quinta-feira, janeiro 31, 2008

Correia Campos demitiu-se



Um Ministro que controlou, pela primeira vez, o horário e a assiduidade dos médicos e funcionários do SNS, atacou os lóbis das farmácias e da indústria farmacêutica, controlou as despesas hospitalares, apostou nos médicos de família e nos cuidados primários, estava a fazer tudo bem, até cometer um erro.


Acreditou nas palavras do presidente do INEM, acreditou na existência de verdadeiras centrais de emergência, de uma rede de ambulâncias, helicópteros e de VMERs em quantidade e qualidade, que prestariam melhor serviço que os serviços de urgência e de maternidades abertos aos públicos, assim o senhor Ministro mandou encerrar serviços de urgência e maternidades sem qualidade, acreditando num serviço pré-hospitalar seria melhor opção para o país, onde os doentes seriam socorridos, transportados para unidades hospitalares referenciadas com uma qualidade de serviço muito superior.


Durou muito pouco para que o senhor ministro ter-se apercebido que tinha sido enganado, e tinha cometido um erro grave, as pessoas começaram a morrer por falta de assistência, dentro das suas casas, na via pública e a entrada dos serviços de urgência encerrados, motivado tudo pela falta de meios de socorro na área do pré-hospitalar, cominando tudo na transmissão do telejornal da SIC de numa chamada de socorro real, cedida pelo INEM, entre um cidadão, central do CODU e os Bombeiros de Favaios e Alijó, mostrou a nação a verdade omitida por muita gente durante muitos anos, falta de tripulações para as ambulâncias, a falta de meios do INEM, falta de verdadeiras centrais de emergência, VMERs hospitalares INOPS ou que podem passar a indisponíveis por alguém assim entende, chamadas de socorro mal efectuadas, mal recebidas e geridas, que duram uma eternidade, um socorro demasiado demorado e lento, onde o faz tecnicamente inviável para salvar alguém, descoordenação entre o INEM e os Bombeiros, e na inexistência de qualquer protocolo entre essas duas identidades, para sustentabilidade para originar a existência de uma rede de ambulâncias real, em quantidade e qualidade.


Nada que eu não tenha alertado nesse Blogue, assim o Ministro Correia de Campos caiu como um Bom guerreiro: no campo de batalha, somente espero que os verdadeiros culpados tenham o mesmo destino.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Liga quer que Ministério da Saúde defina papel dos bombeiros no socorro pré-hospitalar

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) considera que o Ministério da Saúde tem desvalorizado o papel dos bombeiros na prestação de cuidados de saúde e desafiou hoje a tutela a definir qual vai ser o papel destes profissionais no socorro pré-hospitalar
O presidente da LBP disse, no final de uma audiência com a secretária de Estado Adjunta da Saúde, Cármen Pignatelli, que passou a deter a tutela do INEM, que no actual contexto de reestruturação do sector da saúde, é «indispensável» perceber aquilo que para o Ministério da Saúde é o papel do «parceiro bombeiro» em matéria de socorro pré-hospitalar
Das duas uma, ou o Ministério da Saúde quer criar uma rede de ambulâncias própria e entregá-la ao INEM, prescindindo dos bombeiros, ou ao querer continuar a ter os bombeiros como parceiro, terá de os tratar como tal e ter em consideração as suas opiniões e ter em consideração as suas expectativas e ter em consideração os seus recursos, os seus meios e as suas qualificações», defendeu Duarte Caldeira
papel dos bombeiros no socorro pré-hospitalar ganhou maior relevância com o encerramento de maternidades e serviços de urgência e com o consequente aumento do número de pedidos de transporte e distâncias percorridas
A Liga de Bombeiros entende que os bombeiros têm sido desvalorizados e, nas palavras de Duarte Caldeira, trata-se de "uma situação que os bombeiros não estão dispostos a continuar a aceitar.
«Não aceitamos que seja desvalorizado o papel que - e não fazemos aqui qualquer evocação do património histórico porque esse é evidente - é hoje a intervenção qualificada dos bombeiros no pré-hospitalar (porque) os bombeiros dispõem de tripulantes (de ambulância) tão qualificados como o Instituto Nacional de Emergência Médica, os bombeiros tem uma distribuição geográfica nacional que o INEM não tem e portanto achamos que chegou o momento de o Ministério da Saúde, de uma forma clara, dizer se conta ou não conta com os bombeiros para a rede nacional de ambulâncias de que o país precisa», rematou.
O presidente da LBP admitiu que saiu da reunião satisfeito com a receptividade de Cármen Pignatelli às posições dos bombeiros, tendo ficado acordado que durante a próxima semana a LBP irá entregar à secretária de Estado um memorando com os pontos que os bombeiros consideram essenciais «para que de uma forma muito rápida» sejam alcançadas conclusões que depois possam orientar uma intervenção futura.


