terça-feira, novembro 04, 2008

As garras da Fénix

O actual presidente da LBP finalmente mostrou as garras da sua Fénix, que a algumas décadas somente tem sido uma figura submissa aos órgãos da tutela, onde somente piou baixinho submetendo-se a tudo a todos, sem nunca mostradas as suas garras.

O presidente da LBP durante o congresso fez declarações polémicas e desafiadoras contra aos órgãos da tutela, como se aliou-se á federação do Bombeiros do distrito de Lisboa, que não se representara este ano no encerramento do DFCI deste ano em Lisboa.

Iremos ver se a atitude é para manter ou se é sol de pouca duração, porque se realmente o senhor Duarte Caldeira levar as suas revindicações até ao fim, os bombeiros portugueses terão que estar preparados para formas de lutas mais duras e duradouras, com sequências nefastas para a população civil, se realmente quiserem que o MAI e o SNS cedam as reivindicações exigidas que puderam ditar a sobrevivência dos corpos de Bombeiros portugueses.

quinta-feira, outubro 30, 2008

A prepotência do INEM

Muitas vezes insurjo contra este instituto público como o modo trata as chamadas de socorro e as entidades envolventes no SIEM.

E cada vez tenho mais razão no que escrevo, basta por isso ler as notícias que saem diariamente sobre esse instituto, onde cidadãos morrem a espera de socorro ou são transformados em armas de arremesso entre as entidades envolvidas no sistema.

O recente caso de Santarém e as chamadas de socorro não atendidas, mostrou a realidade diária do que se anda a passar, realidade pintada de maneira diferente da realidade, onde uma simples chamada de socorro é transformada num verdadeiro inferno para quem necessita de ajuda.

Tudo isso somente acontece pela prepotência no INEM, que faz da linha 112 uma autêntica mercearia de bairro, onde escolhe o que quer, como quer, e se o produto não lhe agrada tenta o despachar para os outros parceiros, parceiros que depois têm que fazer aquilo que agrada ao INEM como o que não agrada ao INEM, com agravante de muitas das vezes suportarem os custos dos serviços ou cobrarem o serviço prestado a quem necessite a de ajuda.

Até quando é que iremos fechar os olhos e compactuar com essa situação?

Esta na altura de se proceder a criação de verdadeiras centrais de socorro ou de emergência como lhe queira chamar, centrais idênticas aos dos países civilizados, onde qualquer pedido de socorro é tratado de uma forma profissional por pessoas competentes, que gerem todos os meios de socorro disponíveis das diversas entidades pertencentes ao sistema, onde uma simples chamada de socorro é recebida e resolvida internamente e gratuitamente, não existindo outra forma de se obter meios de socorro além dos accionados por essa central.

Em quanto isso não acontecer, o socorro em Portugal será sempre uma incógnita, porque ninguém sabe que meios estão disponíveis nem o que andam a fazer.

sábado, outubro 25, 2008

Senhores Bombeiros tenham dignidade.

Os Bombeiros de Mirandela accionaram uma ambulância para o transporte de um cadáver, que se encontrava dentro de uma ambulância do INEM. Somente porque esse instituto público se recusa a transportar o cadáver para a morgue local.

Se não é da função do INEM transportara o cadáver muito menos dos Bombeiros, o INEM que crie veículos para esse tipo de transporte ou que faça acordos com as agências funerárias.


O corpo de um doente que faleça numa ambulância a caminho do hospital pode ter de esperar horas parado numa estrada por um transporte alternativo porque formalmente não pode seguir viagem na mesma viatura·

Aconteceu quinta-feira no distrito de Bragança, quando uma vítima de AVC, vulgarmente conhecido como trombose, faleceu a meio caminho entre Torre de Moncorvo e Bragança, na zona de Caravelas, próximo de Bornes.Segundo várias entidades envolvidas na operação e ouvidas pela Lusa, o corpo da vítima esperou mais de uma hora na estrada nacional 102 até estarem concluídos os procedimentos para ser transportada para a morgue de Bragança.

De acordo com o primeiro-sargento Camilo, da GNR Mirandela, aquela força de segurança foi chamada ao local por volta das 17h20.Segundo contou, uma ambulância do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) estava a transportar o doente, tendo vindo ao seu encontro a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação).

