugal.

Como foi mais longe, conseguiu publicar em diário da república essa categoria com índices salariais e progressão de carreira, sem especificar formação e competências dessa categoria profissional, porque se fosse publicada a formação e competências colidia certamente com a formação e competências dos TAS, dando a origem a duas categorias profissionais com formação e competências e idênticas, que aos olhos da lei e do ANQ é ilegal.

Assim seria muito correcto e benéfico para todos rever essa situação, porque as categorias profissionais não se definem pelas instituições para qual se trabalha, mas sim pela formação e competências legalmente obtidas, ou somos todos TAE ou somos todos TAS, independente de sermos funcionários públicos, Bombeiros, CVP, ou de empresas particulares, onde exercemos funções de TAS.

Essa é a minha opinião, partilhada por muita gente e criticados muitos outros.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Obrigado Sr. Ministro pelo que presenciei…

É desta forma que deixo a minha revolta e indignação.Ontem, Sábado 11/10/2008 cerca das 14:30 horas, através do telemóvel 96416...., alertei o numero 117 de que havia uma cortina de fumo negro saindo da floresta nas Matas Nacionais da Tocha, Concelho de Cantanhede, e de que seria um incêndio que estava a deflagrar, ao qual perguntei se já tinhamconhecimento.
Disseram-me que não.

Frisei e alertei novamente da situação em causa, responderam, "O senhor está a ver mal, as condições atmosféricas não são propicias para incêndios".(...)Qual o numero para que posa alertar em caso a existência de incêndio???

e-mail de um leitor do Blog bombeirosparasempre

Assim funcionam as centrais de socorro portuguesas.

terça-feira, outubro 21, 2008

Oficiais Bombeiros, um problema complexo.

Ainda esta semana um jovem Bombeiro que fez recruta há pouco meses, insurgiu-o contra um chefe alegando que para ano era ele mandava no chefe, e o chefe se pose-se a pau.
O respectivo Bombeiro esta a acabar um curso superior, um curso superior que somente serve para ter canudo, porque na prática nem sabem ser adultos.

Mas o projecto a futuro oficial Bombeiro até tinha razão, a lei assim dita, basta ter um curso superior e mais algumas horas de formação, um reles oficial de 2 classe, que sabe o mesmo que um bombeiros de terceira classe, ficam com poderes superior a uma chefia, como:


Funções
1 - Ao oficial bombeiro incumbem funções de comando, chefia técnica superior, estado -maior e execução, nos termos definidos nos números seguintes.
2 - Ao oficial bombeiro superior compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro;
b) Chefiar departamentos e áreas de formação, prevenção, logística
e apoio administrativo;
c) Exercer funções de estado -maior;
d) Ministrar acções de formação técnica;
e) Instruir processos disciplinares.
3 - Ao oficial bombeiro principal compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro que envolvam, no máximo, duas companhias ou equivalente;
b) Chefiar departamentos e áreas de formação, prevenção, logísticas apoio administrativo;
c) Exercer funções de estado -maior;
d) Ministrar acções de formação técnica;
e) Instruir processos disciplinares.
4 - Ao oficial bombeiro de 1ª compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro que envolvam, no máximo, uma companhia ou equivalente;
b) Chefiar actividades nas áreas de formação, prevenção, logística e apoio administrativo;
c) Exercer funções de estado -maior;
d) Ministrar acções de formação técnica;
e) Instruir processos disciplinares;
f) Participar em actividades de âmbito logístico e administrativo.
5 - Ao oficial bombeiro de 2ª compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro que envolvam, no máximo, dois grupos ou equivalente;
b) Exercer as funções de chefe de quartel em secções destacadas;
c) Chefiar acções de prevenção;
d) Executar funções de estado -maior;
e) Ministrar acções de formação inicial;
f) Instruir processos disciplinares;
g) Participar em actividades de âmbito logístico e administrativo.
6 - Ao estagiário cumpre frequentar com aproveitamento o estágio de ingresso na carreira de oficial bombeiro.

Um problema complexo, já não bastava de existir elementos de Comando sem perceber nada de Bombeiros a comandar bombeiros, agora teremos brevemente putos a chefiar homens, Homens que tem dezenas de anos de experiencia como Bombeiros que são postos de parte e por um decreto-lei.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Bombeiros, o sucesso e a eficácia do DFCI

São a maior força de combate a incêndios florestais existente em Portugal, constituída por mais 4800 elementos permanentemente, composto por 728 viaturas de combate ECIN a e 439 viaturas de apoio logístico ELAC, espalhadas por todos os distritos do continente, essa é força dos Bombeiros mantêm uma eficácia 100% nas suas missões.

São os primeiros a pisar o campo de batalha e os últimos abandona-lo, conhecem o campo de batalha e as suas armadilhas, uma batalha onde o inimigo não faz reféns, não faz tréguas, uma luta desigual, onde os erros pagam-se com a própria vida. Assim a disciplina, conhecimento e equipamento é a melhor arma que possuem, e os que os une é a arma secreta, que faz avançarem no terreno quando os outros recuam.

São equipas criadas sazonalmente nos quartéis de Bombeiros nas épocas de verão, constituídas por bombeiros, que durante o ano todo seguram os diversos tipos de serviço de socorro as suas comunidades, quer em regime profissional quer em regime voluntário, que durante o verão dão mais disponibilidade além que normalmente são obrigados a dar anualmente, para formarem as equipas de ECIN e ELAC, muito mal pagos e constantemente ignorados pela estrutura, mas são eles intervêm em todas operações de combate a incêndios florestais nas suas áreas de actuação próprias AAP, e frequentemente usados para criarem os grupos de combate ou de reforço a incêndios florestais, que percorrem o país de lés a lés para dar apoio aos corpos de Bombeiros que necessitam de ajuda.