Lusa / SOL

PS...Enquanto existirem corpos de Bombeiros que efectuam serviço na área do Pré-Hospitalar sem cumprirem o regulamento de transportes, a LBP não se pode exigir nada nem lutar por nada, os Bombeiros actualmente deviam somente efectuar os serviços para qual tem capacidade de os efectuar cumprindo a lei , é uma questão de principio , as consequências é um problema do SNS e do INEM.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

TAS vs TAE


Em Portugal a nível de emergência existem situações inéditas, no curso de Tripulantes de Ambulância de Socorro administrado pelo INEM os formando que frequentam a mesma acção de formação no final do curso os são designados de duas maneiras diferente, uns são chamados Técnicos de Emergência Médica “ TAE “outro são Tripulantes de Ambulância de Socorro “TAS”.

Uma situação inédita em Portugal e mesmo na Europa, onde para o mesmo tipo de formação dado pela mesma identidade formadora, existem dois perfis saída profissionais no final da acção de formação.

Na pesquisa efectuada, a existência dos Tripulantes de Ambulância de Socorro esta devidamente regulamentada na lei portuguesa, quer a nível da sua formação quer a nível das suas competências, bastando consultar a Portaria nº439/93 de 27 de Abril de 1993ou a Agencia Nacional de Qualificações “ANQ” , somente não esta regulamentada a tabela salarial nem a progressão de carreiras, uma situação estranha.

A situação dos Técnicos de Emergência Médica, a sua existência somente esta dependente da existência de um concurso publico para a contratação de pessoas para tripularem as ambulâncias de socorro do INEM, onde se pede que as pessoas sejam preferencialmente Tripulantes de Ambulância de Socorro, que depois de assinarem contrato com o INEM, passam por artes magicas a Técnicos de Emergência Médica, não existindo lei portuguesa nada que defina a sua formação e competência técnicas, nem existe qualquer referencia a essa actividade profissional em outros organismo publico que regulamentam as actividades profissionais existentes no país, mas o presidente do INEM e o Ministro da saúde no seu Show-Of constante, defendem que esses indevidos são pessoas altamente qualificadas na área da emergência e do socorro, diferencia-los de outros profissionais, mas na verdade não passam de tripulantes de Ambulância de Socorro, idênticos aos que existem nos Bombeiros Portugueses e na Crus Vermelha Portuguesa.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Não ligue 112, leve-o aos Bombeiros.

Uma frase que alguns anos saiu uma notícia num jornal diário, onde um cidadão foi aconselhado pelo 112 levar o seu familiar aos Bombeiros para ser socorrido, porque o 112 se recusou accionar meios de socorro para o local.

Hoje a situação não melhorou em nada, as recusas de accionamento de ambulância são constantes por parte do INEM, e na falta de accionamento muitos cidadãos optam por levar quem necessita de ajuda até aos meios de socorro.

Ontem um cidadão da localidade Peso da Régua preferiu em não ligar 112, optou por levar o seu familiar que necessitava de socorro directamente a ambulância do INEM que estava estacionada a frente de um serviço urgência recentemente encerrado.

Ao contrário do Bombeiros, que numa situação dessas são obrigados por lei de prestar o devido socorro ao cidadão, as tripulações do INEM não se vêm obrigados a isso, nem se designaram ver o doente, mandaram o familiar ligar 112 se quisesse ser socorrido, e assim foi, somente passado 15 minutos essa tripulação foi accionada pelo CODU para ver o doente e prestar o devido socorro e o transporte.

Se os Bombeiros Portugueses fizessem o mesmo, caía o Carmo e a trindade

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Bloco de partos de Chaves encerra na quinta feira

Encerramento confirmado

Bloco de partos de Chaves fecha à meia-noite de quinta-feira

O Bloco de Partos da Maternidade de Chaves encerra esta quinta-feira à meia-noite, confirmou à SIC fonte hospitalar. A partir de sexta-feira, as parturientes de Chaves terão de se deslocar à maternidade de Vila Real.

De acordo com o Ministério da Saúde, o encerramento do bloco de partos ocorre depois de estarem garantidas as condições de acessibilidade a Vila Real, com a conclusão da A24. Foram ainda prometidos serviços Pré-Hospitalar, como a colocação da ambulância de suporte imediato de vida em Montalegre e da ambulância de suporte básico de vida em Chaves.