O doente não resistiu a um AVC, acabando por falecer a meio dos cerca de 100 quilómetros que separam Torre de Moncorvo de Bragança, tendo o óbito sido declarado pelo médico da VMER.A partir do momento em que é confirmado o óbito, o INEM cessa a sua função e a ambulância pára, segundo disse Lusa fonte do Instituto sublinhando que «não é missão do INEM transportar cadáveres».Segundo explicou, quando ocorre o óbito é accionada a autoridade mais próxima, neste caso a GNR, que fica no local junto ao corpo até chegar o transporte alternativo.

A finalidade, de acordo com a fonte é «libertar os meios de emergência, nomeadamente as ambulâncias para a sua missão de socorro».Porém neste caso, a VMER ficou imediatamente disponível, mas a ambulância do INEM que transportava o doente falecido manteve-se no local até chegar uma outra ambulância dos bombeiros de Mirandela que fez o transporte para a morgue de Bragança, onde chegou por volta das 19h30.

Os intervenientes admitem que este processo possa parecer «chocante», mas dizem que são as regras, de que discorda o delegado distrital de Saúde de Bragança.

Victor Lourenço defende que «a ambulância em transporte do doente urgente deve seguir para a morgue», e não encontra qualquer justificação de saúde para este procedimento.Para o delegado de saúde, a forma de resolver este tipo de situações e agilizar e libertar realmente os meios de socorro seria licenciar em Portugal os carros de transporte de cadáveres, à semelhança do que já acontece em outros países da União Europeia, nomeadamente na vizinha Espanha.

sexta-feira, outubro 24, 2008

TAS VS TAE parte II

Ser Bombeiro não obriga que sejamos tripulante de ambulância de socorro TAS, obrigatoriamente tem que ser Tripulante de Ambulância de Transporte, mas como é sabido que para ser TAT ou TAS nos Bombeiros portugueses obriga legalmente fazer a formação inicial de bombeiro.

Assim também é verdade se prestar serviço para o INEM não seremos obrigatoriamente TAE, o que realmente é estranho que o INEM chame as seus funcionários com a categoria profissional “TAS” de TAE, somente por esses trabalharem para aquela instituição. Na Agencia Nacional para Qualificação, não exista qualquer referência a TAE, somente TAS, ou será que o INEM também muda os nomes as categoria profissional aos médicos, enfermeiros ou a outras classes profissionais que prestam serviço nesse instituto?

Esse instituto público teve a audácia de mudar o nome dos Tripulantes de Ambulância de Socorro, com formação e competências reconhecidas legalmente e passou-lhe a chamar Técnico de Ambulância de Emergência, somente para tirar algum proveito de imagem perante a opinião pública, e evidenciar-se das outras entidades prestadoras do mesmo serviço em Portugal.

Como foi mais longe, conseguiu publicar em diário da república essa categoria com índices salariais e progressão de carreira, sem especificar formação e competências dessa categoria profissional, porque se fosse publicada a formação e competências colidia certamente com a formação e competências dos TAS, dando a origem a duas categorias profissionais com formação e competências e idênticas, que aos olhos da lei e do ANQ é ilegal.

Assim seria muito correcto e benéfico para todos rever essa situação, porque as categorias profissionais não se definem pelas instituições para qual se trabalha, mas sim pela formação e competências legalmente obtidas, ou somos todos TAE ou somos todos TAS, independente de sermos funcionários públicos, Bombeiros, CVP, ou de empresas particulares, onde exercemos funções de TAS.

Essa é a minha opinião, partilhada por muita gente e criticados muitos outros.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Obrigado Sr. Ministro pelo que presenciei…

É desta forma que deixo a minha revolta e indignação.Ontem, Sábado 11/10/2008 cerca das 14:30 horas, através do telemóvel 96416...., alertei o numero 117 de que havia uma cortina de fumo negro saindo da floresta nas Matas Nacionais da Tocha, Concelho de Cantanhede, e de que seria um incêndio que estava a deflagrar, ao qual perguntei se já tinhamconhecimento.
Disseram-me que não.