São esse homens e mulheres que se deve a eficácia do DFCI, que exigem serem tratados de forma idêntica as outras identidades recentemente criadas pela ANPC para comporem o DFCI, elementos que nunca viraram as costas ao seu país em qualquer momento, mesmo quando os órgãos de subornaria do seu país que lhe viram as costas constantemente.

Fénixhttp://voo-da-fenix.blogspot.com/

terça-feira, outubro 07, 2008

Mais três ambulâncias de socorro no distrito da guarda.


Três ambulâncias de socorro, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entraram em funcionamento no distrito da guarda, nos concelhos de Trancoso, Figueira do Castelo Rodrigo e Sabugal.

O INEM passa assim a contar com 59 nove ambulâncias de socorro operada directamente por funcionários desse instituto.

Em Janeiro de 2008 a Liga dos Bombeiros Portugueses em reunião com à secretaria de estado Adjunta e da Saúde, Carmem Pgnatelli, foi proposto a criação de 50 postos PEM nos corpos de Bombeiros como a formação de 200 tripulantes de ambulância de socorro.

Mas até a data somente foi criado um posto PEM nos Bombeiros Portugueses, nos Bombeiros da Lourinha, e formação nem vela, mas em contrapartida o INEM cria PEM em zonas onde já existem meios de socorro, que depois faz concorrência desleal com os Bombeiros locais, accionando somente as suas ambulâncias e despejando nos Bombeiros os serviços que não lhe apetece efectuar ou que não tenham capacidade de os efectuar. Aos Bombeiro fica a obrigação e a imposição de efectuar esses serviços sem terem sustentação económica para terem elementos e meios para os efectuar, como ainda têm suportar os encargos do socorro ou exigirem o pagamento aos cidadãos pelos serviços efectuados, dando a origem a situações descritas no artigo anterior deste blogue.

Um jogo de pingue-pongue cada vez mais frequente, que ira se estender de norte a sul do país, um jogo imposto pelo sistema com sequências bastante conhecidas.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Obrigado, Sra. Ministra da Saúde! Pela Vergonha, que eu presenciei!

Gostaria de dar conhecimento, de uma situação repugnante, digna de um pais de 3º mundo, a que eu hoje assisti, infelizmente não era num país de 3º mundo, mas sim no país em que eu vivo, Portugal, mais precisamente, ao pé da Santa Casa da Misericórdia, no Poço do Bispo, em Lisboa.

Hoje dia 04/10/2008, presenciei já perto das 11.00 Hr, uma senhora que se encontrava, na parte exterior desse edifício, prostrada no chão e a gritar imenso com dores violentas, junto dessa Sra. encontravam-se algumas pessoas, que lhe tentavam prestar a ajuda possível.

Foi-me informado, que já tinha sido efectuados 3 telefonemas para o INEM, desde as 10.00 H, da manhã e que tinha sido recusado a prestação de auxilio médico a essa pessoa, que contactassem os bombeiros mais próximos, que eram eles que efectuavam esse serviço!

Mesmo assim, foram contactados os Bombeiros Voluntários do Beato e de Cabo Ruivo, uns não tinham ambulâncias disponíveis e os outros a troco de 30 euros, efectuavam o serviço!
Eram 11.30 Hr, quando apareceu uma ambulância com a matricula 01-48-XP do INEM, os mesmos que se tinham recusado a prestar o serviço desde as 10.00 H, e finalmente essa senhora foi socorrida ao fim de 1 hora e 30 minutos!

Quem é o responsável por esta situação? Não sei qual o desfecho da situação clínica da pessoa em questão, mas alguém deve ser responsabilizado, pelo sofrimento que essa pessoa teve, sem qualquer assistência médica, ou será que vai ser este o futuro em Portugal, de quem adoece em plena via publica?

Durou 90 minutos o sofrimento de uma pessoa, com a falta de assistência de um um serviço que devia ser um exemplo, mas que desta vez foi um serviço de irresponsabilidade e deplorável.
Autor: Jorge Ribeiro

http://trasfosforos.wordpress.com

sexta-feira, outubro 03, 2008

O caso do ferido sentado amarrado.

O acidente ocorrido no dia 4 de Setembro na localidade salvador, onde um doente foi transportado sentado com o colete de extracção, esta se a transformar numa verdadeira novela.
O INEM abriu um inquérito para averiguar o que se passou no local, como o hospital de Santarém abriu outro inquérito para apurar também o sucedido, onde o director do hospital fez as seguintes declarações públicas:

O director das urgências, Sebastião Barba confirmou o inquérito em curso, adiantando desde já que “o clínico da VMER não deu instruções para que o sinistrado fosse transportado naquelas condições”. “Admito que possa ter dado autorização para que fosse dois na mesma ambulância, um deitado na maca e o outro sentado, mas certamente não deu ordem para amarrar o doente à cadeira da ambulância “ explicou.

“ Se a cadeira tinha ou não cinto de segurança ou quem teve a iniciativa de atar o ferido são questões esclarecidas no inquérito”

Fonte: Correio da Manhã

Existem contradições graves entre os Bombeiros e o médico da VMER, e o senhor director das urgências de Santarém desconhece completamente o que é trabalhar no pré-hospitalar e as técnicas usadas. O erro não foi usar ligaduras para prender o doente à cadeira da ambulância, o erro foi do doente ser transportado sentado na cadeira imobilizado com o colete de extracção, porque o que as palavras do director das urgências dá a entender que o doente devia ser transportado naquela posição usando o simples sinto de segurança da cadeira.

Cada vez pior.