Se actualmente os CODUs “ INEM”se recusam accionar ambulâncias para parturientes de fim de tremo com contracções, alegando que essas situações não são consideradas serviço de emergência, e as mandam ligar para os Bombeiros e CVP locais, se quiserem ser transportadas de ambulâncias, será que iram accionar essas ambulâncias de socorro recentemente inventadas para transportar todas parturientes?

Actualmente a percentagem de nascimento nas ambulâncias duplicou nos últimos meses, agora duplicarão o nascimento em veículos particulares e públicos, porque com o encerramento das maternidades, os meios de socorro não chegaram para acudir a todas situações existentes, porque o tempo de transporte “Ida e volta” dos meios duplicou ou triplicou em algumas situações, e um meio de socorro ocupado, esta fora de serviço até o doente ser entregue na unidade hospitalar e de ser novamente recolocado dentro de uma área, onde o tempo de chegada desse meio de socorro a uma nova ocorrência esteja dentro do tempo recomendável para um socorro viável.

Como eu digo, serviço nacional de saúde no seu melhor.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal


Meus caros usuários deste Blog, digo-vos isso com tristeza. Este ano não vai haver presépio, a vaca esta louca e não se segura nas patas…os reis magos não podem vir porque os camelos estão no governo…o burro esta foi para primeiro ministro, a estrela não aparece porque o INEM diz que é deles e não autorizam o seu aparecimento...os Bombeiros apagaram a fogueira por falta de licença camarária e pelo elevado risco de incêndios da época... a nossa senhora e S.Jose foram meter os papeis para rendimento mínimo,..a ASAE fechou o estabulo por falta de condições… o tribunal de menores ordenou a entrega do menino Jesus ao pai biológico …com tanta desgraça desejo um Feliz Natal

sábado, dezembro 22, 2007

Alerta para perigo em helicópteros



A Ordem dos Médicos alerta para o perigo de acontecerem "casos fatais", se forem colocados no terreno helicópteros de emergência a operar sem um médico, como estará previsto pelo Ministério da Saúde।

"Irá inexoravelmente assistir-se a casos fatais", estimou o bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, sublinhando que não se podem transportar doentes graves sem acompanhamento médico.

Em causa, estão os helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) para o interior do país, cuja equipa será constituída por um técnico de emergência e por um enfermeiro. "É um acto criminoso do INEM e do ministro da Saúde", criticou ainda o bastonário em exercício dos médicos.

Para José Manuel Silva é, assim, "totalmente enganadora" a ideia de que "populações que deixam de ter médico disponível estão salvaguardas por essas viaturas".

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Ordem dos Médicos proíbe apoio telefónico a enfermeiros

A Ordem dos Médicos proíbe a ajuda por telefone aos enfermeiros que se desloquem nas viaturas de suporte intermédio de vida. Nestas ambulâncias (onze em funcionamento em todo o país), os enfermeiros recebem orientação médica através das telecomunicações à distância. Agora, a Ordem dos Médicos emitiu um parecer vinculativo para que não sejam permitidos actos médicos via telefone nestes casos específicos. Uma informação explicada pelo jornalista Jorge Correia.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Ordem dos Médicos critica ministério


Ordem dos Médicos critica o que está a ser feito a nível da emergência pré-hospitalar e sublinha que as chamadas viaturas de suporte imediato de vida (SIVS) não substituem um médico.

José Manuel Silva, da direcção da Ordem, contesta a colocação de SIVS em locais onde vão fechar urgências hospitalares, lembrando que é em situações de emergência que um médico faz mais falta।"É incompreensível que numa situação de rotina o doente vá ao médico e numa situação de urgência o ministro da Saúde queira enviar-lhe um enfermeiro em vez do médico"- sublinhou José Manuel Silva।Outra questão que preocupa os médicos é a consulta aberta que a tutela quer implementar nos hospitais que ficam sem urgência e que já existe nos Centros de Saúde onde os SAP´s ( Serviço de Atendiemnto Permanente ) fecharam. O Conselho Executivo sublinha, em comunicado, que o ministro da Saúde ainda não esclareceu o que entende por consulta aberta e acusa a tutela de ter provocado uma tempestade para deixar tudo na mesma.José Manuel Silva considera que só mudou o nome: "É por isso que o Sr. ministro veio dizer que houve menos 700 mil consultas de SAP, quando elas passaram a ser feitas nessas consultas abertas que continuam a desempenhar a mesma função. Afinal aquilo que não tinha qualidade continua a existir só que com outro rótulo".O Conselho Executivo da Ordem dos Médicos pede ainda ao ministro da Saúde que esclareça o que entende por consulta aberta

segunda-feira, novembro 19, 2007

INEM lança campanha contra as chamadas falsas

O INEM lançou uma campanha contra as chamadas falsas, existem cerca de 24281 chamadas falsas anualmente recebidas nas centrais CODU da responsabilidade do INEM.