Frisei e alertei novamente da situação em causa, responderam, "O senhor está a ver mal, as condições atmosféricas não são propicias para incêndios".(...)Qual o numero para que posa alertar em caso a existência de incêndio???

e-mail de um leitor do Blog bombeirosparasempre

Assim funcionam as centrais de socorro portuguesas.

terça-feira, outubro 21, 2008

Oficiais Bombeiros, um problema complexo.

Ainda esta semana um jovem Bombeiro que fez recruta há pouco meses, insurgiu-o contra um chefe alegando que para ano era ele mandava no chefe, e o chefe se pose-se a pau.
O respectivo Bombeiro esta a acabar um curso superior, um curso superior que somente serve para ter canudo, porque na prática nem sabem ser adultos.

Mas o projecto a futuro oficial Bombeiro até tinha razão, a lei assim dita, basta ter um curso superior e mais algumas horas de formação, um reles oficial de 2 classe, que sabe o mesmo que um bombeiros de terceira classe, ficam com poderes superior a uma chefia, como:


Funções
1 - Ao oficial bombeiro incumbem funções de comando, chefia técnica superior, estado -maior e execução, nos termos definidos nos números seguintes.
2 - Ao oficial bombeiro superior compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro;
b) Chefiar departamentos e áreas de formação, prevenção, logística
e apoio administrativo;
c) Exercer funções de estado -maior;
d) Ministrar acções de formação técnica;
e) Instruir processos disciplinares.
3 - Ao oficial bombeiro principal compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro que envolvam, no máximo, duas companhias ou equivalente;
b) Chefiar departamentos e áreas de formação, prevenção, logísticas apoio administrativo;
c) Exercer funções de estado -maior;
d) Ministrar acções de formação técnica;
e) Instruir processos disciplinares.
4 - Ao oficial bombeiro de 1ª compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro que envolvam, no máximo, uma companhia ou equivalente;
b) Chefiar actividades nas áreas de formação, prevenção, logística e apoio administrativo;
c) Exercer funções de estado -maior;
d) Ministrar acções de formação técnica;
e) Instruir processos disciplinares;
f) Participar em actividades de âmbito logístico e administrativo.
5 - Ao oficial bombeiro de 2ª compete o desempenho dos cargos da estrutura de comando do corpo de bombeiros e, designadamente:
a) Comandar operações de socorro que envolvam, no máximo, dois grupos ou equivalente;
b) Exercer as funções de chefe de quartel em secções destacadas;
c) Chefiar acções de prevenção;
d) Executar funções de estado -maior;
e) Ministrar acções de formação inicial;
f) Instruir processos disciplinares;
g) Participar em actividades de âmbito logístico e administrativo.
6 - Ao estagiário cumpre frequentar com aproveitamento o estágio de ingresso na carreira de oficial bombeiro.

Um problema complexo, já não bastava de existir elementos de Comando sem perceber nada de Bombeiros a comandar bombeiros, agora teremos brevemente putos a chefiar homens, Homens que tem dezenas de anos de experiencia como Bombeiros que são postos de parte e por um decreto-lei.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Bombeiros, o sucesso e a eficácia do DFCI

São a maior força de combate a incêndios florestais existente em Portugal, constituída por mais 4800 elementos permanentemente, composto por 728 viaturas de combate ECIN a e 439 viaturas de apoio logístico ELAC, espalhadas por todos os distritos do continente, essa é força dos Bombeiros mantêm uma eficácia 100% nas suas missões.

São os primeiros a pisar o campo de batalha e os últimos abandona-lo, conhecem o campo de batalha e as suas armadilhas, uma batalha onde o inimigo não faz reféns, não faz tréguas, uma luta desigual, onde os erros pagam-se com a própria vida. Assim a disciplina, conhecimento e equipamento é a melhor arma que possuem, e os que os une é a arma secreta, que faz avançarem no terreno quando os outros recuam.

São equipas criadas sazonalmente nos quartéis de Bombeiros nas épocas de verão, constituídas por bombeiros, que durante o ano todo seguram os diversos tipos de serviço de socorro as suas comunidades, quer em regime profissional quer em regime voluntário, que durante o verão dão mais disponibilidade além que normalmente são obrigados a dar anualmente, para formarem as equipas de ECIN e ELAC, muito mal pagos e constantemente ignorados pela estrutura, mas são eles intervêm em todas operações de combate a incêndios florestais nas suas áreas de actuação próprias AAP, e frequentemente usados para criarem os grupos de combate ou de reforço a incêndios florestais, que percorrem o país de lés a lés para dar apoio aos corpos de Bombeiros que necessitam de ajuda.