As chamadas falsas são um problema grave para o socorro, mas o número em causa está muito inflacionado, 24281 chamadas falsas anualmente recebidas nas centrais do CODUs da responsabilidade do INEM é um número que dificilmente corresponde a realidade, as chamadas efectuadas para o 112 são filtradas inicialmente por agentes de autoridade da PSP com formação e largos anos de experiencia, e somente depois e dependente da situação, é que os agentes passam a respectivas chamadas para os CODUs, talvez o problema seja o critério que o INEM utiliza para dominar o que é uma chamada de socorro como chamada falsa, porque esse mesmo instituto deve andar a contabilizar as chamadas de socorro dos serviços de transporte de emergência secundários como chamadas falsas, chamadas de socorros que devem ser contabilizados como de chamadas de emergência e devem ser tratadas como tal, situação que o mesmo instituto se recusa a fazer e a clarificar a situação.

Actualmente é fácil de identificar e localizar o autor de uma chamada falsa, porque o número do telefone de quem liga fica memorizada, quer na central PSP quer nas centrais do CODUs da responsabilidade do INEM, o problema é que ninguém acciona os mecanismos legais contra os infractores, porque o código penal Português penaliza quem efectua uma chamada falsa.

A campanha é de louvar e recomenda-se, mas o número 112 é da responsabilidade o MAI, Ministérios da Administração Interna, e não do Ministério da saúde muito menos do INEM, instituto que a alguns anos vem dado como sua a linha 112, que no meu aspecto funciona de uma forma ortodoxa e que necessita urgentemente ser alvo de uma reformulação por parte do MAI.

sexta-feira, novembro 09, 2007

FAP cobra 13 mil euros por socorrer pescador


FAP cobra 13 mil euros por socorrer pescadores doentes
A Força Aérea Portuguesa (FAP) reclama o pagamento de uma operação de socorro a um pescador no alto-mar, que obrigou à utilização de um helicóptero Puma durante quatro horas. O armador recusa-se a pagar.

Uma situação que lança a duvida se o socorro e o transporte em Portugal é gratuito ou não?

Os meios de socorro acarretam um custo elevado para as identidades que os detêm, existe necessidade de ter equipamento, instalações, homens formados disponíveis para as missões de socorro que possam ocorrer a nível nacional.

As identidades muitas das vezes são obrigadas a prestar um serviço sem receberem qualquer verba financeira para o prestar ou para o manter, muitas das vezes esse serviço é conseguido com o desvio de recursos financeiros, meios humanos e materiais de outras áreas primordiais da sua competência e existência.

Se as FAP procederam a uma evacuação de um doente vítima de doença súbita por ordem do INEM, a FAP deve ser reembolsada pelo serviço prestado, e esse serviço deve ser pago pelo INEM ou pelo Ministério da Saúde, porque cabe a essas duas identidades suportarem os custos do socorro e transporte dos cidadãos, quer em terra quer no mar, principalmente de vitimas doenças súbita, porque em situação de acidente de trabalho cabe as companhias de seguros suportarem a despesa do socorro e do transporte, onde a grande maioria também não o faz.

Mas como em terra ninguém quer pagar, no mar esta a acontecer o mesmo, é fácil de dizer que o socorro e o transporte é gratuito, mas que seja gratuito para o cidadão, mas não implica que as identidades que prestam esses tipos serviços o façam gratuitamente, porque tudo tem custos elevados, ou as identidades governamentais suportam o real valor para a existência desse serviço, ou alguém vai ter de pagar, porque tudo tem custos.

A fase DELTA a fase do desenrasque

Enquanto no dia 3 de Novembro de 2007, o senhor ministro da Administração interna fazia o encerramento época de incêndios, com a desactivação da fase CHARLIE, que originou no final de Setembro a desactivação de 75% dos grupos de Primeira Intervenção e grupos de apoio criados somente na época de Verão nos corpos de Bombeiros em todo o país.