São esse homens e mulheres que se deve a eficácia do DFCI, que exigem serem tratados de forma idêntica as outras identidades recentemente criadas pela ANPC para comporem o DFCI, elementos que nunca viraram as costas ao seu país em qualquer momento, mesmo quando os órgãos de subornaria do seu país que lhe viram as costas constantemente.

Fénixhttp://voo-da-fenix.blogspot.com/

terça-feira, outubro 07, 2008

Mais três ambulâncias de socorro no distrito da guarda.


Três ambulâncias de socorro, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) entraram em funcionamento no distrito da guarda, nos concelhos de Trancoso, Figueira do Castelo Rodrigo e Sabugal.

O INEM passa assim a contar com 59 nove ambulâncias de socorro operada directamente por funcionários desse instituto.

Em Janeiro de 2008 a Liga dos Bombeiros Portugueses em reunião com à secretaria de estado Adjunta e da Saúde, Carmem Pgnatelli, foi proposto a criação de 50 postos PEM nos corpos de Bombeiros como a formação de 200 tripulantes de ambulância de socorro.

Mas até a data somente foi criado um posto PEM nos Bombeiros Portugueses, nos Bombeiros da Lourinha, e formação nem vela, mas em contrapartida o INEM cria PEM em zonas onde já existem meios de socorro, que depois faz concorrência desleal com os Bombeiros locais, accionando somente as suas ambulâncias e despejando nos Bombeiros os serviços que não lhe apetece efectuar ou que não tenham capacidade de os efectuar. Aos Bombeiro fica a obrigação e a imposição de efectuar esses serviços sem terem sustentação económica para terem elementos e meios para os efectuar, como ainda têm suportar os encargos do socorro ou exigirem o pagamento aos cidadãos pelos serviços efectuados, dando a origem a situações descritas no artigo anterior deste blogue.

Um jogo de pingue-pongue cada vez mais frequente, que ira se estender de norte a sul do país, um jogo imposto pelo sistema com sequências bastante conhecidas.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Obrigado, Sra. Ministra da Saúde! Pela Vergonha, que eu presenciei!

Gostaria de dar conhecimento, de uma situação repugnante, digna de um pais de 3º mundo, a que eu hoje assisti, infelizmente não era num país de 3º mundo, mas sim no país em que eu vivo, Portugal, mais precisamente, ao pé da Santa Casa da Misericórdia, no Poço do Bispo, em Lisboa.

Hoje dia 04/10/2008, presenciei já perto das 11.00 Hr, uma senhora que se encontrava, na parte exterior desse edifício, prostrada no chão e a gritar imenso com dores violentas, junto dessa Sra. encontravam-se algumas pessoas, que lhe tentavam prestar a ajuda possível.

Foi-me informado, que já tinha sido efectuados 3 telefonemas para o INEM, desde as 10.00 H, da manhã e que tinha sido recusado a prestação de auxilio médico a essa pessoa, que contactassem os bombeiros mais próximos, que eram eles que efectuavam esse serviço!

Mesmo assim, foram contactados os Bombeiros Voluntários do Beato e de Cabo Ruivo, uns não tinham ambulâncias disponíveis e os outros a troco de 30 euros, efectuavam o serviço!
Eram 11.30 Hr, quando apareceu uma ambulância com a matricula 01-48-XP do INEM, os mesmos que se tinham recusado a prestar o serviço desde as 10.00 H, e finalmente essa senhora foi socorrida ao fim de 1 hora e 30 minutos!

Quem é o responsável por esta situação? Não sei qual o desfecho da situação clínica da pessoa em questão, mas alguém deve ser responsabilizado, pelo sofrimento que essa pessoa teve, sem qualquer assistência médica, ou será que vai ser este o futuro em Portugal, de quem adoece em plena via publica?

Durou 90 minutos o sofrimento de uma pessoa, com a falta de assistência de um um serviço que devia ser um exemplo, mas que desta vez foi um serviço de irresponsabilidade e deplorável.
Autor: Jorge Ribeiro

http://trasfosforos.wordpress.com

sexta-feira, outubro 03, 2008

O caso do ferido sentado amarrado.

O acidente ocorrido no dia 4 de Setembro na localidade salvador, onde um doente foi transportado sentado com o colete de extracção, esta se a transformar numa verdadeira novela.
O INEM abriu um inquérito para averiguar o que se passou no local, como o hospital de Santarém abriu outro inquérito para apurar também o sucedido, onde o director do hospital fez as seguintes declarações públicas:

O director das urgências, Sebastião Barba confirmou o inquérito em curso, adiantando desde já que “o clínico da VMER não deu instruções para que o sinistrado fosse transportado naquelas condições”. “Admito que possa ter dado autorização para que fosse dois na mesma ambulância, um deitado na maca e o outro sentado, mas certamente não deu ordem para amarrar o doente à cadeira da ambulância “ explicou.

“ Se a cadeira tinha ou não cinto de segurança ou quem teve a iniciativa de atar o ferido são questões esclarecidas no inquérito”

Fonte: Correio da Manhã

Existem contradições graves entre os Bombeiros e o médico da VMER, e o senhor director das urgências de Santarém desconhece completamente o que é trabalhar no pré-hospitalar e as técnicas usadas. O erro não foi usar ligaduras para prender o doente à cadeira da ambulância, o erro foi do doente ser transportado sentado na cadeira imobilizado com o colete de extracção, porque o que as palavras do director das urgências dá a entender que o doente devia ser transportado naquela posição usando o simples sinto de segurança da cadeira.

Cada vez pior.

terça-feira, setembro 30, 2008

Quem põem mão nisto.

Basta ler os jornais diários para ver como anda o pré-hospitalar em Portugal.

Ambulâncias retidas no hospital.

Ambulâncias retidas horas a fio no hospital de Almada por falta de macas, não é caso único em Portugal, uma boa política dos hospitais, assim morre menos gente nos hospitais, morrem nas suas casas e na rua, é tudo uma questão de estatísticas.

Doente morre a espera de socorro.

Mais uma descoordenação do INEM, depois de uma longa chamada de socorro, consegue desactivar uma ambulância de socorro que estava a 15 quilómetros do local da ocorrência, para depois activar outra que estava a 40 quilómetros, com tanto tempo perdido o doente acabou por morrer entre amigos e familiares.

Assim se vive em Portugal, um país de brandos costumes onde tudo é permitido.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Com a verdade me enganas.


Crianças a nascerem nas ambulâncias, doentes a caírem das macas dentro dos hospitais, e o INEM chagar tarde para reanimar as pessoas, não quer dizer que isso não existe, mas não passou a ser divulgado na comunicação social.

Foi uma afirmação do Ex ministro da saúde Correia de Campos sobre actual política do governo na área da saúde, e foi bastante expressivo, tudo esta na mesma ou pior, o Governo em vez de melhorar os serviços, optou por controlar a comunicação social, saí mais barato aos cofres do estado e dá mais votos.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Assim vai a nossa emergência médica em Portugal


Em Portugal muita das vezes alem do acidente sofrido, temos que nos prepara para mais três acidentes, o socorro, o transporte e unidade hospitalar, se conseguir sobrevier a um deles é uma pessoa cheia de sorte.

Uma foto tirada a uma vitima de um acidente de viação ocorrido no distrito de Santarém. A vítima foi transportada nesta posição para unidade hospitalar, o mais grave disso tudo, por de traz de tal erro técnico está uma decisão e uma imposição de um médico de uma VMER .

Os Bombeiros foram obrigados a transportar essa vítima neste estado “sentada” á unidade hospitalar, argumentaram com o médico sobre sua decisão, mas o médico contrapôs que era uma decisão sua e que assumia a responsabilidade.

Independente da situação clínica da vítima, como ela foi encontrada, imobilizada e transportada para o banco da ambulância, alguém tentou seguir o protocolo, imobilizou a vítima no colete de extracção, e posteriormente vítima devia estar no plano rijo ou numa uma maca de vácuo, e ser transportada na maca da ambulância para a unidade hospitalar.

A tripulação da ambulância devia ignorar o médico, e actuar mediante o protocolo estabelecido para o transporte correcto da vítima, porque ninguém é obrigado a efectuar um mal socorro ou transporte por uma decisão de outra pessoa, inclusive de um médico.