Neste mesmo dia em Portugal bateu-se o recorre de incêndios num só dia, mais de um milhar de focos de incêndios eclodiram no território nacional, onde a grande maioria eram fogachos, mas outros tiveram alguma dimensão, originando que norte a sul do país as sirenes dos quartéis de Bombeiros tocassem interruptivamente a chamar os Bombeiros para que os carros de combate pudessem sair, muitos não saíram por falta de bombeiros, mas outros sairiam com as suas guarnições incompletas, uma falha grave na segurança desses homens, mas ninguém se preocupa com isso, acabou a Fase CHARLIE e entrou a fase DELTA a fase desenrasque, onde cada um se desenrasca com o que tem e com o que não tem.

quinta-feira, outubro 25, 2007

LBP critica o SNS

A liga dos Bombeiros Portugueses acusou o Ministério da saúde de estar a montar uma rede paralela de ambulâncias de cada vez que encerra um serviço de urgência ou atendimento.
As críticas efectuadas pela LBP tem fundamento, mas a LBP a muito tempo anda a praticar um acto de vassalagem ao serviço nacional de saúde avarias décadas, como um servo aceita tudo que é imposto pelo ministério da saúde, mesmo sabendo logo a partida que não tem capacidade de efectuar com o que se esta a comprometer por falta de meios financeiros.

O Sr. Presidente da liga alega que os Bombeiros Portugueses têm 2000 ambulâncias de socorro, 3500 ambulâncias de transporte e 800 veículos de transporte múltiplos, mas o Sr. Presidente da LBP se esqueceu de informar que muitos desses veículos andam a dever alguns anos aos sucateiros nacionais, e andam a funcionar a margem da lei, como:

Ø Em Portugal a grande maioria das ambulâncias de socorro dos Bombeiros não tem TAS, somente são tripuladas por TAT, e algumas vezes nem isso têm, uma clara violação da lei que rege o transporte de doentes com consequências impreteríveis para os cidadãos.

Ø Em Portugal facilmente se vê as ambulâncias de socorro dos Bombeiros a efectuar consultas, tratamentos, altas e transportes de cadáveres, algumas vezes com TAS nas suas tripulações, e depois se vê o mesmo corpo de Bombeiros a fazer serviço de emergência com ambulâncias de socorro com TAT como elementos integral da sua tripulação.

Ø Em Portugal os Bombeiros andam a fazer concorrência com os TÁXIS, utilizando os seus poucos recursos mecânicos e humanos a fazer serviços que em nada dignificam o nome dos Bombeiros, mesmo para que isso se ponha diariamente em causa o socorro a população por ocupação indevida dos meios de socorro.

Ø Em Portugal os corpos de Bombeiros não recebem qualquer ajuda da LNB ou do SNBPC para aquisição de Ambulâncias ou para terem equipas em permanência para sair, existindo somente 200 ambulâncias de socorro do INEM em corpos de Bombeiros que recebem a respectiva ambulância e 1100 euros por mês e 40 cêntimos ao quilometro por serviço, para se manterem operacionais.

A LNB devia impor normas aos corpos de Bombeiros e não permitir que eles se transformem em meras empresas de prestações de serviços, e obrigar os seus dirigentes e os mandantes a cumpri o regulamento de transporte de doentes, mesmo que para isso origine a recusa de efectuar serviços de socorro quando não existam condições legais de os efectuar, e lembra-los que um Bombeiro é uma ferramenta altamente especializada e treinada e de difícil reposição, logo devia ser tratada com o devido cuidado e respeito, pois a sua substituição acarreta um investimento muito significativo, tanto técnico como financeiro, e os senhores dirigentes e mandantes não devem dar ao luxo de andar todos os dias a “estragar” ferramentas tão caras a efectuar serviços fora da área do socorro.

Alertar o Serviço Nacional de Saúde que trate e igual forma o serviço pré-hospitalar dos Bombeiros, e que cumpra o que foi acordado, porque senão em muito em breve terá que assegurar com a sua recente rede de ambulâncias a totalidade dos serviços existentes, urgentes primários, urgentes secundários e não urgentes em todo território nacional, até ao Portugal profundo, assegurando de igual forma todo o serviço pré-hospitalar a qualquer cidadão e assumindo integralmente os problemas dai resultantes, quer institucionais, judicias e políticos.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Nova rede de ambulâncias de socorro

Ainda a pouco anos o presidente do INEM reconhecia numa Jornada Nacional de emergência, “sistema pré-hospitalar em Portugal somente existia pela boa vontade dos Bombeiros Portugueses e da mão-de-obra voluntária, e que o INEM não podia melhorar os prémios pagos por cada serviço de socorro efectuado por não ter capacidade financeira para o fazer” , onde deixava a sensação que melhores dias virião.