Já agora gostava de saber como essa vítima retirada desta situação e como deu entrada na unidade hospitalar.

sábado, setembro 06, 2008

Bombeiros a penar por mais 3 anos


O Sr. Duarte Caldeira, acaba de concluir a lista, sobre o lema “Bombeiros – O futuro começa agora”, como se recandidata para à liderança da Liga Dos Bombeiros Portugueses.

Entende-se que O Sr. Duarte caldeira foi um elemento importante durante décadas na liderança dos Bombeiros Portugueses, mas nos últimos anos tem efectuado um péssimo trabalho na frente da LBP, uma pessoa que não tem capacidade para dirigir um órgão demasiado importante como é a LBP, que perdeu a força condutora e de inovar, uma voz apagada e conformada, sem capacidade de reivindicar quer o que seja, que cede facilmente a pressões exteriores e interiores.

Como não existe mais nenhuma lista (pelo menos nada tem sido divulgado sobre a existência de outra lista), a LBP será liderada por mais 3 anos por este senhor, senhor que no ano passado tinha afirmado que não se recandidatava, que levou a clamação dos Bombeiros, que viam a saída do deste senhor como o renascer das cinzas dos Bombeiros portugueses.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Uns prendem outros libertam


Depois de umas merecidas férias por paraísos naturais, não imaginava o que se estava a passar em Portugal, tinha visto na TV fora de Portugal a polícia portuguesa matar um assaltante de um banco a tiro, porque normalmente é ao contrário, mas nunca imaginava que Portugal estivesse ao saque.

Os agentes de autoridade não conseguem combater o crime, e a falta de efectivo policiais e de meios é notória, muitos deles andam a brincar aos Bombeiros outros a fazer tudo menos de agentes de autoridade, como agravante dos juízes portugueses andarem a brincar com a justiça, e se já é difícil apanharem os bandidos, mais difícil é conseguir que os juízes os mantenham presos, porque se uns prendem outros libertam, porque transformaram as prisões em condomínios, e já não há lugar para todos.

Com este impasse entre os nossos serviços de segurança e a nossa justiça, dificilmente se consegue voltar a ter segurança no país.

Com isto tudo, o medo e a insegurança está a tomar conta dos cidadãos portugueses, e não tenho reparado em nenhuma medida política para fazer frente a esse grave problema, preocupam-se mais com a fiscalização do trânsito e proteger as empresas petrolíferas e as entidades bancárias dos ladroes, onde dificilmente percebo quem rouba mais, os ladrões ou os protegidos.

sexta-feira, junho 27, 2008

Multa por homicídio negligente de um jovem

A médica anestesista Manuela Veringer e a enfermeira Madelena Serra, ambas do hospital Egas Moniz, foram hoje condenadas a uma pena de multa por homicídio negligente de um jovem. A vítima morreu asfixiada após uma cirurgia, em 2002.

A juíza dos Juízos Criminais de Lisboa decidiu hoje condenar as duas arguidas a penas de multa. A pena vai dos 240 dias a 22 euros por dia (num total de 5.280 euros) para a médica anestesista, e 220 dias a oito euros por dia (1.760 euros) para a enfermeira, que, no âmbito deste processo, foi reformada compulsivamente. Carlos Mascarenhas morreu no dia que foi operado, a 28 de Agosto de 2002 no Hospital Egas Moniz, em Lisboa. A vítima tinha 30 anos e foi operada a um quisto do canal tiroglosso fistulizado.

Depois de ter feito o recobro da cirurgia e já na enfermaria, o jovem começou a queixar-se às enfermeiras e à família de que não conseguia respirar, acabando por morrer sufocado com um edema de glote.