É de estranhar que em pouco anos o mesmo instituto crie uma rede de ambulâncias própria e invista milhões em mais meios de socorro próprios de nova geração, ignorando por completo as identidades que a várias décadas fizeram um sacrifício orçamental em manter um socorro digno na área do Pré-hospitalar a população. Para assegura esse serviço muitos corpos de Bombeiros endividaram-se a banca para conseguir comprar ambulâncias e equipamento, esperando que um dia o INEM reconhecesse o sacrifício efectuado em prol do SIEM, sistema que é da responsabilidade legal do INEM, quer a nível de fiscalização quer a nível financeiro.

Os Bombeiros portugueses foram enganados, e bem enganados, por culpa dos seus dirigentes que nunca souberam se impor perante o que estava a suceder, e foram avisados atempadamente para mudarem de políticas e atitudes em relação ao INEM e ao SNS, não quiseram, agora são usados para efectuar os serviços que o INEM simplesmente se recusa a fazer e assumir os custos, obrigando os Bombeiros a suportarem os custos ou a cobrar a quem necessita de socorro e foi negado.

O que o SNS e o INEM queriam actualmente era que os Bombeiros Portugueses suspendessem qualquer tipo de socorro na área do Pré-hospitalar durante 24 horas, para ver se o Ministro da saúde diziam “ Venham ver, venham ver a Lisboa o excelente serviço que temos”

quinta-feira, outubro 11, 2007

para mim ser Voluntário (Bombeiro)

Existem comentários no círculo dos bombeiros que devem ser divulgados, e esse é um deles:

Mas para mim ser Voluntário (bombeiro) não é nenhum defeito, é sinal de querer dar algum tempo a uma comunidade necessitada, agora não podemos é confundir voluntariado com mão de obra barata, desclassificada e carne para canhão, isso não é voluntariado é no mínimo exploração da condição humana, para não chamar escravatura.Pois ao estar a negar de um modo consciente as devidas condições de actuação e colocar em risco a vida presente e futura dos Voluntários e profissionais para mim é uma conduta criminosa, estando em causa ou não o interesse público!!Como deve ser de conhecimento publico e de certo modo devia ser divulgado nas acções de formação de Higiene e Segurança no Trabalho ( é verdade isto em Portugal não faz parte da formação dos Bombeiros ) ou de outra formação que envolva o Risco, primeiro estamos nós, depois nós, depois nós e depois nós e só lá mesmo no fim estão as vitimas, pois essas em ultimo caso já estavam condenadas á partida!!Um Bombeiro é, ou devia ser, uma "ferramenta altamente especializada e treinada" e de difícil reposição, logo devia ser tratada pelo seu "utilizador" com o devido cuidado, pois a sua "substituição" acarreta um investimento muito significativo tanto técnico como financeiro, logo não nos podemos dar ao luxo de andar todos os dias a "estragar" ferramentas tão caras, como parece que muitos por aqui defendem.Já nem os grupos terroristas colocam em risco os seus melhores operacionais, usam "simpatizantes" para fazer o trabalho sujo com o treino dos seus melhores operacionais.Se existe algum lema que eu defenda neste nosso mundo será sempre: " Voluntários na disponibilidade, Profissionais na acção" !!!!

Autor Wite Eagle “ Bombeiros de Portugal”

segunda-feira, outubro 01, 2007

Limpeza de pavimento

Um serviço que devia ser efectuado por equipas das Câmaras Municipais e do Instituto das Estrada de Portugal, que são as identidades responsáveis pela manutenção e reparação dessas vias de circulação automóvel.

Mas em vez disso para as limpezas de pavimento são accionados os meios de socorro dos Bombeiros, muitas das vezes são empregues os únicos meios de socorro disponíveis, principalmente os meios humanos, que são cada vez mais reduzidos e escassos, pondo em causa o socorro das populações, quer na área do Pré-Hospitalar quer na área do incêndio e resgate, para se fazer limpeza das vias de circulação.

Em Portugal as limpezas de pavimentos resume-se na aplicação de pó de pedra, cimento ou terra nas zonas de derrame ou se usa jactos de água ou varre-se os detritos para as bermas das vias, nada se remove tudo lá fica, uma situação ilegal perante as normas da CEE, porque contamina as linhas de água e os solos envolventes, além de deixar resíduos sólidos e perigosos nas bermas da estrada.