Esta situação levou a uma investigação da Inspecção-Geral de Saúde em 2002, tendo este organismo apurado "a existência de procedimentos incorrectos merecedores de censura que motivaram a actuação disciplinar" contra a médica e duas enfermeiras.
Nas duas horas que precederam a sua morte, o doente manifestou queixas que, todavia, "não foram objecto de uma leitura correcta por parte do pessoal encarregado da sua vigilância e assistência", referiu na altura o Ministério da Saúde.
Porém, a enfermeira espanhola Mercedes Romero não foi julgada por se desconhecer o seu paradeiro. Hoje, na sentença, a juíza considerou que "as atitudes das duas arguidas foram causadoras da morte" do jovem, tendo sido cometido o crime de homicídio negligente, mas "de forma inconsciente".
A magistrada considerou também que a atitude da médica anestesista, pelo facto de ser clínica, "teve uma intensidade mais expressiva". A pena de multa para as arguidas foi justificada com a idade e com a falta de antecedentes criminais. Admitindo que a decisão não agradasse à família do jovem, a juíza lembrou que "os tribunais fazem justiça e não retaliações".
No final, a irmã de Carlos Mascarenhas mostrou-se inconformada com a decisão, alegando que "a vida de um jovem não vale somente uma multa". "A família sempre quis que as duas arguidas ficassem inibidas de exercer as suas profissões e nem isso aconteceu", lamentou Carla Maria Mascarenhas, acrescentando que tinha esperanças que "pelo menos isso acontecesse". Quanto a um eventual recurso, a irmã de Carlos Mascarenhas disse que admite recorrer mas ainda tem que falar com os pais e saber "se eles têm forças para continuar com o processo", disse.

Lusa

Uma situação que somente mostra como anda o nosso serviço nacional de saúde e a nossa justiça.

Uma médica e uma enfermeira, que somente mostraram as deficiências na sua formação base, como profissionais e como cidadãos, desrespeitando completamente a vida de um cidadão, que em agonia recorreu a todas as formas de alertar esse “profissionais” da gravidade da sua situação, onde completamente ignorado acabou por morrer de uma morte angustiada e prematura.

A médica foi condenada a pagar 5.280 euros e a enfermeira 1760 euros.

Onde anda a Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros?
Que atitude tiveram com esse dois incompetentes?
Mas eles andam ai a exercer as suas funções, eles e outros, que somente por pertencerem a essas classes são impunes aos olhos da lei.

sábado, junho 21, 2008

A nossa emergência no seu melhor.

A falta de meios de socorro "obrigou" um médico de Beja a transportar no seu carro particular, ontem, uma criança de três anos vítima de atropelamento.

Os pais do menino esperaram meia hora pela ambulância, que não apareceu.

A criança, que foi colhida por um carro, às 8.43 horas, numa passadeira do centro da cidade de Beja, foi inicialmente socorrida no Centro de Saúde, situado junto ao local do acidente. Só que, face à gravidade dos ferimentos, houve necessidade de a transferir para o hospital de Beja. O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Lisboa e Vale do Tejo terá accionado o pedido de meios de socorro, mas sem êxito.

Em desespero, acabou por ser um médico a "vestir a pele" de bombeiro e o seu carro pessoal a substituir-se ao do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Com o consentimento dos pais da vítima, o clínico arriscou o transporte até ao hospital, fazendo-se acompanhar da mãe do menino e de mais dois colegas médicos.

A decisão foi tomada por Edite Spencer, directora em exercício do Centro de Saúde, depois de uma espera infrutífera pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) ou da viatura 112 estacionada nos bombeiros, já que a gravidade da situação foi comunicada, por três vezes, ao CODU de Lisboa e Vale do Tejo. A primeira chamada foi feita pela condutora da viatura que atropelou a criança e as restantes pelo próprio Centro de Saúde.

"Assumimos a responsabilidade do transporte da criança, face ao seu estado e há inexistência de um meio de socorro", disse, ao JN, Edite Spencer.

Após o acidente, foi accionado o 112, tendo a Polícia feito deslocar para o local uma viatura de prevenção de acidentes da Esquadra de Trânsito.

Ao JN, o sub-Comissário Graça confirmou que "não compareceu qualquer ambulância" para socorrer a criança, de ascendência ucraniana.

Fonte do Hospital de Beja informou, entretanto, que "o estado grave da criança" levou a que a mesma fosse evacuada para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, "acompanhada de um médico e de uma enfermeira".

Edite Spencer revelou que o caso "foi de imediato participado à Administração Regional de Saúde do Alentejo" e acrescentou que vai ser elaborado um relatório com "as razões que levaram à forma de transporte da criança".

Pedro Coelho, porta-voz do INEM, reconheceu que o CODU recebeu uma chamada e as 112 duas chamadas, mas "em nenhuma das três foi feito qualquer pedido de socorro, nem tão pouco dada informação sobre o estado clínico da criança".

Fonte: Jornal Noticias

Uma situação que somente vem a reflectir a situação do socorro a nível nacional na área do Pré-Hospitalar, onde um instituto público “INEM” governa esse sector de uma forma grosseira e incompetente, ignorando pessoas e entidades.

É lamentável que pessoas com formação académica resolvem transportar uma criança em estado grave em veículo particular, se o 112 e o INEM não dão resposta, o que é normal hoje em dia, bastava ligar para os Bombeiros locais que a resposta seria atempada e correcta.

terça-feira, junho 17, 2008

O INEM chega a todos os cantos


Não é uma foto montagem, esta viatura estava estacionada juntamente com outra na praça do senado em Helsínquia, foto tirada por Diana Sousa.

Enquanto o país esta a passar uma grave crise económica, o INEM anda a passear pelas belas cidades da Europa, certamente a fazer turismo as custas dos contribuintes portugueses.

quarta-feira, junho 11, 2008

INEM tem plano de contingência para contornar falta de combustível

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem um plano de contingência que accionará se faltar combustível para a actividade das ambulâncias que opera...

que ainda não se regista por causa da paralisação dos transportes de mercadorias. Fonte do instituto disse à Lusa que, para já, ainda não se regista qualquer falta de combustível para as 79 ambulâncias que opera directamente, de um total de 284 de que dispõe e que se encontram junto de várias entidades, como os bombeiros.

No caso do combustível começar a faltar, o que depende de uma série de factores, como a duração do protesto ou a actividade do INEM, este instituto accionará o plano de contingência que permitirá o abastecimento das suas viaturas. A falta de combustível é uma das consequências da paralisação dos transportadores de mercadorias, em protesto contra o aumento dos combustíveis.

Por acaso gostaria de saber que tipo de plano contingência que o INEM tem, certamente nenhum, somente shou-off , nada mais, os seus meios iram parar como os da outra entidades

quarta-feira, junho 04, 2008

INEM gastou cerca de 123 mil euros em exercício da NATO

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) gastou cerca de 123 mil euros com a participação no exercício da NATO na Finlândia...

verba justificada com a "oportunidade de excelência" para "desenvolver capacidades, treinar profissionais e corrigir deficiências". O INEM representa Portugal, desde domingo e até quinta-feira, em Helsínquia num exercício da NATO, denominado "Uusimaa 2008", que tem como objectivo testar a capacidade de resposta a uma forte cheia em que infra-estruturas são contaminadas, algumas com risco químico, biológico e radiológico.

Os cerca de 123 mil euros incluem a deslocação do pessoal, alimentação, gasóleo e ajudas de custos. Em declarações aos jornalistas, o presidente do INEM, Abílio Gomes, disse que a participação do Instituto nesta missão é "de interesse nacional", considerando que esta "é uma oportunidade de excelência" para "desenvolver capacidades, treinar os profissionais e corrigir todas as deficiências". O INEM "representa o país num fórum de cooperação internacional que está bem definida", afirmou, adiantando que Portugal já tem a capacidade para actuar em situações com ambiente contaminado, mas ainda "não é abundante".

Segundo Abílio Gomes, as Forças Armadas e o INEM é que têm actualmente esta capacidade em Portugal. O INEM tem esta "responsabilidade, mas tem que mantê-la e aperfeiçoá-la", disse, para realçar a importância da participação portuguesa no exercício da NATO.

O Instituto Nacional de Emergência Médica participa no treino com uma equipa de 42 elementos, entre médicos, enfermeiros, técnicos de ambulância de emergência, elementos da logística e telecomunicações. No exercício, o INEM efectua triagem das vítimas e presta cuidados médicos em ambiente contaminado, faz a descontaminação e realiza a triagem secundária, estabilização e evacuação das vítimas, além de ter montado um hospital de campanha.

A equipa portuguesa está a utilizar no exercício uma parte do hospital de campanha, uma ambulância, uma viatura logística, duas 'pickups', um jeep das telecomunicações, duas viaturas NRBQ (ambiente nuclear, radiológico, biológico e químico). O valor do equipamento transportado pelo INEM é de 1,6 milhões de euros.