Outra situação das limpezas de pavimento é que ninguém quer assumir os custos existentes, quer as companhias de Seguros, Câmaras Municipais, SNBPC ou o Instituto de Estradas de Portugal, se recusam pagar por este serviço praticado, porque para se cumprir as normas da CEE sobre remoção e limpeza de produtos químicos do meio ambiente, existe a necessidade de se aplicar dissolúveis nos hidrocarbonetos e remover todos os produtos resultantes da operação de limpeza, quer líquido ou sólidos, que devem ser transportados em veículos próprios para centrais de tratamentos e reciclagem, o que faz que esse serviço seja caro e dispendioso.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Bombeiro apanhado a conduzir ambulância com uma taxa de alcoolemia elevada




Um Bombeiro dos Voluntários de Vinhais foi detido ontem pela GNR de Vila Real por conduzir uma ambulância, com dois doentes, com uma taxa de alcoolemia de 1.4. A detenção ocorreu no IP4, a seis quilómetros de Vila Real. O detido tem 29 anos, é casado e assalariado da corporação.

É de elogiar os Soldados da GNR por terem mandado parar e fiscalizado o condutor de uma ambulância, e de terem apanhado o Bombeiro a violar a lei, e certamente já andaria a violar a lei a algum tempo, abusando da cordialidade existente entre as identidades.

Os agentes de autoridade nacionais devem por de parte a cordialidade entre identidades, e fiscalizarem todos os veículos prioritários existentes, quer dos Bombeiros, CVP, INEM, quando não se apresentem marcha de socorro ou quando detectem algum abuso. Porque se não existir fiscalização por parte das autoridades originara existência de abusos, quer por parte das instituições ou por parte das tripulações, como aconteceu.

domingo, setembro 16, 2007

Uma breve opinião sobre o caso de Torres Novas

Um homem de 69 anos e o filho de 41 morreram de paragem cardio respiratória no passado mês de Maio, na Lamarosa. O socorro terá chegado tarde demais devido a um encadeamento de erros do INEM e dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas. É a conclusão de um relatório da Inspecção-geral das Actividades de Saúde
O relatório da inspecção-geral das actividades da saúde aponta culpas a serviço de emergência médica e aos Bombeiros nesse caso.
Comunicado o I.G.A.S


Em relação a triagem efectuada pelo operador da central do CODU-INEM, cometeu dois erros consecutivos, não conseguiu recolher a informação que podia definir era uma situação de transporte urgente primário ou transporte urgente secundário e considerou que era secundário, onde em caso de dúvida devia ser sempre considerado uma situação de transporte primário, depois errou novamente, em vez de dar o número de telefone dos Bombeiros de Torres Novas, deu o número dos Bombeiros de Coruche, onde existe também uma localidade com o mesmo nome da origem da chamada de socorro.

Em relação aos Bombeiros, a tripulação da primeira ambulância cometeram o erro de não ter informado imediatamente o CODU quando depararam como uma situação PCR, mas a segunda ambulância informou da situação ao CODU, mas teve como resposta iniciar o transporte das vítimas em suporte básico de vida até a unidade hospitalar, sem acompanhamento médico, porque a VMER estava indisponível, situação que é omissa no comunicado a imprensa do IGAS, que lança duvidas na eficácia das redes de VMERs existentes no país, como são usadas e mantidas quer pelos CODU-INEM quer pelos Hospitais,
Outra situação que não esta clarificada, se os Bombeiros cumpriram o regulamento de transporte de doentes, se foram accionadas ambulâncias de socorro como é informado pelo comandante dos Bombeiros, mesmo sejam ambulância dos Bombeiros, legalmente tem que existir um TAT e um TAS, nunca sendo o TAS o condutor do veículo, o incumprimento dessa norma é uma clara violação a lei e punida criminalmente a identidade de socorro pelo incumprimento do diploma que regulamenta o transporte de doentes.

Em relação ao INEM, tem que definir o que entende por transporte urgente secundário, e quem tem a responsabilidade legal de suportar os custos desse transporte e do efectuar, porque a norma de mandar ligar o cidadão numa situação de transporte urgente secundário para os Bombeiros ou para a CVP é ilegal perante a lei nacional, que necessita de ser clarificada, porque essa situação não leva em conta:

· Se a identidade local prestadora de socorro tem capacidade de fazer esse serviço em tempo útil para a situação clínica do doente?
· Se a pessoa que necessita de ser transportada a uma urgência hospitalar, tem capacidade monetária de suportar a despesa do transporte?
· Que esse serviço não põe em causa o socorro na zona?
· Que tipo de meios que devem ser utilizado para efectuar esse tipo de serviço?
· Qual a unidade de saúde deve ser transportado o doente, Hospital, CATUS, SAP ou centro de saúde local?

São questões que devem ser pensadas antes de tomar decisões em casos de transporte urgentes secundários.
Assim no caso de Torres Novas é mais um problema estrutural do SIEM, onde a indefinição de normas e de procedimentos nas diversas fazes do sistema, levam que os meios humanos cometam erros básicos, fazem que casos idênticos a Torres Novas acontecem frequentemente a nível nacional, onde a grande maioria nunca chega a ser investigada nem denunciada as identidades oficiais.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Alteração nas Tripulações das Ambulâncias de Socorro

A portaria nº402 de 10 de Abril 2007, vem alterar a constituição das tripulações das ambulâncias de socorro. Anteriormente as ambulâncias de socorro eram tripuladas por 3 elementos, 2 elementos com os cursos de tripulante de ambulância de transporte TAT e um elemento com o curso de ambulância de socorro TAS, nunca podendo o elemento TAS ser o condutor da viatura, onde a actual portaria alterou as tripulações somente para dois elementos, um elemento com o curso de TAT e outro com o curso TAS nunca podendo ser o TAS o condutor da viatura.

Com alteração da portaria em relação as tripulações, vem-se regulamentar uma ilegalidade, passando a ser legal o que era ilegal anteriormente, em vez de se criara condições para que as identidades pudessem cumprir o regulamento de transporte de doentes, alterou-se o regulamento as necessidades das identidades, que prestam socorro em Portugal.

Essa alteração poderá ter consequências graves na prestação nos cuidados de primeiros socorros por parte dessas equipas das ambulâncias, porque a maioria das técnicas existentes, para serem correctamente executadas terão de ser efectuadas no mínimo por 3 elementos com formação, para comprovar basta ver os protocolos de actuação de nos manuais de formação actuais do INEM ou da ENB, onde se ensina os formandos a aplicação das técnicas com três elementos e depois se obriga esses mesmos profissionais a executar as técnicas no terreno somente com dois elementos.

Por de traz disso tudo está novamente o INEM, que dá exemplos de outros Países, onde as tripulações das ambulâncias são constituídas somente por dois elementos, mas se esqueceu de dizer que existe um apoio de outros meios de socorro no local e a maioria dos cidadãos desses países tem cursos de primeiros socorros, uma situação fora da realidade portuguesa, onde as tripulações actuam isoladas, e se chega a ser avô sem nunca ter ouvido falar e praticar actos de primeiros socorros.

Outra realidade do nosso País é que a maioria das identidades que efectuam socorro Pré Hospitalar em Portugal não cumpre o regulamento de transporte de doentes, quer o INEM, Bombeiros ou CVP, é fácil de ver ambulâncias de socorro somente ser tripuladas por TAT em Portugal, uma situação grave de Saúde Pública, situação somente acontece por falta de fiscalização. O incumprimento da lei existe porque as identidades não têm capacidades financeiras para cumprir o actual regulamento de transporte de doentes, motivado pela falta de subsídios ou pelos preços pagos por serviço, somente 40 cêntimos ao quilómetro. O INEM e o SNS sabem disso, e não pode exigir nem fiscalizar aquilo que economicamente é impossível de existir.

terça-feira, agosto 14, 2007

O nosso Serviço Nacional de Saúde e a nossa Justiça no seu melhor


A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) decidiu suspender, por noventa dias, a chefe do serviço de ginecologia da unidade de Mirandela do Centro Hospitalar do Nordeste, por considerar que a obstetra actuou de forma negligente no trabalho de parto de uma criança, que nasceu no hospital de Mirandela, em Fevereiro de 2003, e que veio a ficar com paralisia cerebral e uma incapacidade de 95%. A mesma entidade decidiu arquivar o processo disciplinar relativo à enfermeira assistente e o Ministério Público (MP) também arquivou o inquérito relativo a este caso. Os pais do pequeno Gonçalo vão solicitar a abertura da instrução deste processo.

Um caso lamentável, onde se dificilmente se fará justiça algum dia.

Uma punição de 90 dias, para uma médica que no seu horário de trabalho, se ausentou do seu serviço sem motivo prévio e um processo disciplinar a uma enfermeira por violação dos deveres gerais de zelo e lealdade, que viu no final a serem retiradas as acusações por falta de provas.

Uma criança que pagou um preço demasiado alto pela a falta de respeito, que esses profissionais de saúde lidaram com o seu nascimento.

Um sistema de cooperativismo entre essas duas classes, onde dificilmente se faz prova de alguma coisa alguma.

O nosso Serviço Nacional de Saúde e a nossa Justiça no seu melhor.